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segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Rádio Rotina - canções que alegram meu dia e arruinam meus estudos

Hits da semana ou canções que fazem meu dia feliz, mas arruinam meus estudos

1. Los Reactors - Culture Shock (1981)

Los Reactors é um daqueles segredinhos preciosos do punk rock. Apesar do artigo em espanhol, a banda é americana, especificamente de Tulsa (Oklahoma). Sua discografia oficial se resume a dois singles, Dead in the Suburbs (1981) e Be a Zombie (1982). Parece que eles foram bem recebidos nas collage radios e demais rádios independentes no começo dos 80 e possuiam uma certa quantidade de fãs na sua região. Mas depois caiu no esquecimento. A banda aparece no centésimo volume da Killed by Death, com as músicas Dead in the Suburbs e Laboratory Baby. Em 2004 a gravadora californiana Rip Off Records compilou os dois singles mais gravações ao vivo e lançou em cd, com o nome de Dead in the Suburbs. O que ressalta ainda mais a personalidade do som dos Reactors é seu teclado. Mas esqueça a sonoridade do garage rock, isso aqui está mais para um raw new wave paranóico. Que marca todo o percurso de Culture Shock. Essa música tem algo daquela tensão dos Screamrs, tem algo de apocalíptico e desesperado. Search & Destroy! Penso em outros grupos punks com teclado e logo me vem a mente o Strangles. Em 2005 o grupo se reuniu para shows em sua cidade natal e em Nova Iorque, com planos de mais alguns para o futuro. Recentemente lançaram um dvd com essas apresentações.

2. The Beat - Don't wait up for me (1979)

The Beat é um dos clássicos do power pop americano. Um parente do Big Star nascido na Los Angeles da era punk, embebido em rock and roll de refrões que lhe perseguem durante todo um dia. Don't wait up... faz parte do único lançamento da banda, o disco homônimo de 1979 lançado pela Columbia. Depois seu vocalista Paul Collins lançou outro disco, já com o nome de Paul Collins' Beat, mas isso é outra história. Don't wait up for me parece um hit, cheira a hit, então deve ser um hit. No meu quarto eu sei que é.

3. The Neighborhoods - No Place Like Home (1980)

Essa canção saiu, junta com Prettiest Girl, num compacto lançado pela Ace of Hearts em 1980. Ela também faz parte da compilação Mass Ave., da série DIY da Rhino Records, que retrata o som de Boston no período 1975-1983 e que já tive a oportunidade de comentar aqui no blog. Outro detalhe é que a banda que aparece na capa desta compilação é o próprio Neighborhoods. Acho No Place Like Home a melhor canção deles. A segunda é She's so Good. Infelismente não se encontra essa mesma energia nos demais discos da banda. No place like home é basicamente um punk rock com sensibilidade power pop suficiente para criar aquela crueza doce que o punk comporta em sua essência.


sexta-feira, 10 de abril de 2009

O Lado Punk de Boston

Nem só de Harvard, MIT e conhecimento acadêmico vive o estado americano de Massachusetts. Sua capital Boston teve uma cena musical especialmente rica entre a segunda metade dos anos 70 e a primeira dos anos 80. Tendo o punk rock como argamassa para as bandas locais desenvolverem as variantes do estilo: new wave, power pop e hardcore. Duas compilações relatam bem esse período efervescente.


A primeira delas é DIY: Mass. Ave.: The Boston Scene (1975-83), lançada originalmente em 1993 pela Rhino Records como parte de sua série DIY, centrada nos desenvolvimentos do punk. Nela temos uma quantidade variada de bandas e estilos, seja a new wave dos conhecidos Cars, passando pelo power pop dos Neighborhoods, a garageira Lyres do ex-DMZ e futuro Monoman Jeff Connoly, até o pos-punk do Mission of Burma. A coletânea dá uma geral na cena de Bosotn e nos oferece um quadro do que rolava na época.



A segunda compilação é This Is Boston Not L.A, centrando força nos primeiros passos do que ficou conhecido como hardcore punk, o punk rock levado as suas últimas consequencias em termos de rapidez, raiva e simplicidade. Podemos dizer que é a verdadeira gema do hardcore de Boston, sintetizando o que havia de mais seco, reto e contestador no punk local. Lançada em 1982 pela Modern Method, reúne nomes como o conhecido Gang Green, os marxistas do Proletariat, Jerry's Kids, Freeze e bandas mais obscuras como Groinoids.

Com essas duas compilações dá pra ter a sensação de dar um giro pelo lado punk de Boston com sua variedade de bandas. Se não é um quadro completo, pelo menos é um bom começo para conhecer uma cena reginal. Enjoy!