Ao longo desses três anos de blog já apresentamos algumas bandas do Tennessee como Jay Reatard e Cheap Time. Agora apresento mais duas, ambas do selo Infinity Cat. São elas Jeff The Brotherhood com uma sonoridade bem variada num mix de college rock dos 80 e 90, Stooges e garage diluído. Em seguida as meninas do Heavy Cream com uma clara influência de Runnaways e daquele punk com um pé no hardrock setentista. Confiram as capas dos últimos lançamentos das bandas.
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quarta-feira, 15 de setembro de 2010
O som do Tennessee
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sexta-feira, 28 de maio de 2010
00's generation - sintetizando 30 anos de música alternativa
As bandas da década 00 emularam vários sons do rock alternativo da geração de 77, dos anos 80 e dos 90 também. Talvez as Vivian Girls sejam o nome que melhor representa o que estou falando. Ao mesclarem em faixas de três minutos punk com lo fi dos anos 80, como Beat Happening, e o shoegaze, tipo My Bloody Valentine. A recente geração vem fazendo um som novo que historicamente só poderia surgir nos dias de hoje, pois fundem os sons e melodias de três décadas passadas e se beneficiam do acúmulo estético de mais de 30 anos de música alternativa. Á fórmula punk-lofi-shoegaze você acrescenta as variantes garage rock (Jay Reatard), girl groups (Vivian Girls), o experimentalismo ala Crass do No Age, o power pop do Cheap Time e o noise punk do Wavves. O modus operandi das antigas bandas alternativas também foi mantido, o do it yourself não é somente um elemento estético, mas também prático, a maioria das bandas lança por selos independentes. Nesse sentido aqui vai uma lista das bandas que sintetizam o som de hoje e apontam para o que acontecerá nos próximos anos na música alternativa.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Justin Bieber X Tiny Masters of Today
Enquanto todo mundo em 2010 perde tempo com o sex appeal infanto juvenil de Justin Bieber, eu gostaria de apresentar uma dupla de jovens irmãos que atendem musicalmente pelo nome de Tiny Masters of Today. Eles são Ivan de 16 anos e Ada de 14. São de Nova Iorque, especificamente do Brooklin e já lançaram dois álbuns Bang Bang Boom Cake (2007) e Skeletons (2009) além de eps, singles e participação na compilação ArtRocker (2006). Podemos dizer que o som segue uma tendência que ganhou corpo nos anos 2000, uma mistura de lo fi com punk rock e indie. Reconhecendo a heterogeneidade das bandas que seguem esse menu, podemos dizer que esses moleques fazem parte do mesmo bolo musical do Wavves, Lovvers, No Age e Vivian Girls, gente que escutou Ramones e Sonic Youth na mesma proporção. Voltando ao Tiny Maters, neles prevalece a essência sobre a aparência, não são tão "fofinhos" quanto o Bieber, mas são mais prolíficos e criativos. E não se deixem enganar pela idade, estão fazendo música acima da média de muito marmanjo ressuscitado dos anos 80.
domingo, 9 de maio de 2010
Girls of Today
Cançado da Lady Gaga tocando incessantemente nas rádios e na MTV? A beleza da Beyoncé já te cançou? E a Amy Winehouse, cadê ela? Ai vai uma lista das garotas que vale a pena conhecer. Todas entre o folk, indie pop e neo soul. Enjoy!
1 Cat Power
2 Lady Dottie and The Diamonds
3 Nicole Willis
4 Emmy the Great
5 Sharon Jones and The Dap-Kings
6 Kate Nash
7 Feist
8 Regina Spektor
9 Lulina
10 Florence and The Machine
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sábado, 8 de maio de 2010
Pavement X Afetação
Sabe do que tenho saudades? De quando a palavra indie significava independente, e isso servia para caracterizar o modus operandi de músicos e produtores, de bandas e selos que funcionavam por fora do grande mercado fonográfico, do mainstream. Hoje, a palavra virou uma panacéia, um guarda-chuva que engloba qualquer coisa que use uma franja, que goste de coisas fofas, de desenhos a lápis e tons pastéis ou meninos e meninas introspectivos de calças apertadas. Se em 1992 o Pavement lançava Slanted and Enchanted e era isso que chamavam de indie naquela época, hoje indie está mais para uma "tribo urbana", um mero visual adolescente ou pós adolescente, que em nada lembra o sentido original. Os indies de 2010 devem ter dificuldade de aceitar uma banda como Pavement, sem nenhuma afetação estilística, sem nenhuma franja e com roupas comuns, ser chamada de indie. Mas as palavras só revelam a história de seu tempo e se indie hoje significa franjas e poses afetadas, qualitativamente perdemos muito de seu conteúdo original. O indie morreu, viva o indie!
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Agenda - A Grande Zoação do Rock 'n' Roll
Djs
Jonnata Doll
Bassman' 60
05/02
21:00R$ 8,00
Mocó Estudio
OBS: para esse show poder ser um dos melhores do ano, com um apanhado geral do punk made in Fortaleza, eu acrescentaria a participação do Dago Red. Fica ai a dica para o próximo.
OBS: para esse show poder ser um dos melhores do ano, com um apanhado geral do punk made in Fortaleza, eu acrescentaria a participação do Dago Red. Fica ai a dica para o próximo.
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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
RIP Jay Reatard
Uma porção de figuras históricas do rock haviam falecido em 2009. Isso me fez pensar quem mais nos deixaria em 2010. Por razões obvias, pensava qual seria o coroa que iria passar dessa para melhor. Esse foi um dos motivos pelos quais a morte de Jay Reatard me chocou tanto. Se em algum lugar um lunático tiver feito uma lista dos roqueiros cotados para morrer em 2010, com certeza Jay Reatard não estaria nela. Jay era um cara jovem, 29 anos, prolífico e criativo. Ele não tinha quatro décadas de vida artística, como nossos heróis que nos deixaram no ano passado, mas sua extrema criatividade, materializada em suas inúmeras bandas e discos, bem que poderia fazer parte do currículo de algum dinossauro do rock. Jay era qualitativamente e quantitativamente um excelente artista. Uma nova década começa e é uma pena que ela não contará com a participação do espírito inquieto de Jay Reatard. O que nos resta é reverenciar a obra desse jovem artista que nos deixou e ficar imaginando do que ele ainda seria capaz de fazer nos próximos 10 anos. Viva Jay Reatard!
domingo, 10 de janeiro de 2010
Best of 2009
Listas são legais e depois da febre de "Alta Fidelidade" elas se tornaram bastante comuns, que o diga a blogosfera e as inúmeras mixtapes elaboradas por fãs e sites de música. Elas são legais porque nos revelam o gosto de uma pessoa ou de um grupo. Mas nunca as levem a sério demais, pois acima de tudo elas são apenas isso, algo pessoal. Quando uma grande revista solta suas listinhas de melhores do ano, elas não deixam de estar dando uma opinião pessoal, mesmo que a revista seja algo construído "coletivamente". Quando falo revistas estou me referindo às publicações inglesas e norte-americanas. Se você for um "wanabe" qualquer, não perderá nenhum segundo e tratará de se entupir, em ordem crescente, com o conteúdo listado por essas revistas megahype. E na balada de sábado a noite disparará seu fuzil de melhores de 2009, fuzil este armado com o conteúdo da revista e não necessariamente o seu. Por insegurança ou por necessidade de se enturmar, muitos tendem por esse caminho. Mas se você não liga para essas cretinices de "Acredite no Hype", você acaba montando a sua e no final não liga se sua lista não tem a mínima semelhança com a do semanário inglês do momento. O Public Enemy já dizia para não acreditarmos no hype e o Lixo Jovem lhes faz questão de lembrar: camaradas, não creditem no hype, não comprem a imagem fria do salvador do rock ou da nova diva reluzente em diamantes e sexualidade comercial. Se guiem pelos seus instintos musicais e façam bom uso de seu dinheiro, seus ouvidos e suas vidas.
Aqui vai a lista de melhores, segundo Lixo Jovem. Um pouco do que escutei e valeu a pena em 2009. Os discos transitam por estilos e países diferentes. Temos lo fi punk, que é como estão chamando bandas como Wavves, Lovvers e Mayyors, que além das gravações propositadamente em baixa qualidade, repetem uma letra do nome da banda (WWTTFF!). São bandas que possuem apelo para vários públicos, seja para o indie que não teme o punk, seja para o punk que não teme as bandas que a crítica elogia e também para aquele cara, hoje gordo e careca, que sente falta da microfonia dos anos 80 e 90. A Espanha vem revelando boas bandas quando o assunto é punk velho alá killed by death, power pop e garage. Esse cenário foi bem documentado no disco Matado Por La Muerte, reunindo vários grupos espanhóis, literalmente o documento de uma época. Da Macedônia vem o Bernays Propaganda fazendo um som que revive o punk angular do Gang of Four e Fugazi. Da Inglaterra vem o Shitty Limits que conseguiu reunir o melhor da tradição punk em seu som, desde a garagem dos anos 60, o punk de 1977 e o hardcore punk americano do começo dos anos 80.
Do Brasil temos excelentes bandas do Nordeste como The Renegades of Punk em split com o Mahatma Gang, cruzando punk, surf e garagem em altos níveis e Skate Pirata atualizando o hardcore punk dos 80, lhe obrigando a tirar o armário sua camisa velha do Adolescents e do Minor Threat. Não podemos esquecer as Jezebels, lhe fazendo lembrar-se do punk dos anos 90, como L7 ou coisas mais recentes como The Donnas. Do Sul vem os Estudantes, com um incrível álbum, fazendo o Rio de Janeiro de hoje parecer a Califórnia dos anos 80 e eles soarem como o Black Flag. Também tem o Velho de Câncer, que só pelo nome da banda já vale o disco, que não decepciona, acrescentando originalidade por seus vocais de raiva e melancolia. Jogando a peteca para patamares musicais outros, temos GRU que com suas composições nos traz de volta as boas melodias do rock alternativo dos anos 90, como Lemonheads e em alguns momentos me faz lembrar power pop velho dos bons. É isso, uma década termina e outra começa, vamos ver o que os próximos dez anos nos aguardam em termos de som e formato.
Albums
Internacionais
V.A Matado por La Muerte
La URSS - Producto
The Shitty Limits – Beware the Limits
Boys Club - st
Wavves - Wavvves
Sedatives - st
Bernays Propaganda – Happiness Machines
Ratas Del Vaticano – Mocosos Pateticos
Lovvers - OCD Go Go Girls
Nacionais
Os Estudantes - Álbum
Split – Renegades of Punk/Mahatma Gangue
Velho de Câncer - st
EPs (nac/int)
GRU – Kitchen Door
Smart Cops – Cominciare a Vivere
Night Fever – New Blood
GG King – Adult Rock
The Bombettes – You Have No Chance
Juanita Y Los Feos - Angelines
Mayyors - Deads
Reissue
Death - For the Whole World to See
Demos (nac/int)
GG King – Last of the Night Wiggers Ruff
Skate Pirata – st
Jezebels - st
sábado, 5 de setembro de 2009
A verdadeira Escola do Rock
Assista o clip de sugar cube do Yo La Tengo e conheça a verdadeira Escola do Rock. Esqueça os clubes indie, como um rock star você tem que pensar grande, como o rock de arena. Esqueça o Lou Reed e aprenda a ser um guitarrista de verdade dando piruetas com seu intrumento. Esqueça os discos legais dos anos 80 lançados pela SST, Touche & Go ou Rough Trade e adentre de cabeça na poética prog do Rush. E Jamais toque clarinete. Mas se lembre de tentar imitar Jimmy Page com um daqueles arcos de violino. O sucesso é garantido.
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