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segunda-feira, 17 de maio de 2021

Muita polícia, pouca diversão: punk espanhol (1981-1983)



01. Codigo Neorotico - Quema tanques (1983)
02. La Uvi - Muerete (1982)
03. Desechables - Destruye y mata (1983)
04. Decibelios - Cortate las venas (1982)
05. Eskorbuto - Mucha policia, poca diversion (1983)
06. KGB - Treblinka (1983)
07. La Polla Records - Y ahora qué (1982)
08. Interterror - Adiós Lili Marleen (1983)
09. Los Nikis - Amenaza amarilla (1981)
10. Familia Real - Destruye (1982)
11. Vulpes - Me gusta ser una zorra (1983)
12. Siniestro Total - Ayatollah (1982)
13. Kangrena - Fum, fum, fum (1983)
14. Kaka de Luxe - La pluma eléctrica (1982)
15. Zoquillos - Nancy (1983)
16. Zarama - Ezkerralde (1982)
17. Parálisis Permanente - Autosuficiencia(1981)
18. Morticia y Los Decrepitos - Extraña invasión (1983)
19. Espasmódicos - Enciendes tu motor (1982)
20. Farmacia de Guardia - A Johnny le gusta el punk (1982)
21. Ultimo Resort - Johnny Mofeta (1982)
22. PVP - Miedo (1982)
23. TNT - 1984 [Euroshima] (1982)
24. O.X.Pow - Esperando en la calle (1983)
25. Toreros after Olé - Chicos de la calle (1983)
26. Larsen - Vomitas sangre (1983)
27. MG15 - Lucha contra el poder (1983)


sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

80's Spanish Punk


A Espanha é um país de grandes dimensões geográficas. E em seu porcesso de unificação violou vários limites culturais, unificando forçosamente povos de línguas (ou dialétos, dependende do seu ponto de vista) diferentes sobre a alcunha imperialista de Espanha. Regiões culturalmente distintas como a Galiza e o País Basco estão sobre o controle administrativo e político do Estado espanhol. O panorama do punk espanhol original é rico e deixou um legado que mesclava a influência do punk inglês de 1977 e Ramones com política de esquerda, sarcasmo, bom humor e muita polêmica. A pesar das bandas aqui apresentadas serem de regiões com línguas diferentes do espanhol, como o galego e o basco, os grupos sempre gravavam em espanhol, talvez como forma de divulgação. O punk feito na Espanha é um dos cenários nacionais que mais gosto, depois do inglês e norte-americano, por saberem plasmar para o castelhano o espírito punk sem parecerem anglófonos envergonhados de sua origem latina.


Siniestro Total (Galiza)




Siniestro Total é a minha banda favorita do punk espanhol dos anos 80. A banda é natural de Vigo, região da Galiza, onde se fala o galego, língua bem mais parecida com português do que com espanhol. A história da banda começa com a amizade colegial entre Julián Hernández e Alberto Torrado, quando no começo dos anos 70 compartilhavam o gosto por Beatles, Rolling Stones, Shadows e o glam rock da época, representado por Slade e o incrível T. Rex. No entanto, é somento nos anos 80 que o Siniestro Total irá ganhar os contornos que o fariam conhecido. Em 1981 ainda eram um trio formado por baixo, bateria e sintetizador, mas ainda nesse ano mudam para a formação clássica do punk, excluindo o sintetizador e incluiundo a guitarra. E é nessa forma que gravam um ep em 1982 pelo selo Discos Radioativos Organizados (DRO). O ep consegue uma vendagem que ficou entre quatro ou cinco mil cópias, uma cifra difícil de ser alcançada por um grupo independente na época. Com o dinheiro arrecadado com a venda do ep, custeiam a gravação de seu primeiro disco em novembro de 1982, com o título "Cuándo se Come Aquí?", retirado do quadrinho Lucky Luke. Em Madrid, gravam em três dias quinze canções para o LP e ainda uma música para uma coletânea de natal da DRO. O LP vende ainda mais que o ep e é até hoje um dos discos independentes que mais vendeu na Espanha. Com o sucesso alcançado pelo grupo são chamados para apresentação no canal Televisión Española, no prgrama Caja de Ritmos. Os apresentadores Carlos Tena e Diego Manrique pedem para a banda apresentar músicas inéditas e em cinco minutos Julián compõe "Mi Pica un Huevo" e Miguel cria "Sexo Chungo". Contudo não poderam apresentar as canções, pois no dia anterior Las Vulpes haviam tocado "Me gusta ser una zorra", causando uma grande polêmica nacional, que resultou na demissão do apresentador Carlos Tena. Posteriormente a banda reaproveitou as composições em outras gravações. "Cuándo se Come Aquí?" é uma obra prima do punk espanhol, viciante, combinando Ramones e sarcasmo em altos níveis, perpassada por política de  esquerda antimperialista em "Fuera las manos chinas del Vietnam socialista" e sexualidade adolescente patológica em "Las Tetas de mi Novia". O disco é um dos momentos altos do punk espanhol e mundial do anos 80, uma audição obrigatória para qualquer amante de música punk.

Las Vulpes (País Basco)




Las Vulpes foi uma banda polêmica em sua época e de curtíssima duração discográfica. Lançaram apenas um single em 1983 contendo duas músicas. Entre estas estava "Me Gusta Ser una Zorra", cantada em cima da base de "I Wanna Be Your Dog" dos Stooges. Foi essa múica a responsável pela polêmica que envolveu a banda, o canal Televisión Española, o jornal ABC e o Partido Democrata Popular (PDP). Em 23 de abril de 83 o grupo se apresentou no programa Caja de Ritmos, do canal sitado, e executou a canção do single. Pelo teor da letra, que traduzindo seu título seria Gosto de Ser uma Puta, o canal recebeu várias críticas, principalmente do jornal ABC e do PDP. Como desenlace da apresentação da banda no programa, que era exibido no horário infantil, o apresentador Carlos Tena foi demitido. Logo depois a banda acabou, deixando por vinte anos apenas um single como registro. Em 2005 voltaram e gravaram o disco chamado "Me Gusta Ser", logo em seguida se separando novamente. Assistam o vídeo da polêmica apresentação na TV e conheçam esse representante feminino do genuíno punk espanhol dos anos 80.

Eskorbuto (País Basco)




Eskorbuto, também do País Basco, são os responsáveis por um dos hinos máximos do punk espanhol, o clássico "Mucha Policia, Poca Diversión", contida em seu primeiro single de 1983. A história da banda atravessa polêmicas políticas, prisões e também morte de dois de seus membros originais por uso de heroína. Para quem pensa que lei anti-terrorismo é algo gestado na era Bush contra o povo árabe, precisa conhecer o Eskorbuto. Durante uma viagem para Madrid em 83 eles foram barrados pela polícia, que aplicou a lei anti-terrorismo pelo conteúdo da demo que levavam para divulgar. Temas como "ETA", referência a organização político-militar idependentista do País Basco e "Maldito País España" eram o suficiente para a polícia espanhola prender uma banda punk nos anos 80. Durante a prisão se sentiram abandonados pela esquerda basca, e como bons polêmistas que eram, deram a resposta no disco de 1984 "Zona Especial Norte" com a canção "A la mierda el País Vasco". Some a isso o não alinhamento ao chamado Rock Radical Basco da época e o roubo de uma guitarra do grupo também basco La Polla Records para se ter uma noção de como esse rapazes eram dóceis. Esse comportamento provocador trouxe problemas para a banda se apresentar em sua própria região. Seguiram lançado discos e splits e em 1992 a formação original encontra seu fim com a morte de Iosu Expósito (guitarra) e Juanma Suárez (baixo e voz). A banda nunca foi um grupo de músicos, mas com pouco souberam fazer muito e deixaram para a posterioridade canções como "Mucha Policia...", exemplo claro de que no punk rock mais vale uma boa pegada do que técnica musical.





Hasta la vista, baby!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Punk galego e Power pop britânico



Novedades Carminha é uma banda da região da Galiza, pertecente a administração do Estado espanhol, apesar da cultura e lingua diferenciada. O grupo lançou uma demo cassete no ano passado com o nome de "Grandes Éxitos". Participaram da compilação Matado por la Muerte e esse ano lançaram seu primeiro LP com o nome de "Te Vas con Cualquiera" pelo selo espanhol Bowery Records. Aqui você confere o clip de "Yo no Uso Codón", canção do recente LP.




The Fans é uma banda inglesa, de Briston, do final dos anos 70. A música que você confere aqui no vídeo é do seu primeiro single, lançado em 1979 pela Fried Egg Records. Power Pop dos bons.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

V.A Matado por la Muerte (2009)

Faz uma semana que escuto sem parar essa compilação. Quando fiquei sabendo de seu lançamento, no começo do ano, queria logo adquiri-la. Mas só agora tive o prazer de escutá-la. A capa do disco chama logo atenção com suas cores amarelo e laranja. Mas para entender Matado por la Muerte, comecemos pelo nome. O título da compilação faz referência a lendária série Killed by Death, que reúne punk obscuro em seus vários volumes. Podemos então dizer que Matado... é uma compilação que segue a "estética" Killed by Death. Com as músicas envoltas numa produção low fi que só ressalta a crueza do som. Matado passeia pelo punk, power pop, garage e hardcore. Apresentando alguns dos melhoeres grupos espanhóis da atualidade. Com exceção do Ratas del Vaticano que é de Monterrey no México, mas não deixa a peteca cair. O empreendimento foi tocado por quatro selos diferentes, Bowery, Rizillos Superproducciones, Holy Cobra e La Camorra. Foi lançado somente em Lp, com a arte da capa em silkscreen e em apenas 500 cópias. Uma característica marcante da compilação é a presença do orgão em várias faixas, soando entre um Los Reactors atualizado e antigas bandas de garagem. O orgão bêbado de Juanita Y Los Feos em "Circo Roma" e "Amor Germano" empolga e apaixona. "Una rockera" do Redentoras Humilladas grudou no meu ouvido e não sai mais. Iribarnes, Novedades Carminha, Rizillos, Zorras Adolescentes e Mano de Mono, este com Justin do Clorox Girls, me fazem querer ter uma banda. Grupo Sub 1 trás componentes do antigo Webelos e é provavelmente a banda mais experiente aqui. Misturar narcóticos com antibióticos é o que o Coprolitos faz musicalmente. Concepción Glory Boys fazem um som entre Cock SParrer e o mod revival com competência. Concetration Summer Capms e Über trazem o early hardcore do Negative Approach ou das velhas bandas de Boston para os anos 2000. Com certeza esse já é um dos meus lançamentos preferidos de 2009. E fico aqui na esperança que saia um novo volume em 2010. Nesse momento estou cruzando os dedos.




Side A:

01. LOS IRIBARNES - PLAN XII
02. LOS IRIBARNES - A-55
03. LOS RIZILLOS - ¿QUIÉN FUE PRIMERO?
04. LOS RIZILLOS - SOMOS UNA FAMILIA FELIZ
05. COPROLITOS - MEZCLO NARCOTICOS CON ANTIBIOTICOS
06. COPROLITOS - FERNANDO
07. ZORRAS ADOLESCENTES - ¿DÓNDE ESTA ELLA?
08. CONCEPCION GLOY BOYS - TENSIÓN
09. CONCEPCION GLORY BOYS - PERDIDO
10. ÜBER - SI SI SI SI SI SI SI, PERO DE QUÉ!
11. PACO FRUTOS Y ESPOSA - EL HURACAN HA LLEGADO A VIETNAM

Side B:

12. JUANITA Y LOS FEOS - CIRCO ROMA
13. JUANITA Y LOS FEOS - AMOR GERMANO
14. GRUPO SUB 1 - TU A BOSOTON YO A BABILONIA
15. GRUPO SUB 1 - AQUELLA NOCHE EN NUEVA CAPRICA
16. MANO DE MONO - OJO DE DIAMANTE
17. REDENTORAS HUMILLADAS - UNA ROCKERA
18. NOVEDADES CARMINHA - VAI AO CARALHO
19. RATAS DE VATICANO - ACOSTUMBRATE
20. RATAS DE VATICANO - ESQUEMA SOCIAL
21. CONCENTRATION SUMMER CAMPS - SIEMPRE HAGO EL MAL
22. CONCENTRATION SUMMER CAMPS - TIPO RATONERO

Matado por la Muerte (2009)

terça-feira, 18 de agosto de 2009

La URSS - punk ochentero nos anos 2000

O URSS é um grupo espanhol, da Andaluzia, que faz punk rock ao gosto dos anos 80. Ochentero, como dizem por lá. Reunindo influências de bandas como Eskorbuto e do punk de décadas atrás. Porém feito por "chicos" entre 22 e 24 anos. São eles: Áfrico nos vocais, Jorge na guitarra, Miguel no baixo e Pablo na bateria. O timbre da voz de Áfrico lembra o de uma menina. Agradam-me muito as bandas novas que vão buscar inspiração no punk original de fins dos 70 e começo dos 80. Parece que é uma necessidade desses anos 00's, depois que passou o punk dos anos 90, que em quase nada lembrava as raízaes do gênero. O grupo possui um split, de 2006, com o Coprolitos, de Madrid, um single e um Lp chamado Producto, editado pelo selo Bowery em 2009 . Em julho de 2008 foram entrevistados pela MaximumRockandroll, que, quer queiram ou não, ainda é uma referência mundial para o punk rock. Em julho de 2009 saíram em turnê pela Europa tocando pela França, Alemanha, Polônia e República Tcheca. Nesse vídeo eles tocam duas músicas "Felices dias en Fuengirola" e "Todo sobre tu Hija". No myspace da banda você confere mais sons do punk ochentero do URSS.


segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Introducción Al Mundo Garajero*





Garage-rock, garage-punk, r'n'b, soul-punk... todos estos nombres y más se pueden leer en cualquier revista especializada y la cuestión a plantear aquí es si todos estos nombres valen para algo o no. Obviamente es 1a manera de saber de qué coño estamos hablando cuando hablamos de música, pero a veces todas estas denominaciones sólo valen para que cuatro snobs de mierda parezca que saben de qué pelotas están hablando (cuando en realidad no tienen ni idea) y en vez de usarlas en beneficio de un mayor entendimiento, se usan para todo lo contrario: para que nadie sepa de qué narices están hablando. Así que, en este número de tu fanzine favorito, vamos a intentar aclarar algo de estos términos.
Está claro lo que significa garage, en el sentido de sonido latoso de grupos que intentan imitar a sus ídolos con medios bastante escasos, que ensayan en el garaje de su casa, de ahí el nombre en cuestión. Pero hay que diferenciar entre garage-punk y garage-rock. El garage rock es un fenómeno que ocurrió antes en el tiempo, y evoluciona desde los grupos de frat-rock que surgieron a principios de los sesenta empujados por su amor a los sonidos negros que triunfaban en las listas de r'n 'b, a lo que añaden un ferviente amor por los sonidos de la primera invasión británica, con los Beatles a la cabeza. Frat-rock bands son los grupos de muy principios de los sesenta y finales de los cincuenta que se dedican a imitar a los ídolos negros del momento, como Fats Domino, Ray Charles etc, y también se dedican a hacer imitaciones del otro estilo de moda por aquel entonces, los instrumentales, con formaciones clásicas de guitarra bajo y batería (y órgano algunas veces) aumentada con vientos la mayoría de veces (saxofones aullando a dolor). Formaciones clásicas de este estilo son, claramente las bandas de finales de los cincuenta del Northwest americano con los míticos Wailers la cabeza. Los Wailers son el arquetípico ejemplo de frat-rock band que evoluciona y cambia su sonido hacia el garage-rack, influidos por esas primeras bandas inglesas que vuelven loca a la juventud americana.
Así, uniendo estos dos factores obtendremos la razón de la existencia de los miles de grupos americanos que inundaron todos los rincones del país, grabando un single o un par a lo sumo, con relativo o escaso éxito en las listas de hits locales, probando suerte a ver si podían triunfar a nivel nacional como lo hacían sus ídolos, si bien decir esto es repetir lo que todo el mundo sabe y además yo creo que a pesar de que siempre se piensa en triunfar con tu grupo, el verdadero motivo de que surjan todas estas bandas es el ligar como un animal, reírse y emborracharse todo lo que se pueda. Lo demás ya vendrá. Así pues, diversión y sexo son los motivo principales de que estos chicos se junten en los garajes de sus padres para crear el último hit del momento. Y sucesivamente en el tiempo hace su aparición en escena el garage punk. Personalmente es el tipo de garage que más me interesa. La diferencia con respecto al garage-rack son las influencias y la época en que surgió esta segunda oleada de descerebrados juerguistas. Los grupos de garage-rack surgen pues tras la primera oleada de invasión británica encabezada por los Beatles. Ahora la segunda invasión viene de manos de los chicos malos del rock británico, los Rolling Stones y toda una legión de fieles seguidores del r'n 'b, Kinks, Who, Pretty Things... Se diferencia principalmente por un sonido más sucio si cabe y el calificativo punk se añade ya que sus intenciones suelen ser más "violentas" y provocadoras: los pelos serán más largos, los componentes de los grupos peor parecidos y la actitud en general más nihilista. No olvidemos tampoco que éstos no fueron pioneros, sino una versión "ampliada y mejorada" de los primeros grupos de frat rock a los que nos referíamos antes.
Así pues, los grupos dejan de basarse en el merseybeat de los BeatIes, Scarehers, Dave Clark Five o Jerry and de Paeemakers y su principal influencia ahora es el r'n'b, es decir, blues tocado con la urgencia de un adolescente en celo. Menuda contradicción, o menuda estupidez. Era como vender a los americanos su propia música, sus propias raíces, pero envasada en un bonito tarro de fabricación inglesa. Peor para ellos. Muy bien. Si hasta aquí está todo claro, es porque sólo hemos teorizado. En la práctica esto no es tan fácil. Pongamos un ejemplo: los Sonics. Grupo del northwest americano, de principios de los sesenta, surgidos en el tiempo antes de la llegada de la segunda invasión británica, al menos en sus dos primeros discos, pero el que diga que los Sonics no son un grupo de garagepunk, que venga dios y lo vea. i i j ¡No he oído algo tan salvaje y saturado en mi vida!!!! Los Sonics son la banda de garage por excelencia. Si no tienes sus discos, no se que haces ahí sentado leyendo todo esto. Vete inmediatamente a tu tienda de discos y píllate al menos los dos primeros discos de las bestias pardas del garage mundial. A raíz de todo este movimiento de bandas, el resto de denominaciones son puras subclasificaciones de clasificaciones. Por ejemplo, ya que hablábamos de soul-punk al principio de este articulo, es fácil deducir que la subcorriente que engloba este término es la de las bandas influenciadas por el soul negro de mediados de los sesenta, pasado por la turmix de las bandas de garage, con lo que nos da un soul ultramongolo, tocado por energúmenos sin ningún tipo de idea de cómo tocar un instrumento. Así pues, en estas subdivisiones o divisiones surgidas de la unión de otras varias subdivisiones, las características comunes siguen presentes, la única diferencia es que algunas bandas dan más relevancia a alguna de esas influencias sobre las demás y de ahí el nombre que pongamos tras la palabra garage.
Y, ¿qué tienen todos estos grupos (si, como he dicho antes, sólo son copias cutres del original) para llamar tanto la atención (o al menos a cierto tipo de gente insana y de costumbres mas que dudosas. Bueno, pues que tampoco todo es como se presenta en la teoría (como también dije antes). Estas bandas, si bien se inspiraban en todos esos grupos e influencias antes comentados, no los copiaban al pie de la letra, simplemente se basaban en ellos, les influenciaron, pero nada más. Todo grupo, todo compositor tiene una influencia, así pues, esto no es algo que se puede reprochar a nadie. Lo que busca el garagero al comprar esas recopilaciones de singles sacados de las catacumbas, o al menos lo que a mi me interesa, es encontrar una actitud y un sonido. Actitud y sonido en los que viene envuelta una melodía más o menos buena. En resumidas cuentas, lo que se busca es una buena canción, tocada con dos pelotas y con un sonido que refleje el barullo mental y emocional que transpiraban los cientos de adolescentes en celo que poblaban los suburbios de las más sucias y tristes poblaciones de los Estados Unidos, lo más cercano posible al ruido que debían producir todos estos adolescentes en celo encerrados en el garage de la casa de sus padres y tocando con los instrumentos más baratos que encontraron en la tienda de música de su pueblo. Desde luego que hay grupos que calcaban a los RoIling Stones o a los BeatIes, pero eso ya entra en tu parcela, amigo. Tú eres el que tiene que diferenciar entre copias y originales, entre buenos y malos y si necesitas que te lo digan, no seré yo el que lo haga. Lo realmente interesante de todo esto, al menos para mí, no es la originalidad de estas bandas o la calidad de los músicos (si quieres "calidad" tira este fanzine a la basura y cómprate todos los discos de Yes o Emerson Lake and Palmer) sino el espíritu con que tocan las canciones, la rabia, la alegría, la velocidad y la impericia. El espíritu de la mayoría de estas bandas está capturado en un pedazo de vinilo que ciertos descerebrados se preocupan en buscar y restaurar para que tu, triste comprador, te dejes los cuartos comprando la última colección de garage que sale al mercado.
No se puede tocar garage con más de 23 años, si no, mira a los tipos que hoy día actúan por el mundo bajo el nombre de RoIling Stones. Si queda algo del espíritu con que esos cinco (bueno, ahora "Stones originales" sólo quedan tres) chavales empezaron a tocar, que venga dios y lo vea. Cualquier banda de admiradores de los Stones tendrá más espíritu garagepunk que todos los garage punkers de los sesenta que siguen viviendo de las rentas. Los grupos cabeceros de esta historia no editaban discos tal y como les gustaría a ellos que fueran. Tenían que endulzar su sonido, hacerla agradable a los oídos de miles de jóvenes que van a comprar el siguiente disco de los Stones, y eso, a la larga será una pesada losa para ellos.
En cambio todo este movimiento subterráneo y anárquico que hoy en día un número reducido de retrasados se empeña en buscar comprar y degustar, esta gente no piensa de esa manera, y si bien sus medios son generalmente escasos, sus grabaciones son más fieles al espíritu original que los maquillados discos de los ídolos ingleses del momento. La gente está harta de escuchar mierda prefabricada orientada al consumidor, sonidos amables, fáciles de digerir. Estos chavales tocaban rock'n'roll, ni más ni menos y no perdían el tiempo adornando ni adecentando el sonido. Escupían las canciones tal y como les salía porque así era como las sentían yeso es lo que diferencia a los Rolling Stones de 1963 de los tipos que actúan bajo ese nombre en el año 2002.
Eso y unos cuantos millones más en la cuenta corriente y es que, por muchas historias que me cuenten, no se puede pensar actuar ni vivir igual con 18 años que con cuarenta, y mucho menos si a los dieciocho eres más pobre que una rata y a los cuarenta tienes tanto dinero que no lo puedes ni contar. Y ya que este artículo empezó con la idea de ser una clase magistral de garage, teoría y práctica y se ha convertido en un pequeño panfleto en contra de los músicos de cartón piedra, de los músicos que, como decía Zappa, están en esto por la pasta, (que los hay) y de ancianetes que creen que todavía les queda parte del pastel por comer se resisten a desaparecer. Y que conste que no tengo nada en contra de los viejos músicos que sí han sabido envejecer, Es, yo creo, una cuestión de "necesidades" y la diferencia está en si hacen música por necesidad, porque les sale, o si hacen música por necesidad, porque tienen que comer y no saben hacer otra cosa. Joder, algo habrá que sepan hacer. Pero de todas formas, por favor, que dejen de editarles discos. Aunque si lo miras fríamente la culpa es tanto suya como de los ingenuos compradores que creen que porque un disco lleve un determinado nombre ya es garantía de calidad, La música es música y el intérprete su portador, así que un hermoso portador también puede llevar un zurullo de mierda en su bandeja de plata. Hasta la próxima,
.A


*Extraído del fanzine Poodle Bites # 1