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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Void - tesouros perdidos do hardcore



A Dischord Records parece que anda vasculhando o arquivo da gravadora. Em 25 de outubro de 2011 veio a luz muitas sobras de gravação do Void registradas no início dos anos 1980. O disco, com o título de Sessions 1981-1983, saiu em formato vinil de 12" contendo 34 faixas, das quais 20 são tesouros perdidos da banda nunca antes lançados. O restante do material inclui 10 faixas gravadas e mixadas em 1981 no lendário Inner Ear Studios de Washington, material cortado da coletânea Flex Your Head (1982) e as canções que entraram no Ep Condensed Flesh (1992). De lambuja você ainda leva 2 out-takes do split vinil Faith/Void (1982) e mais duas faixas ao vivo de 1983. Todo a recompilação do trabalho do Void foi mixado pelo grande Ian MacKaye. Em setembro de 2011 também saiu material inédito do Faith, chamado Subject to Change plus First Demo. Essa compilação do Void é uma boa oportunidade para quem aprecia o hardcore original dos anos 80 na linha das gravadoras SST e Dischord. Tomara que a equipe da Dischord continue vasculhando os porões da gravadora. Quem sabe aparece alguma sobra do Out of Step do Minor Threat.

Lixo Jovem

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Quando Etta James encontra o MC5

A sloppy MC-5 backing up a street-version Etta James

Lady Dottie and the Diamonds são de San Diego, Califórnia. A primeira coisa que chama a atenção é a idade de sua vocalista. Lady Dottie tem 64 anos! E não deixa a peteca cair, numa mistura de blues, R&B e aquele soul que parece ter saído de uma garagem dos anos 60. É tanta energia que deixa o Belrays no chão. Dorothy Mae Whitsett começou cantando ainda pequena na cozinha de sua casa e no coral da igreja, como é costume nas comunidades negras estadunidenses. Love Will Travel, original de Richard Berry, o criador de Louie Louie, ficou ultra nevosa na voz de nossa sexagenária. O grupo ainda possui um ep, chamado "Livin' It Up", em edição limitada e lançaram um Lp pelo selo Hi Speed Soul. Lady Dottie and the Diamonds é música com competência e energia.


Download

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O som do Tennessee

Ao longo desses três anos de blog já apresentamos algumas bandas do Tennessee como Jay Reatard e Cheap Time. Agora apresento mais duas, ambas do selo Infinity Cat. São elas Jeff The Brotherhood com uma sonoridade bem variada num mix de college rock dos 80 e 90, Stooges e garage diluído. Em seguida as meninas do Heavy Cream com uma clara influência de Runnaways e daquele punk com um pé no hardrock setentista. Confiram as capas dos últimos lançamentos das bandas.











quinta-feira, 27 de maio de 2010

Germs - Live at the Starwood: December 3, 1980

The Germs are to the Los Angeles punk scene what Brian Jones was to the Stones or Syd Barrett to Pink Floyd — the primal creative force that was both too flatulent to live with and too vital to have come into being without.” Jonathan Gold


No dia 7 de dezembro de 1980, Darby Crash cometia suicídio com uma overdose de heroína. Quatro dias antes o Germs fazia, sem saber, sua última apresentação com Darby como seu front man. Se não fosse a Rhino records esses seriam apenas dados cronológicos e necrológicos sobre a vida e morte de uma das figuras mais marcantes do punk de Los Angeles e do mundo. É que a gravadora acabou de lançar em cd o último show do Germs com Darby nos vocais. Com o nome de "Live at the Starwood: December 3, 1980" o disco não só tem todo um ar histórico, como dizem que é uma das melhores apresentações da banda. O Germs estava há um ano sem tocar junto, existia muita acumulação de energia primitiva para ser dissipada naquela noite de 3 de dezembro. A apresentação contém músicas de seu primeiro ep Lexicon Devil e do álbum GI. Além do menu clássico, possui a canção Lion's Share, gravada em 1979 e produzida por Jack Nietzsche para um filme com Al Pacino, Cruising, e um cover do Public Image LTDA, totalizando 22 faixas. Para os fanáticos, o disco inclui uma reprodução do cartaz do show e do set list da apresentação daquela noite. Um documento histórico da produção do Germs e da primeira geração do punk de Los Angeles que não pode passar batido pelos seus ouvidos.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Justin Bieber X Tiny Masters of Today

Enquanto todo mundo em 2010 perde tempo com o sex appeal infanto juvenil de Justin Bieber, eu gostaria de apresentar uma dupla de jovens irmãos que atendem musicalmente pelo nome de Tiny Masters of Today. Eles são Ivan de 16 anos e Ada de 14. São de Nova Iorque, especificamente do Brooklin e já lançaram dois álbuns Bang Bang Boom Cake (2007) e Skeletons (2009) além de eps, singles e participação na compilação ArtRocker (2006). Podemos dizer que o som segue uma tendência que ganhou corpo nos anos 2000, uma mistura de lo fi com punk rock e indie. Reconhecendo a heterogeneidade das bandas que seguem esse menu, podemos dizer que esses moleques fazem parte do mesmo bolo musical do Wavves, Lovvers, No Age e Vivian Girls, gente que escutou Ramones e Sonic Youth na mesma proporção. Voltando ao Tiny Maters, neles prevalece a essência sobre a aparência, não são tão "fofinhos" quanto o Bieber, mas são mais prolíficos e criativos. E não se deixem enganar pela idade, estão fazendo música acima da média de muito marmanjo ressuscitado dos anos 80.

quarta-feira, 31 de março de 2010

135 Grand Street New York - No wave em DVD

Saiu esse mês na gringa o documentário sobre no wave 135 Grand Street, New York, 1979 dirigido por Ericka Beckman e lançado pelo polivalente selo inglês Soul Jazz Records.

O documentário conciste basicamente da apresentação das bandas do início da no wave em um loft no centro de Nova Iorque. Entre os grupos estão o mitológico Theoretical Girls de Glenn Branca, Youth in Asia e Steve Piccolo. Nada melhor do que um loft na big apple para dar todo aquele ar artístico que a no wave exalava entre barulho, "desarranjo" e experimentalismo.

As raras imagens que compõe o DVD antes só poderiam ser conferidas nas apresentações do Sonic Youth, que as exibia durante suas apresentações. De lambuja a Soul Jazz está lançando também a trilha sonora do documentário contendo 16 faixas.

Com certeza o documentário tem a capacidade de registrar um dos raros momentos do mais comentato, mas pouco compreendido desenvolvimento do post punk norte-americano.
 

quinta-feira, 18 de março de 2010

RIP Alex Chilton


Alex Chilton, the mercurial if influential rock musician, whose work spanned an eclectic gamut from the soul songs of the Box Tops to the multiple incarnations of his pop band Big Star, has died, The Commercial Appeal of Memphis reported. He was 59. The cause of death is believed to have been a heart attack.
New York Times

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Relembrando The Reatards



Há uma década atrás.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

The almost forgotten, classic 1970s Detroit African-American proto-punk band

Estamos acompanhando o Death desde que se deu o seu redescobrimento por uma nova geração de ouvintes.

Nossa saga começou pela valorização do ep de 1974 que estava circulando na Web, o qual registramos em nossa coletânea 70's Raw Power em novembro de 2008. Depois veio o lançamento do álbum For The Whole World To See em 2009, contendo músicas nunca antes lançadas. O desfecho da retomada desse seminal grupo de jovens negros de Detroid se deu com a produção do documentário Death - Where Do We Go From Here? e de uma mini-turnê pelos EUA. Agora, em 2010, o grupo vai ser capa da MaximumRocknroll de março, a qual conterá uma entrevista com os sobreviventes.

Definitivamente, hoje o Death já está registrado nos anais do punk rock. Depois de um lapso de 35 anos o grupo tem o reconhecimento que merece.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

RIP Jay Reatard

Um jovem artista, uma vasta obra

Uma porção de figuras históricas do rock haviam falecido em 2009. Isso me fez pensar quem mais nos deixaria em 2010. Por razões obvias, pensava qual seria o coroa que iria passar dessa para melhor. Esse foi um dos motivos pelos quais a morte de Jay Reatard me chocou tanto. Se em algum lugar um lunático tiver feito uma lista dos roqueiros cotados para morrer em 2010, com certeza Jay Reatard não estaria nela. Jay era um cara jovem, 29 anos, prolífico e criativo. Ele não tinha quatro décadas de vida artística, como nossos heróis que nos deixaram no ano passado, mas sua extrema criatividade, materializada em suas inúmeras bandas e discos, bem que poderia fazer parte do currículo de algum dinossauro do rock. Jay era qualitativamente e quantitativamente um excelente artista. Uma nova década começa e é uma pena que ela não contará com a participação do espírito inquieto de Jay Reatard. O que nos resta é reverenciar a obra desse jovem artista que nos deixou e ficar imaginando do que ele ainda seria capaz de fazer nos próximos 10 anos. Viva Jay Reatard!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

The Runaways Trailer



Trailer do filme sobre as Runaways a ser lançado em março de 2010. O filme é dirigido por Floria Sigismondi, que produziu vídeos para o White Stripes, David Bowie, Interpol e The Cure. No filme Joan Jett será interpretada pela "garota Crepúsculo" Kristen Stewart. Ainda estão no elenco Dakota Fanning como Cherrie, Alessandra Torresani como Lita Ford e Stella Maeve de Sandy, com a própria Joan Jett exercendo a função de produtora executiva. Será que depois desse filme rola um "reunion"?

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Dobradinha power pop com The Beat

Já tive a oportunidade de falar brevemente aqui do The Beat, mas agora trago dois vídeos de músicas referentes ao seu único álbum (1979). A dobradinha power pop começa com Rock n roll girl, vídeo de alguma exibição na tv de cerca de 1980 e segue com outra apresentação, dessa vez tocando Don't wait up for me. O vocalista Paul Collins começou tocando bateria e cantando no breve The Nerves, responsáveis por Hanging on the Telephone (1976), pertecente ao único registro da banda, mais conhecida na versão posterior do Blondie. Com o fim do The Beat, Paul montou a Paul Collin's Band e posteriormente o Paul Collins and The Yum Yums.



sábado, 12 de dezembro de 2009

The Go - Single (Titlewave Productions, 1980)


Atendendo ao pedido do leitor Mauríco Knevitz, de Porto Alegre, segue ai o single de 1980 dos novaiorquinos The Go. O single foi o único lançamento da banda enquanto ainda estava na ativa. Fãs de Ramones, mas com uma sensibilidade mais power pop, o single resume bem a sonoridade do grupo. The Go era formado por Kenny Dutch (guitars/vocal), Tom Conte(guitars/vocal), George Peters (bass/vocals), Joe Brya (drums/percussion). Depois de passados vinte anos dois selos lançaram material inédito da banda. Para mais informações sobre o grupo ler postagem abaixo ou acessar o site oficial http://thego80.com/.







The Go - Single (Titlewave Productions, 1980)

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Obscure Power Pop & Punk Rock



Fast Cars é uma banda do final dos anos 70, original de Manchester, que acabou no começo dos 80. Eles acompanharam o The Jam em turnês e tocaram com XTC, The Buzzcocks, Joy Division, The Fall e The Rezillos, só gente boa que deveria se esforçar para manter o mesmo nível de energia que o Fast Cars esbanjava nas suas apresentações. Ao que parece lançaram apenas um single, que hoje vale a bagatela de 150,00 libras no mercado de colecionadores de power pop. Para fazer a alegria dos mortais a Detour Records, especializada em reedições de power pop, trouxe da obscuridade, além do single, várias músicas nunca antes lançadas e colocaram no mercado um cd/LP com 17 faixas chamado "Coming... Ready or Not" em 2001. Se você entende daquela energia pop em alta voltagem dos Buzzcocks você irá gostar do Fast Cars.



The Go foi uma banda novaiorquina original do subúrbio de Yonkers surgida no meio daquela explosão power pop do final dos 70 e começo dos 80. Fizeram sua primeira apresentação no lendário CBGB'S. Na ativa lançaram apenas um ep com quatro sons, dos quais um deles é "Instant Reaction" que você confere nesse vídeo de 1980. Esse ano é também a data de gravação e lançamento do ep, prensado em apenas 1.000 cópias pela Titlewave Productions. O ep foi produzido por Rob Freeman, o mesmo cara que produziu o primeiro dos Ramones e os dois primeiros do Blondie. Em 2004 o selo japônes Wizzard In Vinyl lançou um cd contendo o ep mais 17 outras faixas. Em 2006 o selo italiano Rave Up Records lançou também um LP resgatando a obra do The Go.



Esse vídeo é uma apresentação do The Rattlers tocando "On the Beach" no programa de TV The Uncle Floyd Show. Uma curiosidade sobre a banda é que ela conta com o irmão de Joey Ramone nos vacais e guitarra. Confira o vídeo e perceba o tom de voz bem parecido com o do irmão.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Intensivo de Texas Punk


Há dez anos atrás eu não tinha a oportunidade de escutar tantos "discos" quanto eu escuto hoje. E isso é graças a Web e aos inúmers blogs de download. Se por um lado tanta informação lhe possibilita alargar quase ao limite suas possibilidades de conhecimento, por outro lado tanta informação leva ao limite sua capacidade de compreenção. Comprometendo a apreciação devida que um disco merece. Porque no final das contas você pode estar se enganando, pensando que é um viciado em música quando na verdade é um viciado em download. Já não bastasse a má qualidade de muitas mp3's, estamos se tornando também ouvintes de má qualidade, pessoas que só escutam música se o computador estiver ligado. No mais a regra de ouro é moderação. Não baixe tantos discos se você não vai poder escutar nem a metade deles. Muita informação e pouca assimilação, é assim que esta se formando toda uma geração de "ouvintes" de música. Como lidar então com tanta informação? Eu divido e compartimento por estilos, períodos e países. Se temos a oportunidade de escutarmos mais discos do que há dez anos atrás então vamos aproveitar essa oportunidade de maneira mais racional e menos impulsiva e cega. É por isso que apresento aqui esse intensivo de texas punk do período, mais ou menos, de 78 a 83. Os discos foram compilados num post do blog texano The Real Nitty Gritty. Se você só conhecia Big Boys e Dicks agora poderá escutar nomes como Vomit Pigs, AK-47 e Plastic Dolls, entre outros heróis da obscuridade. Entre os discos estão a clássica compilação Bloodstains Across Texas, lançada em LP em 1992 e outras coletâneas menos conhecidas, como Texas Punk Singles vol. 1 e 2, E.S.R - Are We Too Late For The Trend, lançado originalmente em 1979, Tales From The Edge vol. 5 e 6, compilados em um único cd e a breve Sacred Cattle. Visitem:
The Real Nitty Gritty

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Los Reactors - Dead in the Suburbs (Rip Off, 2004)

Los Reactors é um daqueles segredinhos preciosos do punk rock. Desconhecido de muitos e que faz despertar a curiosidade de colecionadores, sempre atrás de mais um registro esquecido em algum rolo velho ou fita cassete mofada. Apesar do artigo em espanhol, a banda é americana, especificamente de Tulsa (Oklahoma). Sua discografia oficial se resume a dois singles, Dead in the Suburbs (1981) e Be a Zombie (1982), ambos lançados pela Cynykl Records. Na época eles foram bem recebidos nas collage rádios, e demais rádios independentes do começo dos 80, e possuíam certa quantidade de fãs na sua região. Contudo, depois o grupo caiu no esquecimento. Deixando para a posterioridade apenas seus dois compactos. Nos anos seguintes o grupo aparece em coletâneas piratas dedicadas à bandas obscuras. Surgem no centésimo volume da Killed by Death com as músicas Dead in the Suburbs e Laboratory Baby, ambas dos singles originais dos anos 80. O interesse pelos Reactors aumenta com o tempo e os curiosos queriam saber se existia algo além dos dois compactos. Em 1995 a Righteous Death Records vem saciar um pouco essa curiosidade e lança uma cassete, chamada Best of, com material inédito do grupo. A fita continha gravações ao vivo e de ensaios do grupo, inclusive com músicas até então inéditas. No ano 2000 o selo italiano Rave Up Records lança um LP contendo os dois compactos do grupo mais uma seleção das performances ao vivo contidas na fita Best of. Em 2004 a gravadora californiana Rip Off Records relançou em cd o material compilado pela Rave up em vinil. O disco levou o nome de Dead in the Suburbs, contendo ainda um vídeo com uma rara apresentação do grupo. Esse vídeo pode ser hoje visto facilmente no youtube. O que ressalta ainda mais a personalidade dos Reactors é seu teclado. Mas esqueça a sonoridade do garage rock sessentista ou seu revival, isso aqui está mais para uma espécie de new wave punk paranóica, que marca todo o percurso da canção Culture Shock. Essa música tem algo daquela tensão dos Screamers, tem algo de apocalíptico e desesperado, tem algo de Search & Destroy! Outros grupos também foram felizes na utilização de teclados, como os ingleses do Strangles. Em 2005 o grupo se reuniu para shows em sua cidade natal e em Nova Iorque, com planos de mais algumas apresentações para o futuro. E recentemente lançaram um dvd com essas apresentações, chamado Alive in the City que trás o grupo executando músicas nunca antes lançadas em cd, LP ou cassete. A criatividade dos Reactors fez com que sua música despertasse o interesse de outras gerações pelo seu legado. Bandas mais recentes como The Briefs tocaram em seus shows músicas como Dead in the Suburbs, provando a vitalidade da música dos Reactors.

Los Reactors - Dead in the Suburbs (Rip Off Records, 2004)

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Jay Reatard - It Ain't Gonna Save Me (2009)



Com seu som pop garage punk rock Jay Reatard vai dando cara própria à sua música. Essa canção é do novo álbum Wacht me Fall, lançado esse ano pela Matador Records. Ele sucede Blood Visions de 2006 e outros 11 singles publicados entre 2007 e 2008. Lançou também um split com o Sonic Youth nesse ano pela mesma Matador. O jovem Jimmy Lee Lindsay, seu nome verdadeiro, natural de Menphis (Tennessee), é bastante prolífico. Entre 1998 e 2006 participou de seis bandas diferentes, totalizando 43 lançamentos, entre singles e Lps. The Reatards foi seu primeiro grupo, com o qual lançou o lp Teenage Hate em 1998 pela sua conterrânea Goner Records. De lá pra cá até sua "carreira solo", como Jay Reatard, já tocou de tudo. Desde o garage punk a la Oblivians dos Retardados até experimentalismos synth punk no The Lost Sounds. Jay reatard parece ser mesmo sinônimo de hiperatividade.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

The Younger Lovers



De Oakland, Califórnia, vem o Younger Lovers. Seu vocalista, Brontez, produz o zine Fag School e contribui, como colunista, para a Maximum Rockandroll, onde escreve sobre sexo desde um ponto de vista gay. O grupo possui um ep chamado California Soul e um Lp com o nome de Newest Romantic, lançado pelo selo Reatard Disco. Aqui vai o vídeo de Danny e uma amostra do low fi punk do Younger Lovers.

sábado, 22 de agosto de 2009

Wavves - New song

Wavves from TERROREYES.TV on Vimeo.

Música nova do Wavves à sair num novo disco. Essa música é mais reta e sem muito experimentalismo. Quando o Wavves toca assim, me agrada mais.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Wavves - Wavves, Wavvves




O Wavves na verdade é Nathan Williams, um jovem de San Diego, Califórnia. Ele gastava seu tempo livre andando de skate e escrevendo sobre rap no seu blog. Um dia o rapaz se armou com um gravador de cassetes dos anos 80, o Tascam, e com o software Garage Band. Se trancou no quarto por um mês e compôs tanto material que rendeu dois discos. Aos poucos ele foi disponibilizando para download em dois 7", uma casssete e um EP. O DIY também acompanhou Nathan na produção da arte de seus lançamentos, com o rapaz desenhando e "scanneando" fotos para as capas. O primeiro álbum, self title, foi feito no mesmo gravador de quatro canais e saiu primeiro em cassete. Depois foi lançado em cd e lp, com cópias limitadas, pelo selo Woodsist em setembro de 2008. O segundo foi chamado Wavvves, com um "v" a mais que o primeiro disco. E foi lançado em fevereiro de 2009 pela Fat Possum Records, com produção do próprio Nathan.
A sonoridade do Wavves é bastante crua, mas repleta de melodias e alguns experimentos. Já disseram que é Buzzcocks com Beach Boys. E já chamaram até de no-fi e shit-gaze, tamanha é a bagaceira das gravações. Na verdade, o som é uma espécie de punk low fi, bem na linha das gravações da In The Red Records. Se você já escutou bandas como Cheap Time, Lovvers, No Age, Times New Vinkings ou até coisas um pouco mais antigas como Pussy Galore, dá para imaginar o som do Wavves. As músicas são batizadas com títulos imprevisíveis como "California Goths", "Summer Goths", "Killr Punx, Scary Demons", "Surf Goths" e "Beach Goths". As gravações caseiras foram tão bem vindas que o Wavves chegou a ser considerado "the next big thing" por alguns críticos e blogs. O Wavves escurcionou pelos EUA e foi chamado para uma turnê na Europa. Para acompanhá-lo ao vivo, Nathan chamou o baterista Ryan Ulsh. Nesse ano em Barcelona, no Primavera Sound Festival, Nathan teve uma briga no palco com Ryan e acabou insultando o público espanhol, que respondeu jogando garrafas e sapatos nele. O resultado disso foi a turnê européia cancelada. Depois, Nathan se desculpou publicamente dizendo que seu comportamento teria sido causado por um coquetel de ecstasy, valium e xanax. O Wavves continua tocando pelos EUA, para conferir sua agenda visite a página da banda no myspace.