I.D (1995)
The Football Factory (2004)
Green Street Hooligans (2005)
Rise of The footsoldier (2007)
Cass (2008)
Awaydays (2009)
The Firm (2009)
Me deparei essa semana com esses jovens dinamarqueses. Eles são o De Hoje Haele. Por mais que esse nome lhe faça lembrar algo em nosso idioma, não esqueça que isso é dinamarquês. Tem gente que diz que soam como o Redd Kross de "Born Innocent" e resgatam o Kalemaris, "proto punks" da Dinamarca. Exageros a parte, se eu fosse dizer com o que se parece, diria que é um killed by death punk com direcionamento power pop e uma certa sensilidade garageira. Eles lançaram duas cassetes, um ep em 150 cópias e depois o reprenssaram em mais 300 unidades. Esse vídeo é de um show em Berlin em abril desse ano. A primeira música é Sige Hej, que não tenho a mínima idéia do que significa, mas é ótima, muito boa até. Adoro a sonoridade dessa guitarra. Nesse momento eles estão fazendo uma turnê pelos EUA. O som você confere no myspace da banda.
Com seu som pop garage punk rock Jay Reatard vai dando cara própria à sua música. Essa canção é do novo álbum Wacht me Fall, lançado esse ano pela Matador Records. Ele sucede Blood Visions de 2006 e outros 11 singles publicados entre 2007 e 2008. Lançou também um split com o Sonic Youth nesse ano pela mesma Matador. O jovem Jimmy Lee Lindsay, seu nome verdadeiro, natural de Menphis (Tennessee), é bastante prolífico. Entre 1998 e 2006 participou de seis bandas diferentes, totalizando 43 lançamentos, entre singles e Lps. The Reatards foi seu primeiro grupo, com o qual lançou o lp Teenage Hate em 1998 pela sua conterrânea Goner Records. De lá pra cá até sua "carreira solo", como Jay Reatard, já tocou de tudo. Desde o garage punk a la Oblivians dos Retardados até experimentalismos synth punk no The Lost Sounds. Jay reatard parece ser mesmo sinônimo de hiperatividade.
FILME E RANGO = 8 R$
Faz uma semana que escuto sem parar essa compilação. Quando fiquei sabendo de seu lançamento, no começo do ano, queria logo adquiri-la. Mas só agora tive o prazer de escutá-la. A capa do disco chama logo atenção com suas cores amarelo e laranja. Mas para entender Matado por la Muerte, comecemos pelo nome. O título da compilação faz referência a lendária série Killed by Death, que reúne punk obscuro em seus vários volumes. Podemos então dizer que Matado... é uma compilação que segue a "estética" Killed by Death. Com as músicas envoltas numa produção low fi que só ressalta a crueza do som. Matado passeia pelo punk, power pop, garage e hardcore. Apresentando alguns dos melhoeres grupos espanhóis da atualidade. Com exceção do Ratas del Vaticano que é de Monterrey no México, mas não deixa a peteca cair. O empreendimento foi tocado por quatro selos diferentes, Bowery, Rizillos Superproducciones, Holy Cobra e La Camorra. Foi lançado somente em Lp, com a arte da capa em silkscreen e em apenas 500 cópias. Uma característica marcante da compilação é a presença do orgão em várias faixas, soando entre um Los Reactors atualizado e antigas bandas de garagem. O orgão bêbado de Juanita Y Los Feos em "Circo Roma" e "Amor Germano" empolga e apaixona. "Una rockera" do Redentoras Humilladas grudou no meu ouvido e não sai mais. Iribarnes, Novedades Carminha, Rizillos, Zorras Adolescentes e Mano de Mono, este com Justin do Clorox Girls, me fazem querer ter uma banda. Grupo Sub 1 trás componentes do antigo Webelos e é provavelmente a banda mais experiente aqui. Misturar narcóticos com antibióticos é o que o Coprolitos faz musicalmente. Concepción Glory Boys fazem um som entre Cock SParrer e o mod revival com competência. Concetration Summer Capms e Über trazem o early hardcore do Negative Approach ou das velhas bandas de Boston para os anos 2000. Com certeza esse já é um dos meus lançamentos preferidos de 2009. E fico aqui na esperança que saia um novo volume em 2010. Nesse momento estou cruzando os dedos.
Os Filmes Malditos consistem em projeções mensais de obras do panorama da cinematografia obscura. As sessões trazem ao público filmes com temáticas transgressoras, experimentais, ultrajantes, por vezes incompreendidas ou até proibidas. Em tempos de domínio dos chamados “blockbusters”, os Filmes Malditos se configuram como um contraponto a este tipo de cinema hegemônico, trazendo aos olhos do espectador um universo subversivo, fantasioso, polêmico. Inquietantes e radicais essas produções que não se encaixam nas noções comuns do mercado, encontram espaço aqui.Wavves from TERROREYES.TV on Vimeo.
Música nova do Wavves à sair num novo disco. Essa música é mais reta e sem muito experimentalismo. Quando o Wavves toca assim, me agrada mais.
O URSS é um grupo espanhol, da Andaluzia, que faz punk rock ao gosto dos anos 80. Ochentero, como dizem por lá. Reunindo influências de bandas como Eskorbuto e do punk de décadas atrás. Porém feito por "chicos" entre 22 e 24 anos. São eles: Áfrico nos vocais, Jorge na guitarra, Miguel no baixo e Pablo na bateria. O timbre da voz de Áfrico lembra o de uma menina. Agradam-me muito as bandas novas que vão buscar inspiração no punk original de fins dos 70 e começo dos 80. Parece que é uma necessidade desses anos 00's, depois que passou o punk dos anos 90, que em quase nada lembrava as raízaes do gênero. O grupo possui um split, de 2006, com o Coprolitos, de Madrid, um single e um Lp chamado Producto, editado pelo selo Bowery em 2009 . Em julho de 2008 foram entrevistados pela MaximumRockandroll, que, quer queiram ou não, ainda é uma referência mundial para o punk rock. Em julho de 2009 saíram em turnê pela Europa tocando pela França, Alemanha, Polônia e República Tcheca. Nesse vídeo eles tocam duas músicas "Felices dias en Fuengirola" e "Todo sobre tu Hija". No myspace da banda você confere mais sons do punk ochentero do URSS.
O Wavves na verdade é Nathan Williams, um jovem de San Diego, Califórnia. Ele gastava seu tempo livre andando de skate e escrevendo sobre rap no seu blog. Um dia o rapaz se armou com um gravador de cassetes dos anos 80, o Tascam, e com o software Garage Band. Se trancou no quarto por um mês e compôs tanto material que rendeu dois discos. Aos poucos ele foi disponibilizando para download em dois 7", uma casssete e um EP. O DIY também acompanhou Nathan na produção da arte de seus lançamentos, com o rapaz desenhando e "scanneando" fotos para as capas. O primeiro álbum, self title, foi feito no mesmo gravador de quatro canais e saiu primeiro em cassete. Depois foi lançado em cd e lp, com cópias limitadas, pelo selo Woodsist em setembro de 2008. O segundo foi chamado Wavvves, com um "v" a mais que o primeiro disco. E foi lançado em fevereiro de 2009 pela Fat Possum Records, com produção do próprio Nathan. 
A sonoridade do Wavves é bastante crua, mas repleta de melodias e alguns experimentos. Já disseram que é Buzzcocks com Beach Boys. E já chamaram até de no-fi e shit-gaze, tamanha é a bagaceira das gravações. Na verdade, o som é uma espécie de punk low fi, bem na linha das gravações da In The Red Records. Se você já escutou bandas como Cheap Time, Lovvers, No Age, Times New Vinkings ou até coisas um pouco mais antigas como Pussy Galore, dá para imaginar o som do Wavves. As músicas são batizadas com títulos imprevisíveis como "California Goths", "Summer Goths", "Killr Punx, Scary Demons", "Surf Goths" e "Beach Goths". As gravações caseiras foram tão bem vindas que o Wavves chegou a ser considerado "the next big thing" por alguns críticos e blogs. O Wavves escurcionou pelos EUA e foi chamado para uma turnê na Europa. Para acompanhá-lo ao vivo, Nathan chamou o baterista Ryan Ulsh. Nesse ano em Barcelona, no Primavera Sound Festival, Nathan teve uma briga no palco com Ryan e acabou insultando o público espanhol, que respondeu jogando garrafas e sapatos nele. O resultado disso foi a turnê européia cancelada. Depois, Nathan se desculpou publicamente dizendo que seu comportamento teria sido causado por um coquetel de ecstasy, valium e xanax. O Wavves continua tocando pelos EUA, para conferir sua agenda visite a página da banda no myspace.
Detroit's own DEATH -Where Do We Go From Here? Documentary - Tour 2009 Promo from Howlermano on Vimeo.
Desde a redescoberta das master tapes do Death que a banda vem despertando a curiosidade de muita gente. Viemos acompanhando aqui pelo blog desde o pré-lançamento do albúm até a sua disponibilização em mp3 para nossos leitores. E mais notícias vem por ai. Não bastasse a lançamento do Lp pela Drag City Records, contendo material inédito mais as músicas do compacto de 1974, um documentário sobre a banda está sendo produzido. É isso mesmo. Um documentário com os integrantes da banda, que sobreviveram, contando sua história. Ele se chama "Where Do We Go From Here". Depois de quase serem esquecidos pela História o Death parece que vem com tudo. Não bastassem o Lp e o documentário, eles ainda vão entrar em turnê. É isso mesmo uma turnê! Mas nada muito grande. Cerca de três shows entre 25 e 27 de setembro em Detroid, Illinois e Cleveland. Para matar a curiosidade, aqui vai um trecho do documentário. Para se manter atualizado sobre o processo de produção clique aqui.
Enjoy!
O aniversário de 4 anos da Ultras Resistência Coral foi muito bom. A festa começou um pouco depois do horário, mas todas as bandas tocaram. Skate Pirata, Outubro e Ska Brothers mandaram bem. E entre uma banda e outra toquei algumas coisas. Aqui vai o setlist, playlist ou mixtape, como queiram, do que coloquei pra tocar.