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segunda-feira, 20 de julho de 2009

Selvagens Vol. 3 - Obscure Brazilian 60's Garage Beat and Punk Groups (Teen Trash, 2009)


Nesse terceiro volume vamos levar nossa viagem ao patamar da obscuridade beat e garageira brasileira.

Com exceção de um ou dois grupos, esses anônimos nunca lançaram mais que um mísero compacto. Tocaram apenas em domingueiras e bailinhos adolescentes, festas de aniversário e casamentos, quermesses e batizados. Nunca foram mais do que os roqueiros do bairro, ou os transviados da rua de trás. Se tinham algum sonho de se tornarem artistas e seguir o caminho de glória dos Beatles, isso logo foi quebrado em decorrência das demandas da vida real: emprego, para os mais pobres, universidade para os "mais bem de vida".

Esse é o ethos garageiro. Uma vida curta e musicalmente precária. Um sopro adolescente até a chegada da vida adulta.

Nesse volume, poderemos escutar a primeira banda na qual Reginaldo Rossi cantou, The Silver Jets, direto do Recife dos anos 60.

Para o ouvinte acostumado aos álbuns conceituais e com embasamentos filosóficos e elucubrações artísticas, essas canções possivelmente não tenham valor algum. Mas para o roqueiro inveterado, essas canções são um poço do mais sincero e ingênuo rock. Sem pretensões de soar inteligente, com o objetivo apenas de declarar seu amor juvenil às paixões mais platônicas e aos olhos mais bonitos do colégio. Algo que você jamais conseguirá repetir aos 30 ou 40 anos de idade. É ai que reside toda "originalidade repetitiva" desses grupos, ao captar um estado de espírito que só se vive uma vez na vida.

Nomear sua banda de os Pássaros e achar isso "um estouro" é algo que está distante anos-luz de toda a pretensão cult do rock atual. Milhares de grupos batizados como se fossem gangues: Os Fugitvos, Os Drmáticos, Os Inocentes, Os Enforcados, Os Tártaros, Os Falcões Negros, Os Paladinos, Os Quentes, Os Lordes, Os Reis, Os Abstratos. No final das contas, eram realmente gangues, violentando a sensibilidade artística dos mais velhos, dos quadrados.

Espero que vocês curtam os sons e se deixem levar por todo o desespero adolescente contido neles e que possam reconhecer toda a riqueza precária desses grupos. Um brinde aos tempos e os amores que não voltam mais.




Selvagens Vol. 3 - Obscure Brazilian 60's Garage Beat and Punk Groups

domingo, 1 de março de 2009

Os Minos - Singles (1967-1968)




Quem procura por garage rock certamente não está atrás de “obras musicais” com requinte, virtuosismo e ares de arte (no sentido mais intelectualizado que essa palavra possa ter). Quem procura por garage, já dizia o zine espanhol Poodle Bites, está atrás de uma atitude, uma espécie de essência rock and roll. E por mais místico que isso possa parecer, ainda faz muito sentido.

Lixo Jovem resume a parada pra você e diz: quem procura por sons de garagem, não está atrás de um obscuro Sargent Peppers ou do próximo Zappa experimental. Aquela atitude, falada antes, diz respeito a um rock mais instintivo do que intelectual, uma música primitiva, amadora, crua e nem por isso menos impressionante e cheia de fascínio. No final das contas é apenas o punk rock original dos anos sessenta.

Formada em 1966 em Salvador, o grupo Os Minos é um exemplo autêntico de rock garageiro primal e amador. A sua formação contava com os irmãos Jorge, na bateria, e Pepeu Gomes, no baixo e outra dupla de irmãos; Luciano e Ricardo Souza nas guitarras.
A banda lançou dois compactos pelo selo Copacabana um de 1967 e outro de 1968, este contendo a gema beat punk Febre de Minos. O grupo chegou a viajar para São Paulo, onde se apresentaram no programa O Bom de Eduardo Araújo, na Tv Excelcior. Passaram dois anos na capital paulista e depois regressaram a sua terra natal.

Pedro Anibal de Oliveria Gomes, mais conhecido como Pepeu Gomes, vem de um longo passado rockeiro. Ainda nos anos sessenta formou seu primeiro grupo aos 11 anos, a banda Los Gatos, que precedeu Os Minos. O futuro Novos Baianos seria depois considerado pela revista norte-americana Guitar World um dos dez melhores guitarristas do mundo e o melhor da América Latina.

A crueza punk de Os Minos está anos-luz do virtuosismo que depois faria conhecido mundialmente Pepeu Gomes. Aqui temos os primeiros passos de um grande guitarrista em verdadeiros artefatos da garagem brasileira.

Quem não sentir a febre de Minos, não vai chegar a ser avô, essa febre dar na juventude, se você não sentir é porque já passou.”
Teen Trash


Os Minos - Single (Copacabana, 1967)
Lado A
Vem Meu Bem (Luciano-Pepeu)
Lado B
Aprenda A Amar (Ricardo-Jorginho)

Os Minos - Single (Copacabana, 1968)
Lado A
Febre de Minos
LadoB
Fingindo Me Amar

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Os Abstratos - Single (Mocambo, 1968)





Começando a semana com uma PRECIOSIDADE! Os Abstratos, obscuro grupo da garagem paulista dos anos 60. Toda sua discografia se resume a esse compacto lançado em 1968 pelo selo pernambucano Mocambo, pertecente a gravadora Rosemblit. Aqui basicamente versões, sendo uma a versão para Every Little Thing dos Beatles, batizada de Achei o Amor. A outra uma versão de Fred Jorge para uma música italiana, onde o grupo fala sobre guerra e revolução, quebrando assim um pouco daquele estereótipo de alienado do rock brasileiro dos anos 60. Compacto cru da melhor espécie!
Teen Trash


tracklist
A Revolução
Achei Meu Amor (Every Little Thing - Beatles)


Os Abstratos
por Fernando Rosa
Os Abstratos, da garagem à psicodelia paulistana, nos anos sessenta Grupo de rock paulista que gravou o compacto 'A Revolução'/'Achei Meu Amor', pelo selo Mocambo/Rozemblit, em 1968 - a primeira versão de Fred Jorge para um clássico da música italiana, e a segunda também versão para 'Every Little Thing', dos Beatles. Com o fim do grupo, seus integrantes somaram-se ao ex-Beatniks Bogô para formar o 'Sinc Sunt Res', um dos principais grupos psicodélicos paulistas, que realizou memoráveis shows, sem deixar nada gravado. (Fernando Rosa)

domingo, 4 de janeiro de 2009

Os Selvagens - s/t (Caravelle, 1968)



Essse é nosso primeiro disco de 2009 e esperamos que esse ano nos reserve mais grupos trazidos de volta da tumba e muito farfisa, hammond, fuzz, e demais usos primitivos da guitarra elétrica para nossos corações de pedra. Então vamos lá!

Os Selvagens gravaram 5 Lps e alguns compactos entre 1968 e 1976. Esse aqui é o primeiro disco do grupo que saiu pele selo Caravelle em 1968, destaco aqui a versão ultra punk de We Gotta Get out of This Place, gravada originalmente pelos Animals em 1965. Esse disco como um todo é uma boa pedida, com várias músicas autorais e alternando momentos garageiros mais radicais com jovem guarda. O grupo foi formado em 1965 na cidade do Rio de Janeiro pelos irmãos Leonardo e Mário Carion, junto com Hilton Ribeiro e Edgard Borges e tocaram em vários bailes por toda a cidade. Em 1970 gravaram Coração de Pedra, original dOs Jovens, com muito fuzz e o acompanhamento de percussão. Os Selvagens também saíram em coletâneas gringas dedicadas ao garage internacional como Basementville! Brazil #2 - 16 Obscure Brazilian Mid & Up-tempo Teen Cuts 1965/'68 (Misty Lane, 2000) e What Do I Say? #1 - Juddy In The Sky With Nazis (Reep, 2004).
Teen Trash

Obs: Mais informações sobre os grupos aqui postados são sempre bem vindas!


Tracklist
01. Te quero Bem
02. Vivo prá você
03. O Gavião
04. Vem , Amor
05. A praça
06. O Segredo
07. Temas do Nosso Amor
08. Tenho Que Esperar
09. We Got to Get Out of This Place
10. Tudo na Vida
11. Lamento de Amor
12. Você Foi Pra Longe

Os Selvagens - s/t (Caravelle, 1968)


Thanks For The Coments!



Os Selvagens
Por RSTONE (Comunidade Música Cafona e Jovem Guarda)


Banda carioca formada em 1965 pelos irmãos Leonardo e Mário Carion (guitarras) e mais Hilton Ribeiro(baixo) e Edgard Borges(bateria). Inicialmente, tocavam em todo o circuito de bailes do Rio.

Em 1968 lançaram o seu primeiro LP "Os Selvagens", pela gravadora Caravelle, sob o Nº LP-NF-6007. Neste álbum consta a curiosa gravação que fizeram da música "A Praça", de Carlos Imperial e grande sucesso com Ronnie Von um ano antes.

Em 1969, entrou para o grupo o compositor e versionista Rossini Pinto, que os levou para a CBS para gravarem pelo selo Epic. A banda é reformulada, e além de Rossini pinto, entram também para o grupo dois futuros grandes nomes da músicabrasileira, Hildon Souza e Michael Sullivan.

Em 1970, lançaram pelo selo CBS/EPIC, o seu segundo álbum contendo várias versões de Rossini Pinto e mais composições de Dom (da dupla Dom & Ravel), Álvaro Menezes, Pedro Paulo e outros.

O terceiro LP, intitulado "Don't Leave Me Now", é lançado em 1971, e mais uma vez, traz várias versões de Rossini Pinto para sucessos internacionais da época.

O grupo seguiu carreira até 1976, quando lançou o seu último LP, ainda pelo selo CBS/EPIC. Entre os sucessosradiofônicos do grupo Os Selvagens, estão as canções "O Jornalista", '"Eu E Você" e a mais conhecida de todas, "O Enviado Especial", que levou a banda para as paradas de sucesso de todo o Brasil em 1974. (RSTONE)

NOTA:
Fazendo uma correção ao texto acima: As canções "O Jornalista" e "O Enviado Especial" são, na verdade, uma música só, cujo título correto é "O Jornalista (O Enviado Especial)", composição de Rossini Pinto, foi lançada em compacto pela CBS/EPIC em 1972 - e não em 1974, conforme escrito acima -, se tornando o maior sucesso da carreira do grupo OS SELVAGENS. (RSTONE)


sábado, 20 de dezembro de 2008

Os Megatons - Single (Mocambo, 1967)



Os Megatons começaram como uma banda de rock instrumental e surf, gravando seu primeiro registro em 1964, o Lp Os Megatons lançado pela Philips. Sua formação contava com Joe Primo Mareschi (guitarra e ex-Jet Blacks), Renato (guitarra), Luiz (guitarra), Carlão (baixo) e Edgar (bateria).

Posteriormente com a entrada de Wagner Benatti e influenciados por Byrds e pela Britsh Invasion, gravam o sucesso O Tijolinho com o cantor Bobby de Carlo e também mais três compactos.

Parece que tinha-se o plano de lançar um Lp, coisa que não foi concretizada.Nas décadas seguintes seus integrantes passaram por bandas como Os Pholhas e Cokeluxe.

As duas canções são carregadas de atmosfera garageira e fuzz, uma delícia!
Teen Trash



Tracklist
Lado A - Cuidado
Lado B - Só penso Em Meu Bem

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História da Banda

Banda paulista formada no inicio dos anos 1960 pelo baixista Joe Primo (ex Jet Blacks). Nos primordios era uma banda exclusivamente instrumental, alias era o que predominava na epoca. Com a entrada de Bitão (Wagner Benatti) em 1966 a banda passou por uma mudança radical e as musicas vocais passaram a dominar o repertorio. Nessa ocasião a formação era: Bitão – guitarra/vocal; Joe Primo (PrimoMoreschi) - baixo/vocal; Renato – guitarra; Luiz Moreschi (irmão do Primo) – guitarra de 12 cordas/vocal e Edgar – bateria. Posteriormente houve a saida de Renato e a entrada de Sodinha (Antonio Carlos Cortez) grande amigo de Bitão com o qual já tinha tocado numa efêmera banda por volta de 1964 chamada “4 Sem e Um Com Óculos”.



Influenciados principalmente pelos Beatles e Byrds, a sonoridade dos Megatons tornou-se um diferencial entre outras bandas da época pelo uso das guitarras de 12 cordas, raridade naqueles dias...Foi assim que o produtor Serginho de Freitas os escolheu para gravar o compacto de reestréia de Bobby De Carlo que já tinha feito grande sucesso no final dos anos 50 com a musica “OH ELIANA”, as musicas escolhidas foram “TIJOLINHO” e “MINHA TRISTEZA” as 2 de autoria de Bitão. O sucesso foi avassalador e logo os rapazes foram identificados com aquele som diferente e metalico das guitarras de 12 cordas que todos admiravam; logo outros artistas do então iniciante movimento “Jovem Guarda” quiseram ter Os Megatons para acompanha-los nas gravações, como por exemplo Marcos Roberto e Antonio Marcos. Com todo este sucesso o caminho natural era que a banda fosse convidada a gravar seu proprio disco o que aconteceu através da gravadora Mocambo/Rozenblit com as músicas “MEU MACHUCADINHO” e “NELMA” as 2 de autoria de Wagner Bitão e PrimoMoreschi. O 2° compacto - tambem pela Mocambo/Rozenblit - tinha as músicas: “CUIDADO” (Marcos Roberto & Dori Edson) e “SÓ PENSO EM MEU BEM” (Henrique Adriani). O 3° e ultimo compacto saiu pela Odeon e tinha as musicas: “TARZAN (Wagner Bitão - PrimoMoreschi) e “VIAJANDO” (Wagner Bitão - Antonio Sodinha).


No 2° semestre de 1967 foram convidados a participar do inovador programa "Quadrado e Redondo" dirigido à juventude e apresentado pela dupla Serginho Galvão-Debora Duarte na então recem inaugurada TV Bandeirantes e que foi um grande sucesso na época; chegaram ainda a participar no final daquele ano da gravação do único LP de Bobby de Carlo e no inicio de 1968 Os Megatons estavam preparando a gravação do seu 1° LP mas infelizmente não chegou a ser concretizado pois houve a prematura dissolução da banda.


Fonte

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

The Maskers - Single (Continental, 1965)





Não existe quase nenhuma informação sobre o The Maskers. Eles foram capa do volume 1 da coletânea gringa Hearts of Stone, dedicada as obscuridades garageiras do Brasil. Ao que parece, gravaram somente dois compactos, este lançado pela Continental em 1965 e outro pela Chantecler, que continha a música Veja Só. No compacto aqui postado temos basicamente versões. Vem é uma versão para Help dos Beatles e reflete os efeitos da British Invasion aqui no Brasil. É Difícil Esquecer é uma versão para You're My Baby, Don't You Forget It. O compacto é de sonoridade é mais beat do que garage, com letras em português. Destaque para a capa do compacto com os integrantes fazendo jus ao nome da banda. Boa pedida para quem gosta de obscuridades, covers e versões.


Obs: Mais informações sobre a banda serão bem vindas.

Tracklist
Vem (Help!)
É Difícil Esquecer (You're My Baby, Don't You Forget It.)

Download!

Os Incríveis - Neste Mundo Louco (Continental, 1967)




Algumas pessoas tendem a torcer o nariz quando o assunto é Jovem Guarda e acabam menosprezando o estilo, resumindo ele aos hits que ouviram por acaso na tv ou coisa parecida. A verdade é que a jovem guarda é a expressão autêntica de nosso rock sixtie, com tudo de bom ou brega que essa década teve. Nela, como em qualquer outro estilo, há espaço para coisas boas, ruins e fenomenais. Todo mundo "conhece" Roberto, Erasmo e Wanderléa, as pontas de lança do movimento, porém muitos outros fizeram parte dela. Gosto de brincar e chamar os grupos mais obscuros e de tendência mais garageira (Os Baobás, The Brazilian Bitles) de "Jovem Guarda linha-dura", em contraponto as melodias mais açucaradas do estilo. E esse disco postado aqui dos Incríveis de certa forma reúne esses elementos.

Os Incíveis nasceram no ano de 1962 em São Paulo com o nome de The Clevers e já começaram a gravar em 1963 em plena moda do Twist. Dois anos depois, por motivos legais, mudam o nome para Os Incríveis, iniciando a fase de maior sucesso do grupo que se estende do final dos anos 60 até o início da década seguinte, contando com sucessos como Era um Garoto que como Eu Amava os Beatles e os Rolling Stones e Eu Te Amo, Meu Brasil, composição de Dom e Ravel identificada com o regime militar e que acabou por trazer desprestígio para o grupo. Em seguida o grupo se separou e alguns de seus integrantes ainda gravaram nos anos 70 como Risonho, Mingo e Nenê, passando por grupos como Som Nosso de Cada Dia e Casa das Máquinas. Nas décadas seguintes o grupo se reúne em decorrência de comemorações e aniversários da Jovem Guarda.

Em 1967 eles gravaram Os Icríveis Neste Mundo Louco, nome também do filme que foi rodado com eles ma Europa. Aqui há desde músicas mais animadinhas como Feliz Foi Adão, passando pelo pop italiano romântico de La Fisarmonica, pelas canções carregadas de distorção fuzz e cheiro de garagem como Hold Tight e Giulieta e a pertubadora Don Pepe Legal, de autoria do guitarrista e vocalista Mingo, que passeia pelo jazz, rock instrumental e guitarra fuzz garageira. Neste disco a fromação era Netinho (bateria), Mingo (guitarra base e vocal), Risonho (guitarra solo), Nene (baixo), que foi integrante do The Rebels e Manito (sax), que posteriormente chegou a gravar com os Mutantes.

Se você ainda tem preconceito com a Jovem Guarda, me desculpe a indelicadeza, mas o problema é todo seu, pois estará perdendo oportunidade única de saborear um rock tipicamente brasileiro, sem ser regionalista, que nada tem haver com aquele excremento pop feito aqui nos 80. E se você é um aficionado em sons de garagem, não deixe de dá uma olhadinha no próprio quintal, antes de procurar coisas no do seu vizinho anglo-saxão.

Teen Trash


1 The girl like you
(D.R.)

2 Renascerá
(Los Brincos - Mingo)

3 Hi-Lili Hi-lo
(Deustche - Kaper)

4 Hold tight
(Blaikley)

5 La fisarmonica
(Enriquez - Zambrini - Migliacci)

6 My mummy put sugar on me (Mamãe passou açúcar em mim)
(Carlos Imperial - Mingo)

7 Piangi com me
(Mogol - Schapiro)

8 Giulieta
(Los Brincos)

9 Feliz foi Adão
(Carlos Imperial - Eduardo Araújo)

10 Don Pepe Legal
(Mingo)

11 Que será será (Whatever will be, will be)
(Livingston - Evans)

12 Um sorriso champagne
(D.R.)


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Trecho do filme Os Incríveis Neste Mundo Louco


Os Incríveis num visual meio Billy Childish

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Portuguese Nuggets Vol. 1 - A Trip To 60's Portuguese Beat, Surf And Garage (Galo de Barcelos Records)




Nessa semana nossa bússola punk aponta para a península Ibérica, mais precisamente Portugal. Apesar de falarmos a mesma língua, não costumamos saber muito sobre a música feita lá, só conhecemos Roberto Leal, que é uma droga, e olhe lá. Some a ele Chutos e Ponta Pés mais a banda hardcore Time X e meus conhecimentos musicais sobre Portugal chegam ao fim.

Foi uma surpresa quando me deparei com Portuguese Nuggets. Com um nome inspirado na mitológica compilação Nuggets, a série conta com três volumes, reunindo boa parte da produção do rock português dos anos 60. Nesse primeiro volume, que abrange o período de 1964-1969, o sutítulo já indica o que vamos encontrar: beat, surf e garage. E é isso o que temos pela mãos de gente como Os Tártaros, Os Morgans, Quinteto Acadêmico, Os Chinchilas, Paulo Machado, Conjunto Mistério, Os Titãs, Os Blusões Negros, entre outros.

A epidemia garageira ocorrida nos 60 foi algo realmente sem fronteiras e só se compara com o que aconteceu com o punk rock em 77, inspirando meio mundo de moleques a formarem seus próprios grupos. Mas não é de se estranhar, se a British Invision chegou até aqui ou na África, não era de se espantar que também tivesse plantado suas sementes em Portugal. Portuguese Nuggets documenta o que acorreu lá, resgatando essas pérolas portuguesas. Enjoy!
Teen Trash


Track List
01. (Intro:Pop Five Music Incorporated - Overture)
02. OS TARTATOS - Tartária
03. QUINTETO ACADEMICO - Train
04. DANIEL BACELAR - Tema Dos Gentlemen
05. POP FIVE MUSIC INCORPORATED - Fire
06. CONJUNTO ACADEMICO JOAO PAULO - Sue Lin A Minha Chinesa
07. VICTOR GOMES & SIDERIAIS - Mama
08. PAULA MACHADO - Hoje Mais Feliz Do Que Nunca
09. CONJUNTO RUY MANUEL - Fuga
10. CONJUNTO MISTERIO - Tired Of Waiting
11. OS MORGANS - Opus
12. CONJUNTO ACADEMICO JOAO PAULO - Hully Gully Do Montanhes
13. OS TITAS - Tema Para Titas
14. SHEIKS - Try To Understand
15. OS CHINCHILAS - I`m A Believer
16. QUARTETO 1111 - Bissaide
17. JETS - Let Me Live My Live
18. OS BLUSOES NEGROS - Tequilla
19. OS EKOS - Esquece

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Cazumbi - African Sixties Garage Volume 1 (No Smoke)




Esse lance de escavação do rock sessentista não tem fim e o que a compilação Cazumbi (Zumbi) nos trás é isso, rock garageiro original dos anos 60, mas não pense nos EUA nem na Europa, e sim no continente africano. É isso mesmo, talvez você imagine que na África não exista rock nem hoje e muito menos a quarenta anos atrás, talvez só consigamos imaginar os leões das savanas exibidos pelo National Geographic e Animal Planet e as guerras civis que ocorreram naquele continente. Cazumbi vem desmistificar essa imagem da África como uma grande selva e mostrar sua produção garageira sessentista de gente ultra obscura como Gino Garrido & Os Psicodélicos, Os Rebeldes, Os Gambuzinos, Kriptons, Os Rocks entre outros. Sempre comparo a explosão do punk rock de 1976-77 com o que aconteceu com o rock nos anos 60. É impressionante a quantidade de grupos que surgiram ao redor do mundo num período que vai mais ou menos de 1964 a 1969, cinco anos que viram milhares de bandas pipocarem mundo afora. Bandas de sonoridade simples e crua, influenciadas pela British Invasion que varreu meio mundo e fez brotar grupos nos mais diversos e inusitados lugares como o Leste Europeu (ainda num contexto de Guerra Fria), Ásia, nossa América Latina e no caso de Cazumbi a África. É o punk antes do punk, é o 60's punk. A escavação para a produção de Cazumbi foi mais a fundo ainda, não se detendo apenas na parte sul do continente africano, onde a invasão branca e a ocidentalização, talvez tenham sido mais profunda e duradoura, mas também resgatou compactos ultra raros de grupos provenientes de Moçambique, Congo, Angola, nos brindando com canções em português e francês com sotaque africano. Além dessas temos as composições em inglês e versões de canções de clássicas bandas como Eletric Prunes, Shocking Blue e Screamin' Jay Hawkins. Mesmo distante da agitada Califórnia e da Swing London, Cazumbi é todo fuzz, surf, garage e R&B, um excelente prato. Agora já sabe, se te perguntarem se existe rock na África, você pode dizer que sim e a bastante tempo. Enjoy!
Teen Trash

tracklist

Zumbi One:
01. A-CADS - Down The Road (S.A.)
02. DOCTEUR NICO WITH AFRICAN FIESTA - Save Me (Congo)
03. CONJUNTO DE OLIVEIRA MUGE - Sospesa Ad Un Filo (Mozambique)
04. GINO GARRIDO E OS PSICODELICOS - Baby I Love You (Angola)
05. IMPACTO - Knock On Wood (Mozambique)
06. THEM - I Want To Be Rich Again (S.A.)
07. KRIPTONS - Billy Boom (Angola)
08. CONJUNTO NIGHT STARS - She Only Wants A Friend (Mozambique)
09. GAMUZINOS - Aida (Angola)
10. ORQUESTRE VEVE - Venus (Congo)

Zumbi 2:
11. REBELDES - Murder By Contract (Mozambique)
12. JOHN E SHARP - Monkey Shine (S.A.)
13. AFRICAN FIESTA - Eh Bien Mona Ami (Congo)
14. KRIPTONS - Manga Madura (Angola)
15. INVADERS - No Money, No Honey (S.A.)
16. ROCKS - Wish I May (Angola)
17. INFLEXOS - Furtivo Olhar (Mozambique)
18. LES KRAKMEN - Krakmen Twist (Congo)
19. H2O - Riens Des Mots (Mozambique)
20. TETA LANDO - Muato Wa N'ginjila (Angola)
21. OS GAMBUZINOS - KALUMBA (Angola) [Bonuns Track]
22. OS INFLEXOS - You're Much Too Proud (Mozambique) [Bonuns Track]
23. OS ROCKS - I Put Spell on You (Angola) [Bonuns Track]


DOWNLOAD

Part 1
http://www.mediafire.com/?mysok1mim3m

Part 2
http://www.mediafire.com/?1bknjy31zjm



domingo, 21 de setembro de 2008

V.A Mas Rock and Roll - 26 Rare 60's Teen-Punk Artyfacts! (Eletro-Harmonix, 2006)



Viagem Pela Garagem Latino-Americana dos 60

Outro lançamento incrível da Eletro-Harmonix é a compilação Mas Rock and Roll, que foi lançada em vinil duplo de 10’’ e em Cd. Se você gostou de Delincuentes - Jovenes Punks de América Latina, também vai gostar de Mas Rock and Roll. A compilação tem grande parte de suas faixas provenientes de bandas oriundas do México, completando suas 26 canções com grupos do Peru, Colômbia, Argentina, Uruguai e Chile, com direito ainda aos espanhóis do Los Grimm e os americanos The Five Torquays, que são os The Monks antes de assumirem esta alcunha. Mas Rock and Roll pode ser encarada como uma Pebbles ou Back From The Grave especial América Latina. Aqui estão nomes como Los Sleepers, Los Saicos, Los Shains, Los Yaki, Los Monstruos, Los Shakers entre outros. 26 doses de garege e punk sessentista desde Latino América!


ouça online

Los Speakers - Vete Ya





track list

01. LOS SLEEPERS - Zombie (Mejico)
02· LOS SAICOS - El entierro de los gatos (Perú)
03· RAUL HITLER - Vivan las mujeres ! (Mejico)
04· SURFERS DE LOS CAMPEONES - Checkered flag (Mejico)
05· LOS SINNERS - Rebelde radioactivo (Mejico)
06· LOS SONAMBULOS - Sonambulo (Mejico)07
07· LOS SHAINS - Shains A-Go-Go (Mejico)
08· LOS SPEAKERS - Vete ya (Colombia)
09· THE FAMOUS FINKS - Little coffee shop (Mejico)
10· THE 5 TORQUAYS - There she walks (US)
11· LOS GATOS SALVAJES - Donde vas? (Argentina)
12· LOS YAKY - Baila el Fredy (Mejico)
13· BAT BOYS - Cheatin’ Charlie (Mejico)
14· LOS MONSTRUOS - Hey Monstruo (Mejico)
15· LOS OVNIS - El Ovni (Mejico)
16· LOS FLIPPERS - Flipprotesta (Colombia)
17· LOS MONJES - Problemas en la mente (Mejico)
18· LOS SHAKERS - Give me (Uruguay)
19· LOS COMANDOS - Taurus (Perú)
20· LOS HOLYS - Campo de vampiros (Perú)
21· LOS MACS - El amor despues de los 20 años (Chile)
22· LOS WALKERS - 19,8 (Argentina)
23· LOS VIDRIOS QUEBRADOS - Ficciones (Chile)
24· LOS GRIMM - Viaje en la alfombra magica (España)
25· THE NEW JUGGLER SOUND - Glue (Perú)
26· LOS ELECTRONICOS - Las Mirlas (Colombia)

PART 1
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PART 2
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terça-feira, 26 de agosto de 2008

BRAZILIAN BITLES (1969, Polydor – 44.019)



1 Jogo de futebol (D’Antoine)
2 Volte, meu bem (Baby come back) (Grant - Vrs. Carlos Wallace)
3 Tema baseado na "Coisa" (Fábio Block - Vitor Trucco)
4 Hoje eu chorei (Fábio Block)
5 Mary (I've just seen a face) (John Lennon - Paul McCartney – Vrs. Fábio Block) 6 Pra ficar feliz (Fábio Block)
7 Tudo passa (Fábio Block)
8 Esperando você (Hold me tight) (J. Nasch - Vrs. Fábio Block)
9 O barqueiro (Fábio Block)
10 Decisão (Fábio Block)
11 Esperarei até o fim (Puruca)
12 Preciso seguir (Fábio Block - Jorge Eduardo)

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quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Os Canibais - Grandes Sucessos (s/d, Mr. Five Music)

Discografia que reúne todo o material lançado pela banda nos anos 60, inclui os compactos de 1966, 1967, 1968, 1969 e todo o Lp homônimo de 1967.


Downloadhttp://rapidshare.com/files/72914225/os_canibais_-_grandes_sucessos__1966-1969_.zip


Os Canibais sempre foi um mistério para os colecionadores e aficcionados mais novatos por raridades dos anos sessenta. Particularmente por conta de seu único LP homônimo, lançado em 1967, contendo estranhas versões para músicas de grupos poucos conhecidos. No álbum, o grupo reinterpreta canções obscuras ou ‘one hit wonder’ dos Kinks, Merseybeats, Searchers, Outsiders e Turtles, além de músicas próprias. Integraram o grupo nascido em 1965, em plena ebulição da ‘beatlemania’, em sua formação definitiva, e presente no único disco gravado, os músicos Aramis (guitarra), Sérgio (guitarra), Elydio (contra-baixo), Max Pierre (bateria), Roosevelt e Horácio (órgão e piano). Além da música, o nome (totalmente punk) de batismo da banda, também soava estranho aos ouvidos da juventude da época.


Fernando Rosa & Nélio Rodrigues (http://www.senhorf.com.br/revista/revista.jsp?codTexto=882)

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Introducción Al Mundo Garajero*





Garage-rock, garage-punk, r'n'b, soul-punk... todos estos nombres y más se pueden leer en cualquier revista especializada y la cuestión a plantear aquí es si todos estos nombres valen para algo o no. Obviamente es 1a manera de saber de qué coño estamos hablando cuando hablamos de música, pero a veces todas estas denominaciones sólo valen para que cuatro snobs de mierda parezca que saben de qué pelotas están hablando (cuando en realidad no tienen ni idea) y en vez de usarlas en beneficio de un mayor entendimiento, se usan para todo lo contrario: para que nadie sepa de qué narices están hablando. Así que, en este número de tu fanzine favorito, vamos a intentar aclarar algo de estos términos.
Está claro lo que significa garage, en el sentido de sonido latoso de grupos que intentan imitar a sus ídolos con medios bastante escasos, que ensayan en el garaje de su casa, de ahí el nombre en cuestión. Pero hay que diferenciar entre garage-punk y garage-rock. El garage rock es un fenómeno que ocurrió antes en el tiempo, y evoluciona desde los grupos de frat-rock que surgieron a principios de los sesenta empujados por su amor a los sonidos negros que triunfaban en las listas de r'n 'b, a lo que añaden un ferviente amor por los sonidos de la primera invasión británica, con los Beatles a la cabeza. Frat-rock bands son los grupos de muy principios de los sesenta y finales de los cincuenta que se dedican a imitar a los ídolos negros del momento, como Fats Domino, Ray Charles etc, y también se dedican a hacer imitaciones del otro estilo de moda por aquel entonces, los instrumentales, con formaciones clásicas de guitarra bajo y batería (y órgano algunas veces) aumentada con vientos la mayoría de veces (saxofones aullando a dolor). Formaciones clásicas de este estilo son, claramente las bandas de finales de los cincuenta del Northwest americano con los míticos Wailers la cabeza. Los Wailers son el arquetípico ejemplo de frat-rock band que evoluciona y cambia su sonido hacia el garage-rack, influidos por esas primeras bandas inglesas que vuelven loca a la juventud americana.
Así, uniendo estos dos factores obtendremos la razón de la existencia de los miles de grupos americanos que inundaron todos los rincones del país, grabando un single o un par a lo sumo, con relativo o escaso éxito en las listas de hits locales, probando suerte a ver si podían triunfar a nivel nacional como lo hacían sus ídolos, si bien decir esto es repetir lo que todo el mundo sabe y además yo creo que a pesar de que siempre se piensa en triunfar con tu grupo, el verdadero motivo de que surjan todas estas bandas es el ligar como un animal, reírse y emborracharse todo lo que se pueda. Lo demás ya vendrá. Así pues, diversión y sexo son los motivo principales de que estos chicos se junten en los garajes de sus padres para crear el último hit del momento. Y sucesivamente en el tiempo hace su aparición en escena el garage punk. Personalmente es el tipo de garage que más me interesa. La diferencia con respecto al garage-rack son las influencias y la época en que surgió esta segunda oleada de descerebrados juerguistas. Los grupos de garage-rack surgen pues tras la primera oleada de invasión británica encabezada por los Beatles. Ahora la segunda invasión viene de manos de los chicos malos del rock británico, los Rolling Stones y toda una legión de fieles seguidores del r'n 'b, Kinks, Who, Pretty Things... Se diferencia principalmente por un sonido más sucio si cabe y el calificativo punk se añade ya que sus intenciones suelen ser más "violentas" y provocadoras: los pelos serán más largos, los componentes de los grupos peor parecidos y la actitud en general más nihilista. No olvidemos tampoco que éstos no fueron pioneros, sino una versión "ampliada y mejorada" de los primeros grupos de frat rock a los que nos referíamos antes.
Así pues, los grupos dejan de basarse en el merseybeat de los BeatIes, Scarehers, Dave Clark Five o Jerry and de Paeemakers y su principal influencia ahora es el r'n'b, es decir, blues tocado con la urgencia de un adolescente en celo. Menuda contradicción, o menuda estupidez. Era como vender a los americanos su propia música, sus propias raíces, pero envasada en un bonito tarro de fabricación inglesa. Peor para ellos. Muy bien. Si hasta aquí está todo claro, es porque sólo hemos teorizado. En la práctica esto no es tan fácil. Pongamos un ejemplo: los Sonics. Grupo del northwest americano, de principios de los sesenta, surgidos en el tiempo antes de la llegada de la segunda invasión británica, al menos en sus dos primeros discos, pero el que diga que los Sonics no son un grupo de garagepunk, que venga dios y lo vea. i i j ¡No he oído algo tan salvaje y saturado en mi vida!!!! Los Sonics son la banda de garage por excelencia. Si no tienes sus discos, no se que haces ahí sentado leyendo todo esto. Vete inmediatamente a tu tienda de discos y píllate al menos los dos primeros discos de las bestias pardas del garage mundial. A raíz de todo este movimiento de bandas, el resto de denominaciones son puras subclasificaciones de clasificaciones. Por ejemplo, ya que hablábamos de soul-punk al principio de este articulo, es fácil deducir que la subcorriente que engloba este término es la de las bandas influenciadas por el soul negro de mediados de los sesenta, pasado por la turmix de las bandas de garage, con lo que nos da un soul ultramongolo, tocado por energúmenos sin ningún tipo de idea de cómo tocar un instrumento. Así pues, en estas subdivisiones o divisiones surgidas de la unión de otras varias subdivisiones, las características comunes siguen presentes, la única diferencia es que algunas bandas dan más relevancia a alguna de esas influencias sobre las demás y de ahí el nombre que pongamos tras la palabra garage.
Y, ¿qué tienen todos estos grupos (si, como he dicho antes, sólo son copias cutres del original) para llamar tanto la atención (o al menos a cierto tipo de gente insana y de costumbres mas que dudosas. Bueno, pues que tampoco todo es como se presenta en la teoría (como también dije antes). Estas bandas, si bien se inspiraban en todos esos grupos e influencias antes comentados, no los copiaban al pie de la letra, simplemente se basaban en ellos, les influenciaron, pero nada más. Todo grupo, todo compositor tiene una influencia, así pues, esto no es algo que se puede reprochar a nadie. Lo que busca el garagero al comprar esas recopilaciones de singles sacados de las catacumbas, o al menos lo que a mi me interesa, es encontrar una actitud y un sonido. Actitud y sonido en los que viene envuelta una melodía más o menos buena. En resumidas cuentas, lo que se busca es una buena canción, tocada con dos pelotas y con un sonido que refleje el barullo mental y emocional que transpiraban los cientos de adolescentes en celo que poblaban los suburbios de las más sucias y tristes poblaciones de los Estados Unidos, lo más cercano posible al ruido que debían producir todos estos adolescentes en celo encerrados en el garage de la casa de sus padres y tocando con los instrumentos más baratos que encontraron en la tienda de música de su pueblo. Desde luego que hay grupos que calcaban a los RoIling Stones o a los BeatIes, pero eso ya entra en tu parcela, amigo. Tú eres el que tiene que diferenciar entre copias y originales, entre buenos y malos y si necesitas que te lo digan, no seré yo el que lo haga. Lo realmente interesante de todo esto, al menos para mí, no es la originalidad de estas bandas o la calidad de los músicos (si quieres "calidad" tira este fanzine a la basura y cómprate todos los discos de Yes o Emerson Lake and Palmer) sino el espíritu con que tocan las canciones, la rabia, la alegría, la velocidad y la impericia. El espíritu de la mayoría de estas bandas está capturado en un pedazo de vinilo que ciertos descerebrados se preocupan en buscar y restaurar para que tu, triste comprador, te dejes los cuartos comprando la última colección de garage que sale al mercado.
No se puede tocar garage con más de 23 años, si no, mira a los tipos que hoy día actúan por el mundo bajo el nombre de RoIling Stones. Si queda algo del espíritu con que esos cinco (bueno, ahora "Stones originales" sólo quedan tres) chavales empezaron a tocar, que venga dios y lo vea. Cualquier banda de admiradores de los Stones tendrá más espíritu garagepunk que todos los garage punkers de los sesenta que siguen viviendo de las rentas. Los grupos cabeceros de esta historia no editaban discos tal y como les gustaría a ellos que fueran. Tenían que endulzar su sonido, hacerla agradable a los oídos de miles de jóvenes que van a comprar el siguiente disco de los Stones, y eso, a la larga será una pesada losa para ellos.
En cambio todo este movimiento subterráneo y anárquico que hoy en día un número reducido de retrasados se empeña en buscar comprar y degustar, esta gente no piensa de esa manera, y si bien sus medios son generalmente escasos, sus grabaciones son más fieles al espíritu original que los maquillados discos de los ídolos ingleses del momento. La gente está harta de escuchar mierda prefabricada orientada al consumidor, sonidos amables, fáciles de digerir. Estos chavales tocaban rock'n'roll, ni más ni menos y no perdían el tiempo adornando ni adecentando el sonido. Escupían las canciones tal y como les salía porque así era como las sentían yeso es lo que diferencia a los Rolling Stones de 1963 de los tipos que actúan bajo ese nombre en el año 2002.
Eso y unos cuantos millones más en la cuenta corriente y es que, por muchas historias que me cuenten, no se puede pensar actuar ni vivir igual con 18 años que con cuarenta, y mucho menos si a los dieciocho eres más pobre que una rata y a los cuarenta tienes tanto dinero que no lo puedes ni contar. Y ya que este artículo empezó con la idea de ser una clase magistral de garage, teoría y práctica y se ha convertido en un pequeño panfleto en contra de los músicos de cartón piedra, de los músicos que, como decía Zappa, están en esto por la pasta, (que los hay) y de ancianetes que creen que todavía les queda parte del pastel por comer se resisten a desaparecer. Y que conste que no tengo nada en contra de los viejos músicos que sí han sabido envejecer, Es, yo creo, una cuestión de "necesidades" y la diferencia está en si hacen música por necesidad, porque les sale, o si hacen música por necesidad, porque tienen que comer y no saben hacer otra cosa. Joder, algo habrá que sepan hacer. Pero de todas formas, por favor, que dejen de editarles discos. Aunque si lo miras fríamente la culpa es tanto suya como de los ingenuos compradores que creen que porque un disco lleve un determinado nombre ya es garantía de calidad, La música es música y el intérprete su portador, así que un hermoso portador también puede llevar un zurullo de mierda en su bandeja de plata. Hasta la próxima,
.A


*Extraído del fanzine Poodle Bites # 1

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Garage Rock por Roy Shuker


Garage Rock por Roy Shuker


Dicionário de Música Pop de Roy Shuker (editora Hedra).

Boa leitura.

bandas de garagem; garage rock: No final da década de 1960, as bandas de garagem (assim chamadas porque seus integrantes tocavam em garagens ou porões) eram particularmente proeminentes nos Estados Unidos. Essas bandas responderam à invasão britânica do mercado norte-americano. Tocando um rock básico, com grande entusiasmo, muitos desses grupos produziram em sua carreira apenas um sucesso, com alguns deles transformados em clássicos. Entre as bandas de maior longevidade estão The Standells, The Eletric Prunes e The Count Five. Entre as canções regravadas destacam-se "Gloria" (originalmente, integrava o lado B de um single do grupo britânico Them, gravado em 1966), "Hei Joe" (The Leaves) e "Luie, Luie" (Kingsmen). No Reino Unido, o estilo garage foi melhor representado pelo Troggs ("Wild Thing", 1966), um grupo protopunk comercialmente bem-sucedido.


Em 1972, uma compilação das gravações de bandas de garagem (Nuggets) reunidas por Lenny Kaye renovou o interesse por esse tipo de obra, produzindo uma grande quantidade de relançamentos (Nuggets, vols. 1-12, Rhino; e Pebbles, vols. 1-10, AIP). No texto de Kaye, o gênero recebeu a denominação de "punk rock", um reconhecimento prévio da influência posterior do estilo garagem sobre o punk rock pós-1977. No final da década de 1970 e início da de 1980, o advento do punk provocou um renascimento do interesse pelas bandas de garagem, cujo o som não é significativamente diferente. Recentemente, o termo "garage dance" aplicou-se a uma forma de dance music de New Jersey (o clube Paradise Garage) e Nova Iorque, que também se desenvolvel no Reino Unido.


Entre as características da música garage rock estão "o desvio capaz de chocar, o excesso de gritos estridentes e zombarias e as guitarras ruidosas, quase sempre dotadas de um timbre encrespado" (Erlewine et alii:1995). O gênero era constituído em grande parte pelos moradores brancos e adolescentes dos subúrbios. Surgiu pela primeira vez por volta de 1965, sobretudo em pequenas gravadoras locais e ligadas a fortes cenários regionais (especialmente Texas e Califórnia), cada um com um estilo distinto. Em 1967 e 1968, o gênero sofreu um declínio, já que os membros das bandas sofriam as consequências do recrutamento para a Guerra do Vietnã, da necessidade de frequentar a faculdade e também da falta de sucesso comercial. As bandas de garagem sobreviventes tenderam para um som mais progressivo e psicodélico (por exemplo, The Eletric Prunes, The Blues Magoos e The Chocolate Watch Band).


O gênero e seus grupos são estranhamente negligenciados em diversas histórias do rock norte-americano (Friedlander: 1996; Garofalo; 1997), ainda assim possuindo uma legião de adeptos, com fanzines e sites na Internet.


*Leitura adicional: Bangs: 1992 (inclui discografia); Erlewine et alii: 1995; Heylin: 1992. *Escutar The Chocolate Watch Band, The Best of The Chocolate Watch Band, Rhino, 1983. Nuggets Volume One : The Hits, Rhino, 1984. The Troggs, The Best of The Troggs, Polygram, 1988.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Os Jovens - Os Jovens (CBS, 1967)


http://rapidshare.com/files/35118044/Os_Jovens_-_os_jovens__1967_.zip

record nerd info
disco: Os Jovens
gravadora: CBS
ano: 1967
país: Brasil

Duo vocal formado por Francisco Fraga e João José, que fez relativo sucesso na Jovem Guarda, gravando acompanhados pelo grupo Renato e Seus Blue Caps, principalmente. Gravaram um Lp (1967) e diversos compactos, entre Coração de Pedra, Se Você Me Abandonar e Eu Não Sei. Destaque para Coração de Pedra (bem punk!) e Você Fala Demais, dois 60s hits do cão!