Mostrando postagens com marcador Rhythm and Blues. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rhythm and Blues. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 3 de março de 2021

Rock and Roll Genesis Vol. 1 (1904-1929)






















01. Tampa Red and Georgia Tom - It's tight like that (1928) 
02. Uncle Dave Macon - Way Down The Old Plank Road (1927)
03. Blind Roosevelt Graves - Crazy About My Baby (1929)
04. Pine Top Smith - PineTop's Boogie Woogie (1928)
05. Earl Johnson - Shortenin' Bread (1927)
06. Uncle Dave Macon And His Fruit-Jar Drinkers - Sail Away, ladies (1927)
07. Jim Jackson - Kansas City Blues (1927)
08. Papa Charlie Jackson - Shake That Thing (1925)
09. Polk Miller and His Old South Quartette - What A Time (1909)
10. Haydn Quartet - Camp Meeting Jubilee (1904-1905)

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Dr. Feelgood - She does it right (1975)



Dr. Feelgood tocando She Does it Right na TV em 1975. Essa guitarrinha é muito gostosa de escutar, um exemplo do R&B duro e seco do pub rock inglês. Observando a platéia parece que em 75 as pessoas estavam deixando de se parecerem com hippies e ficando mais parecidas com atores de pornôchanchada.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Analfabitles - Single (RCA, 1968)





Mais uma vez os Analfabitles fazem uma aparição aqui no blog, desta vez com seu primeiro compacto, datado de 1968. O single abre com Sunnyside Up, cover da obscura banda de Boston Teddy and The Pandas, mostrando que a banda sabia onde catar as coisas. E a letra da canção diz "Well it's seven in the morning and I'm lying in bed/My wife's waking in my door/ She's got pralines on the table and they're waiting for me/ and I'm raring to go/ cause I'm havin'/ sunnyside up/ I'd like my eggs now..." Em seguida temos outro cover, essa mais calmo, chamado She's My Girl, original do grupo The Coastliners. Então é isso, saiba mais sobre os incríveis Analfabitles, no informativo texto de Nélio Rodrigues. Esse post é didicado ao camarada Junior, de Belém do Pará, que acompanha nosso blog e havia solicitado mais coisas do Analfabitles. Um abraço!
Teen Trash


tracklist:
side A Sunnyside Up
side B She's My Girl


Analfabitles - Single (RCA, 1968)







Analfabitles
por Nélio Rodrigues

Os Analfabitles contabilizavam três anos de existência em 1968. No início eram um quarteto e atendiam pelo nome de The New Kings. Uma fase curta, movida por uma aparelhagem incipiente e muita disposição. Logo, o pretensioso nome foi abolido, substituído pelo trocadilho com o qual a banda viria a se tornar uma legenda no Rio de Janeiro.

Mimetizando os grupos ingleses e norte-americanos, dos quais sugavam o repertório, os Analfabitles seguiam rota divergente do estilo predominantemente brega da jovem guarda. De fato, compartilhavam com outras bandas beat e de garagem, como The Outcasts, The Bubbles, The Trolls, The Divers e The Crows, entre outras, um nicho distinto e exclusivo, porém sem muita atenção das TVs e dos jornais e revistas, como recebiam os artistas daquela vertente.

No entanto, em 1968, já como um sexteto, a banda atravessava um momento efervescente. Seus bailes sempre concorridos mantinham o grupo em permanente circulação pelos clubes da Zona Sul, com esticadas a Tijuca, ao Grajaú e a Niterói, do outro lado da baía. Mas foi no Caiçaras, um clube de elite às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas - na verdade, situado numa ilha - que a coisa começou a esquentar. Ali, suas domingueiras foram se tornando tão disputadas durante o segundo semestre do ano que os bailes tiveram que ser transferidos do salão para o ginásio do clube. Com a fama se espalhando rapidamente entre os jovens antenados da cidade, não foi preciso muito tempo para Danilo, Léo, Maran, Luiz Carlos, Fernando e Daniel desfrutarem da reputação de pertencerem da melhor banda da região, ao lado de The Bubbles.

Pois foi em meio a esse panorama que os Analfabitles tiveram a chance de gravar um compacto simples para a RCA Victor. Chance essa proporcionada pelo gaitista e violonista Rildo Hora que, naquele momento, iniciava-se como produtor musical da gravadora. Reunidos no estúdio da CBS, no Rio, o grupo registrou os dois temas para o compacto numa curta sessão de gravação. Ao final de uma tarde de trabalho, depois de gravadas as bases, seguidas dos vocais em overdub, Rildo Hora dava por encerrada a sessão.

A escolha dos Analfabitles recaiu sobre dois números absolutamente obscuros, conhecidos apenas pelos freqüentadores mais assíduos dos bailes da banda. Foram eles "Sunnyside Up" e "She's My Girl". O primeiro, de uma banda de garagem de Boston (EUA) de pouca expressão fora de sua região de origem, chamada Teddy and The Pandas. A segunda, dos Coastliners, outro grupo norte-americano cujo legado discográfico limita-se a alguns compactos.

De certa forma, uma escolha surpreendente, pois contrariava a tendência da maioria dos artistas (e de bandas de sua época) de copiar os sucessos mais óbvios ou refazer temas de artistas já consagrados internacionalmente, quando da gravação de covers. Com inteligência, os Analfabitles evitaram comparações com as gravações originais que, no caso, ninguém conhecia, e tornaram "seus" os temas gravados. Portanto, se sucesso fizessem, seriam conhecidos como uma assinatura exclusiva da banda e de ninguém mais.

"Sunnyside Up" é um número em mid-tempo, com destaque para o caprichado vocal do grupo, em arranjo diferente, melhor e de efeito superior ao registrado por Teddy and The Pandas. Outro carimbo da banda presente na gravação é o atrevido solo de Maran ao órgão Hammond. Já "She's My Girl", escolhida para ocupar o lado 2 do compacto, é uma balada delicada, cantada em falsete por Fernando tal qual a gravação original dos Coastliners, lançada nos Estados Unidos em 1966 através do selo Back Beat.

O disco, cujo lançamento foi celebrado com uma festa no Teatro Casa Grande em 13 de outubro de 1968, chegou às rádios através do legendário DJ Big Boy, que incluiu os dois números na programação da Rádio Mundial. Mas foi "She's My Girl" que caiu no agrado dos ouvintes. O sucesso foi tanto que a música acabou invadindo o dial de outras estações cariocas, garantindo a RCA uma vendagem de dez mil cópias do compacto. Um enorme alento para um grupo sem presença alguma na televisão e cuja fama ainda atingiria o ápice no ano seguinte.

Enquanto os Analfabitles seguiriam construindo a sua história, a do compacto já estava sedimentada. Duas grandes pequenas músicas, executadas com brilho e bom gosto, só poderiam resultar num dos melhores discos de beat music gravados no Brasil.


publicado originalmente na revista virtual Senhor F
http://www.senhorf.com.br/agencia/main.jsp

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Cazumbi - African Sixties Garage Volume 1 (No Smoke)




Esse lance de escavação do rock sessentista não tem fim e o que a compilação Cazumbi (Zumbi) nos trás é isso, rock garageiro original dos anos 60, mas não pense nos EUA nem na Europa, e sim no continente africano. É isso mesmo, talvez você imagine que na África não exista rock nem hoje e muito menos a quarenta anos atrás, talvez só consigamos imaginar os leões das savanas exibidos pelo National Geographic e Animal Planet e as guerras civis que ocorreram naquele continente. Cazumbi vem desmistificar essa imagem da África como uma grande selva e mostrar sua produção garageira sessentista de gente ultra obscura como Gino Garrido & Os Psicodélicos, Os Rebeldes, Os Gambuzinos, Kriptons, Os Rocks entre outros. Sempre comparo a explosão do punk rock de 1976-77 com o que aconteceu com o rock nos anos 60. É impressionante a quantidade de grupos que surgiram ao redor do mundo num período que vai mais ou menos de 1964 a 1969, cinco anos que viram milhares de bandas pipocarem mundo afora. Bandas de sonoridade simples e crua, influenciadas pela British Invasion que varreu meio mundo e fez brotar grupos nos mais diversos e inusitados lugares como o Leste Europeu (ainda num contexto de Guerra Fria), Ásia, nossa América Latina e no caso de Cazumbi a África. É o punk antes do punk, é o 60's punk. A escavação para a produção de Cazumbi foi mais a fundo ainda, não se detendo apenas na parte sul do continente africano, onde a invasão branca e a ocidentalização, talvez tenham sido mais profunda e duradoura, mas também resgatou compactos ultra raros de grupos provenientes de Moçambique, Congo, Angola, nos brindando com canções em português e francês com sotaque africano. Além dessas temos as composições em inglês e versões de canções de clássicas bandas como Eletric Prunes, Shocking Blue e Screamin' Jay Hawkins. Mesmo distante da agitada Califórnia e da Swing London, Cazumbi é todo fuzz, surf, garage e R&B, um excelente prato. Agora já sabe, se te perguntarem se existe rock na África, você pode dizer que sim e a bastante tempo. Enjoy!
Teen Trash

tracklist

Zumbi One:
01. A-CADS - Down The Road (S.A.)
02. DOCTEUR NICO WITH AFRICAN FIESTA - Save Me (Congo)
03. CONJUNTO DE OLIVEIRA MUGE - Sospesa Ad Un Filo (Mozambique)
04. GINO GARRIDO E OS PSICODELICOS - Baby I Love You (Angola)
05. IMPACTO - Knock On Wood (Mozambique)
06. THEM - I Want To Be Rich Again (S.A.)
07. KRIPTONS - Billy Boom (Angola)
08. CONJUNTO NIGHT STARS - She Only Wants A Friend (Mozambique)
09. GAMUZINOS - Aida (Angola)
10. ORQUESTRE VEVE - Venus (Congo)

Zumbi 2:
11. REBELDES - Murder By Contract (Mozambique)
12. JOHN E SHARP - Monkey Shine (S.A.)
13. AFRICAN FIESTA - Eh Bien Mona Ami (Congo)
14. KRIPTONS - Manga Madura (Angola)
15. INVADERS - No Money, No Honey (S.A.)
16. ROCKS - Wish I May (Angola)
17. INFLEXOS - Furtivo Olhar (Mozambique)
18. LES KRAKMEN - Krakmen Twist (Congo)
19. H2O - Riens Des Mots (Mozambique)
20. TETA LANDO - Muato Wa N'ginjila (Angola)
21. OS GAMBUZINOS - KALUMBA (Angola) [Bonuns Track]
22. OS INFLEXOS - You're Much Too Proud (Mozambique) [Bonuns Track]
23. OS ROCKS - I Put Spell on You (Angola) [Bonuns Track]


DOWNLOAD

Part 1
http://www.mediafire.com/?mysok1mim3m

Part 2
http://www.mediafire.com/?1bknjy31zjm



terça-feira, 23 de setembro de 2008

Som Beat - Compacto (Rca Victor, 1967)



Som Beat & Os Mistérios da Garagem Brasileira


A história do grupo Som Beat começa em 1965 quando eles tocavam nas docas de Santos e são descobertos pelo guitarrista Gato (The Jet Black’s) que em seguida os levam para apresentações nas boates da Rua Augusta, no centro de São Paulo. Gato também foi responsável por levá-los a RCA, onde gravaram seu único compacto, lançado em 1967. O compacto continha uma versão, bem executada, para My Generation do The Who no lado B e no lado A Sou Tímido Assim, versão em português para Listen People do Herman’s Hermits. Integravam a banda o guitarrista e vocalista mineiro José Aroldo Binda, Vicente Ferrer Juan (o Fafá) também na guitarra e vocais, José Carlos Pereira no baixo e Norival na bateria. Ainda participaram do grupo Antônio Lourenço Portella e Dartagnan. Considerados os Yardbirds paulistanos e uma das melhores bandas de São Paulo dos anos 60, o Som Beat tem sua curta história perpassada por uma lenda. Reza a lenda que teriam gravado um Lp ao vivo no Estúdio Scatena, jamais lançado pela RCA, com diversos covers, entre eles Nobody But Me do Human Beinz. Outra fonte fala ainda da existência de uma fita demo, produzida pelo radialista Carlos Alberto Sossego com covers para Nobody But Me e Com'n Up. O pessoal da revista virtual Senhor F teve o prazer de ouvir essa fita, já o LP não se sabe se realmente existiu, pois ninguém o viu ou escutou. O Som Beat ainda pode ser conferido acompanhando Nichollas Mariano, ex-mordomo de Roberto Carlos, na gravação da canção Não Adianta Nada contida num compacto lançado pela Continental em 1967.
Teen Trash

Bibliografia:
Fróes, Marcelo. Jovem Guarda: Em Ritmo de Aventura. São Paulo: Editora 34, 2000.
www.senhorf.com
www.jovem-guarda.com


track list
Lada A
Sou Tímido Assim
(Gouldman/Versão Som Beat)
Lado B
My Generation
(Pete Townshend)

Download!

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Analfabitles - ep (1969, RCA Victor)


SHAAAKEE! With Analfabitles
Os Analfabitles são uma das minhas bandas preferidas da garagem brasileira dos anos 60 ao lado de Os Baobás, The Galaxies, The Beatniks e The Brazilian Bitles.

Na época existiram vários grupos batizados com essa estranha alcunha de Analfabitles, mas os que conseguiram gravar algo foram poucos como um de Minas Gerais e este aqui da zona sul carioca, o mais conhecido da época.




Os Analfabitles são tidos como uma das lendas do rock carioca sixtie e apesar do nome fazer alusão aos Beatles seu som tem um direcionamento mais Rhythm and Blues, influenciados pela British Invasion mais linha-dura de The Them e dos Rolling Stones, o que explica a sonoridade que em nada lembra a Jovem Guarda do período.



Esse compacto foi lançado em 1969 pela RCA/Victor e trás duas canções de cada lado. O lado A abre com a devastação sonora de Shake, dançante e furiosa ao mesmo tempo. Em seguida vem a calma The Sun Keeps Shining, que se não me engano é de autoria do grupo. O lado B tem a clássica Magic Carpet Ride do Steppenwolf, numa vigorosa execução. O compacto encerra com It´s Been Long.

A discografia do Analfabitles é composta por esse compacto de 1969 e um precedente de 1968. Infelizmente existem poucas informações sobre a banda, o que dificulta algo básico como nome dos integrantes e coisas do tipo. O grupo não tem nenhum de seus dois compactos relançados em cd, as faixas aqui para download foram extraídas dos próprios compactos. Se alguém tiver mais informações sobre o grupo me avise.


Track List:

Lado A

01. Shake
(Resnik - Levine)

02. The Sun Keeps Shining
(Luis Carlos - Fernando)

Lado B

03. Magic Carpet Ride
(John Kay)

04. It's Been To Long
(R. Polte)



DOWNLOAD!

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Introducción Al Mundo Garajero*





Garage-rock, garage-punk, r'n'b, soul-punk... todos estos nombres y más se pueden leer en cualquier revista especializada y la cuestión a plantear aquí es si todos estos nombres valen para algo o no. Obviamente es 1a manera de saber de qué coño estamos hablando cuando hablamos de música, pero a veces todas estas denominaciones sólo valen para que cuatro snobs de mierda parezca que saben de qué pelotas están hablando (cuando en realidad no tienen ni idea) y en vez de usarlas en beneficio de un mayor entendimiento, se usan para todo lo contrario: para que nadie sepa de qué narices están hablando. Así que, en este número de tu fanzine favorito, vamos a intentar aclarar algo de estos términos.
Está claro lo que significa garage, en el sentido de sonido latoso de grupos que intentan imitar a sus ídolos con medios bastante escasos, que ensayan en el garaje de su casa, de ahí el nombre en cuestión. Pero hay que diferenciar entre garage-punk y garage-rock. El garage rock es un fenómeno que ocurrió antes en el tiempo, y evoluciona desde los grupos de frat-rock que surgieron a principios de los sesenta empujados por su amor a los sonidos negros que triunfaban en las listas de r'n 'b, a lo que añaden un ferviente amor por los sonidos de la primera invasión británica, con los Beatles a la cabeza. Frat-rock bands son los grupos de muy principios de los sesenta y finales de los cincuenta que se dedican a imitar a los ídolos negros del momento, como Fats Domino, Ray Charles etc, y también se dedican a hacer imitaciones del otro estilo de moda por aquel entonces, los instrumentales, con formaciones clásicas de guitarra bajo y batería (y órgano algunas veces) aumentada con vientos la mayoría de veces (saxofones aullando a dolor). Formaciones clásicas de este estilo son, claramente las bandas de finales de los cincuenta del Northwest americano con los míticos Wailers la cabeza. Los Wailers son el arquetípico ejemplo de frat-rock band que evoluciona y cambia su sonido hacia el garage-rack, influidos por esas primeras bandas inglesas que vuelven loca a la juventud americana.
Así, uniendo estos dos factores obtendremos la razón de la existencia de los miles de grupos americanos que inundaron todos los rincones del país, grabando un single o un par a lo sumo, con relativo o escaso éxito en las listas de hits locales, probando suerte a ver si podían triunfar a nivel nacional como lo hacían sus ídolos, si bien decir esto es repetir lo que todo el mundo sabe y además yo creo que a pesar de que siempre se piensa en triunfar con tu grupo, el verdadero motivo de que surjan todas estas bandas es el ligar como un animal, reírse y emborracharse todo lo que se pueda. Lo demás ya vendrá. Así pues, diversión y sexo son los motivo principales de que estos chicos se junten en los garajes de sus padres para crear el último hit del momento. Y sucesivamente en el tiempo hace su aparición en escena el garage punk. Personalmente es el tipo de garage que más me interesa. La diferencia con respecto al garage-rack son las influencias y la época en que surgió esta segunda oleada de descerebrados juerguistas. Los grupos de garage-rack surgen pues tras la primera oleada de invasión británica encabezada por los Beatles. Ahora la segunda invasión viene de manos de los chicos malos del rock británico, los Rolling Stones y toda una legión de fieles seguidores del r'n 'b, Kinks, Who, Pretty Things... Se diferencia principalmente por un sonido más sucio si cabe y el calificativo punk se añade ya que sus intenciones suelen ser más "violentas" y provocadoras: los pelos serán más largos, los componentes de los grupos peor parecidos y la actitud en general más nihilista. No olvidemos tampoco que éstos no fueron pioneros, sino una versión "ampliada y mejorada" de los primeros grupos de frat rock a los que nos referíamos antes.
Así pues, los grupos dejan de basarse en el merseybeat de los BeatIes, Scarehers, Dave Clark Five o Jerry and de Paeemakers y su principal influencia ahora es el r'n'b, es decir, blues tocado con la urgencia de un adolescente en celo. Menuda contradicción, o menuda estupidez. Era como vender a los americanos su propia música, sus propias raíces, pero envasada en un bonito tarro de fabricación inglesa. Peor para ellos. Muy bien. Si hasta aquí está todo claro, es porque sólo hemos teorizado. En la práctica esto no es tan fácil. Pongamos un ejemplo: los Sonics. Grupo del northwest americano, de principios de los sesenta, surgidos en el tiempo antes de la llegada de la segunda invasión británica, al menos en sus dos primeros discos, pero el que diga que los Sonics no son un grupo de garagepunk, que venga dios y lo vea. i i j ¡No he oído algo tan salvaje y saturado en mi vida!!!! Los Sonics son la banda de garage por excelencia. Si no tienes sus discos, no se que haces ahí sentado leyendo todo esto. Vete inmediatamente a tu tienda de discos y píllate al menos los dos primeros discos de las bestias pardas del garage mundial. A raíz de todo este movimiento de bandas, el resto de denominaciones son puras subclasificaciones de clasificaciones. Por ejemplo, ya que hablábamos de soul-punk al principio de este articulo, es fácil deducir que la subcorriente que engloba este término es la de las bandas influenciadas por el soul negro de mediados de los sesenta, pasado por la turmix de las bandas de garage, con lo que nos da un soul ultramongolo, tocado por energúmenos sin ningún tipo de idea de cómo tocar un instrumento. Así pues, en estas subdivisiones o divisiones surgidas de la unión de otras varias subdivisiones, las características comunes siguen presentes, la única diferencia es que algunas bandas dan más relevancia a alguna de esas influencias sobre las demás y de ahí el nombre que pongamos tras la palabra garage.
Y, ¿qué tienen todos estos grupos (si, como he dicho antes, sólo son copias cutres del original) para llamar tanto la atención (o al menos a cierto tipo de gente insana y de costumbres mas que dudosas. Bueno, pues que tampoco todo es como se presenta en la teoría (como también dije antes). Estas bandas, si bien se inspiraban en todos esos grupos e influencias antes comentados, no los copiaban al pie de la letra, simplemente se basaban en ellos, les influenciaron, pero nada más. Todo grupo, todo compositor tiene una influencia, así pues, esto no es algo que se puede reprochar a nadie. Lo que busca el garagero al comprar esas recopilaciones de singles sacados de las catacumbas, o al menos lo que a mi me interesa, es encontrar una actitud y un sonido. Actitud y sonido en los que viene envuelta una melodía más o menos buena. En resumidas cuentas, lo que se busca es una buena canción, tocada con dos pelotas y con un sonido que refleje el barullo mental y emocional que transpiraban los cientos de adolescentes en celo que poblaban los suburbios de las más sucias y tristes poblaciones de los Estados Unidos, lo más cercano posible al ruido que debían producir todos estos adolescentes en celo encerrados en el garage de la casa de sus padres y tocando con los instrumentos más baratos que encontraron en la tienda de música de su pueblo. Desde luego que hay grupos que calcaban a los RoIling Stones o a los BeatIes, pero eso ya entra en tu parcela, amigo. Tú eres el que tiene que diferenciar entre copias y originales, entre buenos y malos y si necesitas que te lo digan, no seré yo el que lo haga. Lo realmente interesante de todo esto, al menos para mí, no es la originalidad de estas bandas o la calidad de los músicos (si quieres "calidad" tira este fanzine a la basura y cómprate todos los discos de Yes o Emerson Lake and Palmer) sino el espíritu con que tocan las canciones, la rabia, la alegría, la velocidad y la impericia. El espíritu de la mayoría de estas bandas está capturado en un pedazo de vinilo que ciertos descerebrados se preocupan en buscar y restaurar para que tu, triste comprador, te dejes los cuartos comprando la última colección de garage que sale al mercado.
No se puede tocar garage con más de 23 años, si no, mira a los tipos que hoy día actúan por el mundo bajo el nombre de RoIling Stones. Si queda algo del espíritu con que esos cinco (bueno, ahora "Stones originales" sólo quedan tres) chavales empezaron a tocar, que venga dios y lo vea. Cualquier banda de admiradores de los Stones tendrá más espíritu garagepunk que todos los garage punkers de los sesenta que siguen viviendo de las rentas. Los grupos cabeceros de esta historia no editaban discos tal y como les gustaría a ellos que fueran. Tenían que endulzar su sonido, hacerla agradable a los oídos de miles de jóvenes que van a comprar el siguiente disco de los Stones, y eso, a la larga será una pesada losa para ellos.
En cambio todo este movimiento subterráneo y anárquico que hoy en día un número reducido de retrasados se empeña en buscar comprar y degustar, esta gente no piensa de esa manera, y si bien sus medios son generalmente escasos, sus grabaciones son más fieles al espíritu original que los maquillados discos de los ídolos ingleses del momento. La gente está harta de escuchar mierda prefabricada orientada al consumidor, sonidos amables, fáciles de digerir. Estos chavales tocaban rock'n'roll, ni más ni menos y no perdían el tiempo adornando ni adecentando el sonido. Escupían las canciones tal y como les salía porque así era como las sentían yeso es lo que diferencia a los Rolling Stones de 1963 de los tipos que actúan bajo ese nombre en el año 2002.
Eso y unos cuantos millones más en la cuenta corriente y es que, por muchas historias que me cuenten, no se puede pensar actuar ni vivir igual con 18 años que con cuarenta, y mucho menos si a los dieciocho eres más pobre que una rata y a los cuarenta tienes tanto dinero que no lo puedes ni contar. Y ya que este artículo empezó con la idea de ser una clase magistral de garage, teoría y práctica y se ha convertido en un pequeño panfleto en contra de los músicos de cartón piedra, de los músicos que, como decía Zappa, están en esto por la pasta, (que los hay) y de ancianetes que creen que todavía les queda parte del pastel por comer se resisten a desaparecer. Y que conste que no tengo nada en contra de los viejos músicos que sí han sabido envejecer, Es, yo creo, una cuestión de "necesidades" y la diferencia está en si hacen música por necesidad, porque les sale, o si hacen música por necesidad, porque tienen que comer y no saben hacer otra cosa. Joder, algo habrá que sepan hacer. Pero de todas formas, por favor, que dejen de editarles discos. Aunque si lo miras fríamente la culpa es tanto suya como de los ingenuos compradores que creen que porque un disco lleve un determinado nombre ya es garantía de calidad, La música es música y el intérprete su portador, así que un hermoso portador también puede llevar un zurullo de mierda en su bandeja de plata. Hasta la próxima,
.A


*Extraído del fanzine Poodle Bites # 1