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segunda-feira, 17 de maio de 2021

Muita polícia, pouca diversão: punk espanhol (1981-1983)



01. Codigo Neorotico - Quema tanques (1983)
02. La Uvi - Muerete (1982)
03. Desechables - Destruye y mata (1983)
04. Decibelios - Cortate las venas (1982)
05. Eskorbuto - Mucha policia, poca diversion (1983)
06. KGB - Treblinka (1983)
07. La Polla Records - Y ahora qué (1982)
08. Interterror - Adiós Lili Marleen (1983)
09. Los Nikis - Amenaza amarilla (1981)
10. Familia Real - Destruye (1982)
11. Vulpes - Me gusta ser una zorra (1983)
12. Siniestro Total - Ayatollah (1982)
13. Kangrena - Fum, fum, fum (1983)
14. Kaka de Luxe - La pluma eléctrica (1982)
15. Zoquillos - Nancy (1983)
16. Zarama - Ezkerralde (1982)
17. Parálisis Permanente - Autosuficiencia(1981)
18. Morticia y Los Decrepitos - Extraña invasión (1983)
19. Espasmódicos - Enciendes tu motor (1982)
20. Farmacia de Guardia - A Johnny le gusta el punk (1982)
21. Ultimo Resort - Johnny Mofeta (1982)
22. PVP - Miedo (1982)
23. TNT - 1984 [Euroshima] (1982)
24. O.X.Pow - Esperando en la calle (1983)
25. Toreros after Olé - Chicos de la calle (1983)
26. Larsen - Vomitas sangre (1983)
27. MG15 - Lucha contra el poder (1983)


segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

O disco e a conjuntura: MC5 - Kick out the jams




"And right now... right now... right now it's time to... KICK OUT THE JAMS, MOTHERFUCKER!"

O MC5 gravou o lendário Kick out the jams entre 30 e 31 de outubro, do também lendário ano, de 1968. Enquanto os rapazes de Detroit gravavam o disco o presidente Lyndon Johnson anunciava o cessar fogo terrestre, aéreo e naval ao Vietnam do Norte. Mas nem a guerra acabaria e nem o disco seriam lançados naquele ano. O disco só sairia pela Elektra Records no início de 1969 e a Guerra do Vietnã duraria até 1975.

Kick out the jams é basicamente um disco ao vivo, mas talvez um dos mais importantes discos ao vivo do rock. Depois de 43 anos ainda dá pra entender porque se escolheu gravar o disco dessa maneira. A energia do quinteto de Detroit ainda reverbera depois de quatro décadas de remodelações no cenário do rock, na indústria fonográfica e no mundo da política.

Nosso objetivo aqui é basicamente entender o cenário que donde emergiu o grito "Kick out the jams motherfuckers". Nesse sentido nos limitaremos a elencar alguns fatos históricos relacionados com o ano de gravação do disco, 1968.

2 de outubro – Massacre de Tlatelolco: protesto estudantil acaba em banho de sangue na La Plaza de las Tres Culturas in Tlatelolco, Cidade do Mexico, Mexico, 10 dias antes da abertura dos jogos Olímpicos de Verão de 1968.
Rua Maria Antônia, no Centro de São Paulo onde se localiza as faculdades Mackenzie e de Ciências e Filosofia da USP viram palco de um conflito entre estudantes de esquerda antiditadura e estudantes de direita e militares, dezenas ficam feridos. Entre os grupos paramilitares de direita participou o Comando de Caça aos Comunistas, da qual fazia parte o hoje senhor Boris Casoy.

11 de outubro - Lançamento da Missão Apollo 7

12-27 de outubro - Ocorrem os XIX jogos olímpicos na Cidade do México

14 de outubro - A Marinha e o Exército estadunidense enviam 24 mil soldados ao Vietnam.
UNE realiza seu XXX Congresso na clandestinidade em plena Ditadura civil-militar no Brasil. O Congresso acaba sendo descoberto pela polícia e mil e duzentos estudantes são presos.

15 de outubro - Lede Zeppelin faz sua primeira apresentação ao vivo, realizada na Universidade de Surrey

16 de outubro - Na Cidade do México, os atletas negros americanos Tommie Smith e John Carlos levantam os braços em uma saudação black power, depois de vencer, respectivamente, o ouro ea medalha de bronze nos 200 metros olímpico.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Jessy from Mexico









Hoje no myspace me deparei com essa moça mexicana chamada Jessy Bulbo. Sua banda é da Cidade do México e seu som é um punk rock com doses de garagem e pop. Confiram o vídeo com uma estranha dança de punks mexicanos e o myspace de Jessy, assim como suas picantes fotos. Hasta la vista!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

O original e a versão: Police on my back

Muitos talvez pensem que a versão de Police on my back tocada pelo Clash em Sandinista seja a original, mas não é. A composição e gravação original é de Eddy Grant e do grupo pop londrino dos anos 60 The Equals. Grant depois ficaria conhecido como cantor de reggae. Confiram aqui as duas versões.



quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O som do Tennessee

Ao longo desses três anos de blog já apresentamos algumas bandas do Tennessee como Jay Reatard e Cheap Time. Agora apresento mais duas, ambas do selo Infinity Cat. São elas Jeff The Brotherhood com uma sonoridade bem variada num mix de college rock dos 80 e 90, Stooges e garage diluído. Em seguida as meninas do Heavy Cream com uma clara influência de Runnaways e daquele punk com um pé no hardrock setentista. Confiram as capas dos últimos lançamentos das bandas.











sábado, 11 de setembro de 2010

Honra e glória a Joe Strummer



Versão de Joe Strummer and The Mescaleros para Redemption Song" de Bob Marley.

"Mas minha mão foi feita forte
Pela mão do Todo-Poderoso

Nós avançamos nessa geração

Triunfantemente

Você não vai ajudar a cantar

Essas canções de liberdade?

Porque tudo que eu tenho sempre

canções de redenção

canções de redenção"

domingo, 1 de agosto de 2010

Transistors, FuzzFaces e Os Haxixins

Três momentos da recente garagem paulista, possivelmente o que melhor se produziu em termos de garage rock no Brasil nos últimos 10 anos.





sexta-feira, 30 de julho de 2010

ZZ & De Maskers - Dracula (1964)



Dando prosseguimento a nossa arqueologia do punk rock voltamos aos anos 60, especificamente a Holanda no ano de 1964 e aos ZZ & De Maskers numa apresentação na TV. É nederbeat com espírito punk.

sábado, 17 de julho de 2010

Os Estudantes na MRR de agosto

Os cariocas do Estudantes sairão na capa da edição de agosto da Maximum Rocknroll, um dos mais antigos zines punks estadunidenses, na ativa desde o final dos anos 70. A foto que estampa a capa é do "fudido e xerocado" Mateus Mondini. Os Estudantes são responsáveis pelo mais interessante e melhor disco brasileiro de punk rock de 2009, seguidores que são da cartilha Black Flag, elevaram o punk nacional a um nível bem acima da média do que estamos acostumados a ouvir por aqui. Audição obrigatória! 

domingo, 30 de maio de 2010

Mais punk suéco: Masshysteri

O Masshysteri é outra banda de Umea, faz um som na linha do punk e do post punk, canta em suéco e possui dois álbuns Var Del Av Stan  de 2008 e um self title de 2010. Robert Pettersson, nos vocais e guitarra, é o mesmo que tocava contrabaixo no Regulations. O leitor atento irá perceber que o local onde eles tocam é o mesmo do vídeo do AC4, que também possui um membro do Regulations, o baterista Jens Nordén. Na verdade, o vídeo se trata de uma festa realizada em 19/06 de 2009 por ocasião do aniversário do Dennis Lyxzén do AC4. Curtam o som!

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Las Robertas - lofi punk da Costa Rica

Se você gosta de Dum Dum Girls e Vivian Girls com certeza irá apreciar Las Robertas. Elas lançaram um disco esse ano com o nome de Cry out Loud e que passei pelas fronteiras sonoras das bandas já citadas, ou seja, o lofi, shoegaze, punk e reminiscências de girl groups. Além do som, que segue essa escola atual de bandas, o que mais me impressionou foi que elas são da Costa Rica, mais especificamente da capital San José. Não é muito comum sabermos de bandas da América Central, e de repente ter conhecido Las Robertas foi uma boa surpresa. Abaixo segue um vídeo das garotas.

00's generation - sintetizando 30 anos de música alternativa

As bandas da década 00 emularam vários sons do rock alternativo da geração de 77, dos anos 80 e dos 90 também. Talvez as Vivian Girls sejam o nome que melhor representa o que estou falando. Ao mesclarem em faixas de três minutos punk com lo fi dos anos 80, como Beat Happening, e o shoegaze, tipo My Bloody Valentine. A recente geração vem fazendo um som novo que historicamente só poderia surgir nos dias de hoje, pois fundem os sons e melodias de três décadas passadas e se beneficiam do acúmulo estético de mais de 30 anos de música alternativa. Á fórmula punk-lofi-shoegaze você acrescenta as variantes garage rock (Jay Reatard), girl groups (Vivian Girls), o experimentalismo ala Crass do No Age, o power pop do Cheap Time e o noise punk do Wavves. O modus operandi das antigas bandas alternativas também foi mantido, o do it yourself não é somente um elemento estético, mas também prático, a maioria das bandas lança por selos independentes. Nesse sentido aqui vai uma lista das bandas que sintetizam o som de hoje e apontam para o que acontecerá nos próximos anos na música alternativa.








Cheap Time                                                                        


quinta-feira, 27 de maio de 2010

Germs - Live at the Starwood: December 3, 1980

The Germs are to the Los Angeles punk scene what Brian Jones was to the Stones or Syd Barrett to Pink Floyd — the primal creative force that was both too flatulent to live with and too vital to have come into being without.” Jonathan Gold


No dia 7 de dezembro de 1980, Darby Crash cometia suicídio com uma overdose de heroína. Quatro dias antes o Germs fazia, sem saber, sua última apresentação com Darby como seu front man. Se não fosse a Rhino records esses seriam apenas dados cronológicos e necrológicos sobre a vida e morte de uma das figuras mais marcantes do punk de Los Angeles e do mundo. É que a gravadora acabou de lançar em cd o último show do Germs com Darby nos vocais. Com o nome de "Live at the Starwood: December 3, 1980" o disco não só tem todo um ar histórico, como dizem que é uma das melhores apresentações da banda. O Germs estava há um ano sem tocar junto, existia muita acumulação de energia primitiva para ser dissipada naquela noite de 3 de dezembro. A apresentação contém músicas de seu primeiro ep Lexicon Devil e do álbum GI. Além do menu clássico, possui a canção Lion's Share, gravada em 1979 e produzida por Jack Nietzsche para um filme com Al Pacino, Cruising, e um cover do Public Image LTDA, totalizando 22 faixas. Para os fanáticos, o disco inclui uma reprodução do cartaz do show e do set list da apresentação daquela noite. Um documento histórico da produção do Germs e da primeira geração do punk de Los Angeles que não pode passar batido pelos seus ouvidos.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Dennis Lyxzén e o novo hardcore suéco

Se no final dos anos 90 você gostava do Refused e curtia aquela mistura ideológica de Maio de 68 com a classe de 1977 e toda sorte de experimentalismos, levados a sério pelo grupo para expandir o punk rock, e se depois você se interessou ainda mais pela mistura de comunismo e garage rock do International Noise Conspiracy, o nome Dennis Lyxzén lhe diz alguma coisa. Nada mais do que a cabeça pensante por detrás dessas duas grandes bandas suecas. Agora o jovem Dennis volta as suas origens com o grupo AC4 e despeja toneladas do velho e bom hardcore nos moldes dos anos 80. O AC4 lançou um disco (s/t) em 2009 pelo selo sueco NY Vag e mais alguns compactos. Uma observação quanto ao selo. Ele é meio que um espelho de Umea, a cidade de onde saiu gente como Regulations, Masshysteri e The Vicious, lançando material de todas esses bandas. Fiquem agora com um vídeo contendo apresentação do AC4 executando a maravilhosa Let's go to war, entre outras. Nos próximos posts, mais bandas suecas. Longa vida a Umea!

quarta-feira, 19 de maio de 2010

O que tem na bolsa das Vivian Girls?



Nesse vídeo as Vivian Girls revelam seu bom gosto.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Justin Bieber X Tiny Masters of Today

Enquanto todo mundo em 2010 perde tempo com o sex appeal infanto juvenil de Justin Bieber, eu gostaria de apresentar uma dupla de jovens irmãos que atendem musicalmente pelo nome de Tiny Masters of Today. Eles são Ivan de 16 anos e Ada de 14. São de Nova Iorque, especificamente do Brooklin e já lançaram dois álbuns Bang Bang Boom Cake (2007) e Skeletons (2009) além de eps, singles e participação na compilação ArtRocker (2006). Podemos dizer que o som segue uma tendência que ganhou corpo nos anos 2000, uma mistura de lo fi com punk rock e indie. Reconhecendo a heterogeneidade das bandas que seguem esse menu, podemos dizer que esses moleques fazem parte do mesmo bolo musical do Wavves, Lovvers, No Age e Vivian Girls, gente que escutou Ramones e Sonic Youth na mesma proporção. Voltando ao Tiny Maters, neles prevalece a essência sobre a aparência, não são tão "fofinhos" quanto o Bieber, mas são mais prolíficos e criativos. E não se deixem enganar pela idade, estão fazendo música acima da média de muito marmanjo ressuscitado dos anos 80.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Igreja do Sexo: goth-punk entre o sombrio e a fúria

É muito gratificante quando a Web consegue lhe oferecer algo mais do que rede sociais, mensagens de 140 caracteres e spams.

Conheci a Igreja do Sexo pelo myspace quando eles tinham apenas seus arquivos de ensaio. Agora saiu um ep chamado Hall da Escória, pela Zorch Factory Records.

Depois da entrada e saída de integrantes o grupo voltou para sua formação original, um duo formado pelo casal Sonâmbulo (vocais, baixo e programação) e Rasputina (guitarra). A idéia inicial do grupo paulista era fazer um som mais punk na cena goth/dark wave e podemos dizer que em Hall da Escória eles conseguiram atingir seu objetivo. Em 2009 participaram do Brazilian Tribute To The Original TSOL, o que já deixa bem claro suas raízes no goth-punk.

Não bastasse a ousadia de "re-fundir" punk e goth, o Igreja do Sexo vai mais além e entrega para os ouvinte um surf-goth-punk em Surf Aliens, quebrando o limite das estéticas roqueiras.

Para quem tem medo de se arriscar musicalmente e criativamente, talvez a Igreja do Sexo soe punk demais para os guetos goths e gótico demais para a estreita visão de certos punks. A fusão de punk e goth quando bem feita consegue transitar seguramente na fronteira dos dois estilos e casar os elementos em comum, a fúria e o sombrio, sem perder a identidate, sem se tornar uma panacéia desconfigurada. O órgão que ambienta as músicas dá um toque especial ao som da Igreja do Sexo, o que me lembra um Los Reactors sinistro, uma espécie e killed by death do cemitério. No geral o som remonta as boas bandas punks dos 70 e ao goth original dos 80, onde UK Decay com certeza é uma referência.
 
 

quarta-feira, 31 de março de 2010

135 Grand Street New York - No wave em DVD

Saiu esse mês na gringa o documentário sobre no wave 135 Grand Street, New York, 1979 dirigido por Ericka Beckman e lançado pelo polivalente selo inglês Soul Jazz Records.

O documentário conciste basicamente da apresentação das bandas do início da no wave em um loft no centro de Nova Iorque. Entre os grupos estão o mitológico Theoretical Girls de Glenn Branca, Youth in Asia e Steve Piccolo. Nada melhor do que um loft na big apple para dar todo aquele ar artístico que a no wave exalava entre barulho, "desarranjo" e experimentalismo.

As raras imagens que compõe o DVD antes só poderiam ser conferidas nas apresentações do Sonic Youth, que as exibia durante suas apresentações. De lambuja a Soul Jazz está lançando também a trilha sonora do documentário contendo 16 faixas.

Com certeza o documentário tem a capacidade de registrar um dos raros momentos do mais comentato, mas pouco compreendido desenvolvimento do post punk norte-americano.
 

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Relembrando The Reatards



Há uma década atrás.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

The almost forgotten, classic 1970s Detroit African-American proto-punk band

Estamos acompanhando o Death desde que se deu o seu redescobrimento por uma nova geração de ouvintes.

Nossa saga começou pela valorização do ep de 1974 que estava circulando na Web, o qual registramos em nossa coletânea 70's Raw Power em novembro de 2008. Depois veio o lançamento do álbum For The Whole World To See em 2009, contendo músicas nunca antes lançadas. O desfecho da retomada desse seminal grupo de jovens negros de Detroid se deu com a produção do documentário Death - Where Do We Go From Here? e de uma mini-turnê pelos EUA. Agora, em 2010, o grupo vai ser capa da MaximumRocknroll de março, a qual conterá uma entrevista com os sobreviventes.

Definitivamente, hoje o Death já está registrado nos anais do punk rock. Depois de um lapso de 35 anos o grupo tem o reconhecimento que merece.