sábado, 13 de agosto de 2011
O original e a versão: Police and Thieves
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Germs - Live at the Starwood: December 3, 1980
quarta-feira, 31 de março de 2010
135 Grand Street New York - No wave em DVD
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
The almost forgotten, classic 1970s Detroit African-American proto-punk band
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Killed By Glam - 16 UK junk shop glam rarities from the 1970's
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Sniffin' Glue: And Other Rock 'n' Roll Habits
Perry foi o responsável não só por inspirar toda uma geração a iniciar sua própria publicação de papel e xerox, numa época em que internet e blogs eram coisas de ficção científica, mas também atuou como uma espécie de etnólogo do punk de 1977, resenhando gigs e discos recém lançados. Perry foi para o punk inglês o que o antropólogo Malinowski foi para os nativos da Nova Guiné, o cara que registrou e tentou entender seus hábitos e expressões. Deixou assim anotado para a posterioridade os primeiros passos da turma de 77 e também popularizou os métodos do it yourself de publicação.
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
The Runaways Trailer
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Dr. Feelgood - She does it right (1975)
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Obscure Power Pop & Punk Rock
Fast Cars é uma banda do final dos anos 70, original de Manchester, que acabou no começo dos 80. Eles acompanharam o The Jam em turnês e tocaram com XTC, The Buzzcocks, Joy Division, The Fall e The Rezillos, só gente boa que deveria se esforçar para manter o mesmo nível de energia que o Fast Cars esbanjava nas suas apresentações. Ao que parece lançaram apenas um single, que hoje vale a bagatela de 150,00 libras no mercado de colecionadores de power pop. Para fazer a alegria dos mortais a Detour Records, especializada em reedições de power pop, trouxe da obscuridade, além do single, várias músicas nunca antes lançadas e colocaram no mercado um cd/LP com 17 faixas chamado "Coming... Ready or Not" em 2001. Se você entende daquela energia pop em alta voltagem dos Buzzcocks você irá gostar do Fast Cars.
The Go foi uma banda novaiorquina original do subúrbio de Yonkers surgida no meio daquela explosão power pop do final dos 70 e começo dos 80. Fizeram sua primeira apresentação no lendário CBGB'S. Na ativa lançaram apenas um ep com quatro sons, dos quais um deles é "Instant Reaction" que você confere nesse vídeo de 1980. Esse ano é também a data de gravação e lançamento do ep, prensado em apenas 1.000 cópias pela Titlewave Productions. O ep foi produzido por Rob Freeman, o mesmo cara que produziu o primeiro dos Ramones e os dois primeiros do Blondie. Em 2004 o selo japônes Wizzard In Vinyl lançou um cd contendo o ep mais 17 outras faixas. Em 2006 o selo italiano Rave Up Records lançou também um LP resgatando a obra do The Go.
Esse vídeo é uma apresentação do The Rattlers tocando "On the Beach" no programa de TV The Uncle Floyd Show. Uma curiosidade sobre a banda é que ela conta com o irmão de Joey Ramone nos vacais e guitarra. Confira o vídeo e perceba o tom de voz bem parecido com o do irmão.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Punk galego e Power pop britânico
Novedades Carminha é uma banda da região da Galiza, pertecente a administração do Estado espanhol, apesar da cultura e lingua diferenciada. O grupo lançou uma demo cassete no ano passado com o nome de "Grandes Éxitos". Participaram da compilação Matado por la Muerte e esse ano lançaram seu primeiro LP com o nome de "Te Vas con Cualquiera" pelo selo espanhol Bowery Records. Aqui você confere o clip de "Yo no Uso Codón", canção do recente LP.
The Fans é uma banda inglesa, de Briston, do final dos anos 70. A música que você confere aqui no vídeo é do seu primeiro single, lançado em 1979 pela Fried Egg Records. Power Pop dos bons.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Intensivo de Texas Punk

segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Rádio Rotina - canções que alegram meu dia e arruinam meus estudos
1. Los Reactors - Culture Shock (1981)
Los Reactors é um daqueles segredinhos preciosos do punk rock. Apesar do artigo em espanhol, a banda é americana, especificamente de Tulsa (Oklahoma). Sua discografia oficial se resume a dois singles, Dead in the Suburbs (1981) e Be a Zombie (1982). Parece que eles foram bem recebidos nas collage radios e demais rádios independentes no começo dos 80 e possuiam uma certa quantidade de fãs na sua região. Mas depois caiu no esquecimento. A banda aparece no centésimo volume da Killed by Death, com as músicas Dead in the Suburbs e Laboratory Baby. Em 2004 a gravadora californiana Rip Off Records compilou os dois singles mais gravações ao vivo e lançou em cd, com o nome de Dead in the Suburbs. O que ressalta ainda mais a personalidade do som dos Reactors é seu teclado. Mas esqueça a sonoridade do garage rock, isso aqui está mais para um raw new wave paranóico. Que marca todo o percurso de Culture Shock. Essa música tem algo daquela tensão dos Screamrs, tem algo de apocalíptico e desesperado. Search & Destroy! Penso em outros grupos punks com teclado e logo me vem a mente o Strangles. Em 2005 o grupo se reuniu para shows em sua cidade natal e em Nova Iorque, com planos de mais alguns para o futuro. Recentemente lançaram um dvd com essas apresentações.
2. The Beat - Don't wait up for me (1979)
The Beat é um dos clássicos do power pop americano. Um parente do Big Star nascido na Los Angeles da era punk, embebido em rock and roll de refrões que lhe perseguem durante todo um dia. Don't wait up... faz parte do único lançamento da banda, o disco homônimo de 1979 lançado pela Columbia. Depois seu vocalista Paul Collins lançou outro disco, já com o nome de Paul Collins' Beat, mas isso é outra história. Don't wait up for me parece um hit, cheira a hit, então deve ser um hit. No meu quarto eu sei que é.
3. The Neighborhoods - No Place Like Home (1980)
Essa canção saiu, junta com Prettiest Girl, num compacto lançado pela Ace of Hearts em 1980. Ela também faz parte da compilação Mass Ave., da série DIY da Rhino Records, que retrata o som de Boston no período 1975-1983 e que já tive a oportunidade de comentar aqui no blog. Outro detalhe é que a banda que aparece na capa desta compilação é o próprio Neighborhoods. Acho No Place Like Home a melhor canção deles. A segunda é She's so Good. Infelismente não se encontra essa mesma energia nos demais discos da banda. No place like home é basicamente um punk rock com sensibilidade power pop suficiente para criar aquela crueza doce que o punk comporta em sua essência.
sábado, 15 de agosto de 2009
The Zeros - Pioneiros de Los Angeles
Los Angeles foi um dos grandes centros urbanos gestores do punk, assim como Londres e arredores, Nova Iorque e São Paulo. Me lembro agora de uma cena do documentário Botinada. Nela o Clemente fala que se o Ramones não tivesse criado o punk na Big Apple, o pessoal da Carolina teria feito isso pelos americanos. Pois os paulistas também escutavam os discos dos Stooges e New York Dolls, andavam com camiseta listrada, jeans apertado e jaqueta preta. Guardada as devidas proporções do que o Clemente falou, parece que o punk era algo que estava no ar, só esperando alguém captar aquele espírito e jogá-lo numa canção de três acordes. Os Ramones com certeza foram os pioneiros, definindo o essêncial da linguagem punk. Mas parece que mesmo que se eles não tivessem dado o ponta pé inicial, alguém teria dado. Penso que foi uma questão de tempo para o punk se generalizar e virar a linguagem dos roqueiros mais jovens e rebeldes do meio dos anos 70. Nesse interím, lá em Los Angles surgia o The Zeros. Formado em 1976, com o nome incial de Main Street Brats, por Javier Escovedo (v,g), Robert Lopez (g), Hector Peñalosa (b) e Baba Chenelle (d). Os sobrenomes não escondem a ascendência chicana dos Zeros, por isso eram conhecidos como os "Ramones mexicanos". A banda tocou pela costa oeste com gente como Dils, Avengers, X, Plugz, Nerves, Wipers e Weirdos. E abriram o primeiro show do Germs em 1977. Em 1980 tocaram em Austin, Texas, junto com o Middle Class. Ainda fizeram apresentações em Nova Iorque em clubes como CBGB's, Max Kansas City, UK Club e Danceteria. Mas a vida do Zeros foi curta e o grupo se desfez em 1981. Nos anos noventa voltaram, com line up reformado, para alguns shows esporádicos e lançaram o álbum "Right Now!". Canções do grupo ganharam covers por diversas bandas do globo, como La Secta (Espanha) e Hoodoo Gurus (Austrália). Artistas de renome como Tom Waits, Patti Smith e o Damned adimiraram o trabalho dos Zeros. Eles foram um dos pioneiros da cena de Los Angeles e pavimentaram o caminho para Black Flag, Circle Jerks e X. Seus membros continuaram com outras bandas. O guitarrista Robert Lopez tocou no Catholic Discipline, que aparece na primeira parte do documentário The Decline of The West Civilization, e depois se tornou o El Vez, uma espécie de Elvis latino que fez um certo sucesso. Esse vídeo é uma apresentação de 1977 para um programa de tv de San Diego. Ele abre com o grupo tocando "Don't Push me Around" e encerra com uma rápida entrevista com a banda, onde perguntam se eles aceitam a definição de punk rock e o que significa punk rock. O disco "Don't Push me Around", lançado pela Bomp Records em 1992, é uma boa pedida para conhecer os primeiros trabalhos da banda, datados do final dos anos 70.
1. Don't Push Me Around
2. Wimp
3. Main Street Brat
4. Handgrenade Heart
5. Beat Your Heart Out
6. Wild Weekend
7. Comestic Couple
8. Rico Amour
9. Beat Your Heart Out
10. Getting Nowhere Fast
11. She's Just a Girl On the Block
12. They Say That (Everything's Alright)
13. Comestic Couple/Shannon Said/Talkin'/Out of Place/Wild Weekend
Download
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Trash News: Documentário sobre o Death e turnê em setembro
Detroit's own DEATH -Where Do We Go From Here? Documentary - Tour 2009 Promo from Howlermano on Vimeo.
Desde a redescoberta das master tapes do Death que a banda vem despertando a curiosidade de muita gente. Viemos acompanhando aqui pelo blog desde o pré-lançamento do albúm até a sua disponibilização em mp3 para nossos leitores. E mais notícias vem por ai. Não bastasse a lançamento do Lp pela Drag City Records, contendo material inédito mais as músicas do compacto de 1974, um documentário sobre a banda está sendo produzido. É isso mesmo. Um documentário com os integrantes da banda, que sobreviveram, contando sua história. Ele se chama "Where Do We Go From Here". Depois de quase serem esquecidos pela História o Death parece que vem com tudo. Não bastassem o Lp e o documentário, eles ainda vão entrar em turnê. É isso mesmo uma turnê! Mas nada muito grande. Cerca de três shows entre 25 e 27 de setembro em Detroid, Illinois e Cleveland. Para matar a curiosidade, aqui vai um trecho do documentário. Para se manter atualizado sobre o processo de produção clique aqui.
Enjoy!
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Speed e The SS: early japanese punk
Duas coisinhas para alegrar meu dia. Duas coisinhas japonesas.
Foda! A única coisa que consegui achar desses caras foi um vídeo no youtube. Impressionante! Eles são japoneses e o vídeo é de aproximadamente 1979. Fazem um som entre New York Dolls e Dead Boys. Inclusive, um trecho dessa música me lembra bastante "Ain't Nothin' To Do", do primeiro disco do Dead Boys. Boys I Love You é visceral, agressiva e provocadora. Amei! Se alguém conseguir achar algo desses caras, por favor me avise!
Foda²! Mr. Twist do SS é ultra nervosa para ser algo de fins do anos 70. São apenas quarenta e oito segundos. É impossível não comparar à "Out of Vogue", de 1978, do Middle Class, considerada uma das primeiras canções hardcore. É nervoso! Batita 1/1, vocal hiper rápido e uma típica estrutura do hardcore primitivo e original dos anos 80. Não consigo parar de ver o vídeo. Me empolga demais! Esse vídeo é um trecho de um documentário japônes chamado "Rockers", que eu desconheço. Nesse blog há um link, porém quebrado, para o disco ao vivo deles de 1979 chamado "The SS - Live '79". O disco possue 36 faixas em 32 minutos. Definitivamente hardcore! Essa gravação ao vivo de 79 só seria lançada em 1985 pelo selo Alchemy Records e ganharia uma versão pirata em 2002. Leia aqui uma resenha do disco.
Para quem acordou desejando comer sushi, eu estou satisfeito.
Procura-se
Speeds
The SS - Live '79
Rockers (documentary)
domingo, 9 de agosto de 2009
Set List 08.08.2009
O aniversário de 4 anos da Ultras Resistência Coral foi muito bom. A festa começou um pouco depois do horário, mas todas as bandas tocaram. Skate Pirata, Outubro e Ska Brothers mandaram bem. E entre uma banda e outra toquei algumas coisas. Aqui vai o setlist, playlist ou mixtape, como queiram, do que coloquei pra tocar.Enjoy.
Cover: Mirian Linna
01 The Damned - new rose
02 The Adverts - bored teenagers
03 Undertones - teenage kicks
04 Buzzcocks - breakdown
05 Teenage Head - picture my face
06 The Wipers - tragedy
07 Avengers - we are the one
08 Los Violadores - represion
09 Inocentes- pânico em SP
10 Polo Pepo - San Felipe es punk
11 Cheap Time - people talk
12 Nikki and The Corvettes - young & crazy
13 Clorox Gilrs - don't take your life
14 The Oppressed - all together now
15 Death - keep on knocking
16 Joy Division - warsaw
17 Angry Red Planet - curling
18 La Manada - punks de puta madre
19 The Cute Leppers - opening up
20 The Dickies - fan mail
sábado, 18 de julho de 2009
Death - For The Whole World To See (Drag City Records, 2009)

http://www.mediafire.com/?zddmjru4gjc
sexta-feira, 10 de abril de 2009
O Lado Punk de Boston

A primeira delas é DIY: Mass. Ave.: The Boston Scene (1975-83), lançada originalmente em 1993 pela Rhino Records como parte de sua série DIY, centrada nos desenvolvimentos do punk. Nela temos uma quantidade variada de bandas e estilos, seja a new wave dos conhecidos Cars, passando pelo power pop dos Neighborhoods, a garageira Lyres do ex-DMZ e futuro Monoman Jeff Connoly, até o pos-punk do Mission of Burma. A coletânea dá uma geral na cena de Bosotn e nos oferece um quadro do que rolava na época.

A segunda compilação é This Is Boston Not L.A, centrando força nos primeiros passos do que ficou conhecido como hardcore punk, o punk rock levado as suas últimas consequencias em termos de rapidez, raiva e simplicidade. Podemos dizer que é a verdadeira gema do hardcore de Boston, sintetizando o que havia de mais seco, reto e contestador no punk local. Lançada em 1982 pela Modern Method, reúne nomes como o conhecido Gang Green, os marxistas do Proletariat, Jerry's Kids, Freeze e bandas mais obscuras como Groinoids.
Com essas duas compilações dá pra ter a sensação de dar um giro pelo lado punk de Boston com sua variedade de bandas. Se não é um quadro completo, pelo menos é um bom começo para conhecer uma cena reginal. Enjoy!
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Trash News: Death resgatado

Death, a obscura banda de Detroit, ganhará edição de seu álbum nunca lançado pela Columbia. O disco estará disponível para venda a partir de 17 de fevereiro e será lançado pela Drag City Records em Lp e Cd, levando o nome de For The Whole World To See.
Até hoje o único registro disponível do Death era seu single gravado em 1974 e lançado de maneira do it yourself pela própria banda em 1976, através de seu selo Tryangle Records. O single hoje custa a bagatela de 700 dólares pelos mercados virtuais.
O disco trará sete músicas, que reúne o compacto e mais cinco canções até hoje inéditas. São elas: Keep On Knocking, Rock-N-Roll Victim, Let the World Turn, You're A Prisoner, Freakin Out, Where Do We Go From Here???, Politicians in My Eyes

Um pouco sobre o Death
Formada pelos irmãos Hackney (David, Bobby e Dannis), no início tocavam funk e R&B influenciados pelas canções da Motown, mas tudo mudou em 1973. Nessa data os irmãos vão ao Michigan Palace e assistem a um show de Iggy e os Stooges. A música dos Patetas marcou tanto os caras que eles mudam o direcionamento da banda para o rock and roll. Dave então começa a fazer músicas e Bobby as letras. As canções se tornam mais políticas e então nasce o Death.
Não é nenhum detalhe dizer que esses caras eram negros, mas sim um traço marcante, pois no mundo anglo-saxônico do rock and roll, ser branco é a regra.
Os caras acabam encontrando Don Davis da Groovesville Productions, que impressionado com a banda, leva sua demo até Clives Davis da Columbia Records. É assinado um contrato com a major para um disco com 12 canções, mas durante as gravações, mas precisamente depois de terem gravado 7 músicas, Clive insiste para que a banda mude seu nome. Não satisfeitos com as exigências da Columbia a banda abandona a gravadora antes do término das gravações. Em 1976 o Death saca duas músicas da gravação para o Lp de 1974 e lançam um single de 500 cópias contendo as faixas “Politicians In My Eyes” e “Keep on Knocking”. O single é lançado pelo selo do grupo, o Tryangle Records, sendo distribuído de maneira gratuita durante os shows realizados pela banda.
Até o ano de 2002 não se ouviu mais falar da banda, até que eles apareceram na compilação No One Left To Blame, que reune punk nort-americano obscuro de 1976 a 1982 e que trazia a canção “Keep on Knocking”. 34 anos depois de gravadas aquelas músicas, Bobby Hackney entrega as master tapes para seu filho escutar e eis que em 2009 teremos um disco completo do Death.
Teen Trash
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Killed By Death #1 - Rare Punk 1977-1982 (Redrum, 1989)

O Back From The Grave do Punk dos 70's e 80's
As bandas de garagem dos anos 60 ganharam postumamente uma legião de seguidores e fiéis dementes que sempre estão à procura de mais e mais obscuridades de 40 anos atrás. Na formação desse “público” pós-década de 60 para as bandas de garagem, compilações como Nuggets e Pebbles foram fundamentais, pois foram elas, seguidas de tantas outras, que criaram um espaço ou numa linguagem de mercado um nicho para esse fiel séquito de garage freaks.
As bandas punks dos anos 70 e 80 também possuem suas Pebbles ou Back From The Grave. Compilações como Killed By Death e Bloodstains Across... estão para o punk dos 70 e 80, assim como as já citadas Pebbles e BFTG estão para o punk dos 60. Elas resgatam uma porção de grupos obscuros que acabam sendo revitalizados para além de seus escassos e raros compactos.
E o que você encontra em Killed By Death # 1? Lixo jovem a granel para esses seus ouvidos sebosos que passam longas horas navegando na Web atrás de coisas absurdas para escutar.
Tudo começou em 1989, ano no qual foi lançado o primeiro volume da série, e continuou durante toda a década de 90, se estendendo até o número 22 de forma cronológica e depois com números fora da ordem como os volumes 007 (entendeu a piada?), 666, 999 e 1234. Diz à lenda que o responsável pelos primeiros volumes era um colecionador sueco que morava em Nova Iorque e que resolveu fazer uma compilação de sua bandas punks favoritas. Até o volume 3 a compilação é identificada com o selo Redrum, mas depois passa a ser prensada em outros lugares como a Austrália.
Nesse primeiro volume temos muito punk americano do início dos anos 80 como Hollywood Squares e Child Molestors de Los Angeles, grupos de outros locais como Wipers e Slugs e também punk britânico de 77 como The Users. Entre outros achados a compilação trouxe das trevas o ep Pollywog Steel, da fase hardcore dos conhecidos rappers Beastie Boys.
O universo Killed By Death é tão fascinante e viciante quanto o Pebbles ou outros do mundo garageiro e se você não quer se viciar em mais uma coisa não entre nessa. Mas se você é atrevido, venha e estrague sua cabecinha também com esse punk rock seboso.
Teen Trash
1. Mad-I Hate
2. MusicHollywood Squares-Hillside Strangler
3. Slugs-Problem Child
4. Vox Pop-Cab Driver
5. Controllers-(The Original) Neutron Bomb
6. Dogs-Slash Your Face
7. Gasoline-Killer Man
8. Kraut-Matinee
Killed By Death #1 - Rare Punk 1977-1982 (Redrum, 1989)
*Nota: as faixas do Wipers, Beastie Boys e F.U. 2's não estão presente nesse volume, que acredito ser o cd e não o Lp original de 1989.






