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quarta-feira, 24 de março de 2010

Hooliganismo aplicado ao cinema

Quando se escuta a palavra "hooligan" o que vem a sua mente? Aposto que você pensou em futebol e violência. Mais a vida desse tipo social já gerou alguns filmes que mostram que seu cotidiano vai além desse binômio. 

A difusão massiva do termo hooligan nasceu na Inglaterra junto com a Copa Mundial de futebol de 1966, quando a mídia passou a se referir assim aos fãs de futebol "mais animados". Aqui na América Latina temos o termo correlato barra bravas, surgido na Argentina no começo dos anos 60, cunhado pela mídia e inicialmente chamado de barra fuerte. Outro termo usado para nomear os ardorosos fãs de fotebol é ultras. Esse surge na Itália dos anos 60, mas só começa a ganhar notoriedade na década de 80. O termo ultras por vez possui conotação mais política e é usado por torcidas que se identificam desde a extrema direita até a extrema esquerda.

Em alguns lugares da Europa os fanáticos por futebol vieram a criar subculturas dentro de subculturas, como o caso do skinhead que herdou o gosto por futebol de seu avô hooligan e os casuals dos anos 70 na Inglaterra, surgidos dentro do hooliganismo e amantes de roupas esportivas, como os casacos e tênis da Adidas.

O fato é que o tema foi apropriado pelo cinema e gerou várias películas, produzidas desde 1988 até 2009. The Firm, de 1988, foi feito para a TV e refilmado para o cinema em 2009, infelizmente não achei vídeo do original. Lixo Jovem fez uma listinha para compartilhar com seus leitores os filmes que retrataram o cotidiano do fã de futebol. Se você quer ir além da locadora procure o livro Entre os Vandalos, escrito por Bill Buford, criador do terno "hooliganism". O livro foi publicado no Brasil pela Companhia das letras.


I.D (1995)



The Football Factory (2004)



Green Street Hooligans (2005)



Rise of The footsoldier (2007)



Cass (2008)


Awaydays (2009)


The Firm (2009)

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Los Reactors - Dead in the Suburbs (Rip Off, 2004)

Los Reactors é um daqueles segredinhos preciosos do punk rock. Desconhecido de muitos e que faz despertar a curiosidade de colecionadores, sempre atrás de mais um registro esquecido em algum rolo velho ou fita cassete mofada. Apesar do artigo em espanhol, a banda é americana, especificamente de Tulsa (Oklahoma). Sua discografia oficial se resume a dois singles, Dead in the Suburbs (1981) e Be a Zombie (1982), ambos lançados pela Cynykl Records. Na época eles foram bem recebidos nas collage rádios, e demais rádios independentes do começo dos 80, e possuíam certa quantidade de fãs na sua região. Contudo, depois o grupo caiu no esquecimento. Deixando para a posterioridade apenas seus dois compactos. Nos anos seguintes o grupo aparece em coletâneas piratas dedicadas à bandas obscuras. Surgem no centésimo volume da Killed by Death com as músicas Dead in the Suburbs e Laboratory Baby, ambas dos singles originais dos anos 80. O interesse pelos Reactors aumenta com o tempo e os curiosos queriam saber se existia algo além dos dois compactos. Em 1995 a Righteous Death Records vem saciar um pouco essa curiosidade e lança uma cassete, chamada Best of, com material inédito do grupo. A fita continha gravações ao vivo e de ensaios do grupo, inclusive com músicas até então inéditas. No ano 2000 o selo italiano Rave Up Records lança um LP contendo os dois compactos do grupo mais uma seleção das performances ao vivo contidas na fita Best of. Em 2004 a gravadora californiana Rip Off Records relançou em cd o material compilado pela Rave up em vinil. O disco levou o nome de Dead in the Suburbs, contendo ainda um vídeo com uma rara apresentação do grupo. Esse vídeo pode ser hoje visto facilmente no youtube. O que ressalta ainda mais a personalidade dos Reactors é seu teclado. Mas esqueça a sonoridade do garage rock sessentista ou seu revival, isso aqui está mais para uma espécie de new wave punk paranóica, que marca todo o percurso da canção Culture Shock. Essa música tem algo daquela tensão dos Screamers, tem algo de apocalíptico e desesperado, tem algo de Search & Destroy! Outros grupos também foram felizes na utilização de teclados, como os ingleses do Strangles. Em 2005 o grupo se reuniu para shows em sua cidade natal e em Nova Iorque, com planos de mais algumas apresentações para o futuro. E recentemente lançaram um dvd com essas apresentações, chamado Alive in the City que trás o grupo executando músicas nunca antes lançadas em cd, LP ou cassete. A criatividade dos Reactors fez com que sua música despertasse o interesse de outras gerações pelo seu legado. Bandas mais recentes como The Briefs tocaram em seus shows músicas como Dead in the Suburbs, provando a vitalidade da música dos Reactors.

Los Reactors - Dead in the Suburbs (Rip Off Records, 2004)

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Dean Carter - Call of The Wild ( 2004, Big Beat)


O Chamado do Selvagem - O elo perdido entre o rockabilly e o garage rock
Dê uma sacada na capa ai de cima, parece um rockabilly rocker dos anos 50, não? Mas as aparências enganam, Dean Carter é uma espécie de anomalia sonora gerada nos anos 60. O elo perdido entre o rockabilly dos anos 50 e o garage punk dos anos 60!!! Tente imaginar o cruzamento de um Elvis raivoso com a fúria garageira de um The Sonics ou ainda um Gene Vincent sendo acompanhado pelo The Seeds num restaurante de beira de estrada ou Eddie Cochran e Music Machine jogando sinuca (bilhar) numa taberna com luz verde fraca e talvez você possa imaginar o som de Dean Carter.

Vindo de Champaign, Illinois, Dean Carter começou a gravar demos em 1959 (inclusas nesse cd) que viriam a marcar seu som peculiar, parte rockabilly, parte garage punk dos mais devastadores. Aqui não há espaços para firulas psicodélicas, é rock bruto, fuzz barulhento e esquisito, riffs rockabilly com atmosfera sessentista, é isso ou quase isso.

O obscuro Dean Carter teve toda sua obra resgatada em 2004 pela Ace Records através de seu selo Big Beat, que possui em seu catálogo reedições do The Sonics, Zombies e até Big Star. Músicas de Dean Carter antes só podiam ser conferidas na coletânea Pebbles Vol. 6: Chicago Part 1, do qual fazem parte Jailhouse Rock e Rebel Woman. Em Call of The Wild temos tudo o que Dean produziu entre 1959-1969.

Jailhouse Rock é a canção síntese de Dean Carter, uma releitura desse clássico com um começo devastador, vocal rocker, fuzz ao fundo e uma menina insana de 12 anos (!!!) tocando um clarinete pertubador! É punk do começo ao fim.




Ouça online
Dean Carter - Jailhouse Rock



Tracklist

1. Jailhouse Rock
2. Mary Sue
3. I Got A Girl
4. Rebel Woman
5. Call Of The Wild
6. Sizzlin Hot
7. Loves A Workin
8. Dont Try To Change Me
9. Fever
10. Im Leavin
11. Dr Feelgood
12. You Tear Me Up
13. Run Rabbit Run
14. Midnight Sun
15. Sugaree
16. Black Boots
17. Love Eyes
18. Dobro Pickin Man
19. The Lucky Man
20. The Lucky One
21. Shadow Of Evil
22. Boppin The Bug
23. Hannah Hannah
24. Cry Blue
25. Good Side Of My Mind
26. Forty Days
27. School Work
28. Would You Believe

PARTE 1
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PARTE 2
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