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quarta-feira, 31 de março de 2010

135 Grand Street New York - No wave em DVD

Saiu esse mês na gringa o documentário sobre no wave 135 Grand Street, New York, 1979 dirigido por Ericka Beckman e lançado pelo polivalente selo inglês Soul Jazz Records.

O documentário conciste basicamente da apresentação das bandas do início da no wave em um loft no centro de Nova Iorque. Entre os grupos estão o mitológico Theoretical Girls de Glenn Branca, Youth in Asia e Steve Piccolo. Nada melhor do que um loft na big apple para dar todo aquele ar artístico que a no wave exalava entre barulho, "desarranjo" e experimentalismo.

As raras imagens que compõe o DVD antes só poderiam ser conferidas nas apresentações do Sonic Youth, que as exibia durante suas apresentações. De lambuja a Soul Jazz está lançando também a trilha sonora do documentário contendo 16 faixas.

Com certeza o documentário tem a capacidade de registrar um dos raros momentos do mais comentato, mas pouco compreendido desenvolvimento do post punk norte-americano.
 

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

V.A No New York (Antilles, 1978)

O punk rock foi um dos mais influentes acontecimentos na música pop. Você pode constatar isso através dos inúmeros subgêneros desencadeados a partir dele. Chamaram o que veio antes dele de proto punk e o que veio depois de post punk. As possibilidades que ele abriu, ou, reabriu, deram margem tanto ao pop da new wave como ao art rock do post punk. No entanto nem todas as manifestações derivadas a partir do punk do final dos anos 70 ganharam a visibilidade do post punk ou da new wave. Entre elas está a mais barulhenta e angular música proveniente de Nova Iorque. Estou falando da No Wave. Se a new wave era o filho radiofônico bastardo do punk e o post punk seu filho da escola de arte, o pessoal da no wave estava interessado, acima de tudo, em barulho. Assim como o post punk ele continha um ar avant garde e o gosto pela desconstrução de melodias e por sonoridades atônais. Mas tudo isso envolto em camadas de barulho. A raiva, a agressividade e o tom de confronto, tão característicos do punk, não foram deixados de lado. Basta constatar a maneira própria de James Chance cantar ou como o DNA se expressa. Uma das formações iniciais da no wave foi o Teenage Jesus and the Jerks, com a front woman, guitarrista e vocalista, Lydia Lunch. James Chance chegou a tocar seu sax desconstruído com eles, mas logo formou seu The Contortions. No entanto, a parceria está registrada num ep de 1979, chamado Pre Teenage Jesus, um raro momento de simbiose das duas figuras mais representativas da no wave. A compilação No New York, foi idéia de Brian Eno. Ele queria registar em um disco aquela cena experimental e barulhenta que se concentrava no East Village. Foi tentar convencer a Island Records para lança-la. E em 1978 sai pela subsidiária Antilles o disco com o Tennage Jesus, DNA, James Chance and The Contortions e Mars. Um registro fresquinho, vide o ano de lançamento. Alguns importantes nomes como o Theoretical Girls, de Glenn Branca, ficaram de fora. Mas mesmo assim ela consegue registar aquele curto período de ebulição experimental e agressiva que foi a no wave. Apesar de vida curta e, para alguns, de difícil digestão, a no wave deixou sua marca no espectro do rock alternativo. Thurston Moore e Lee Renaldo tocaram com Glenn Branca, que foi um dos mentores do pessoal que criou EVOL. Provavelmente sem a no wave não existiria o Sonic Youth.

track list

A1 Contortions - Dish It Out
A2 Contortions - Flip Your Face
A3 Contortions - Jaded
A4 Contortions - I Can't Stand Myself
A5 Teenage Jesus and The Jerks - Burning Rubber
A6 Teenage Jesus and The Jerks - The Closet
A7 Teenage Jesus and The Jerks - Red Alert
A8 Teenage Jesus and The Jerks - I Woke Up
B1 Mars - Helen Fordsdale
B2 Mars - Hairwaves
B3 Mars - Tunnel
B4 Mars - Puerto Rican Ghost
B5 D.N.A. - Egomaniac's Kiss
B6 D.N.A. - Lionel
B7 D.N.A. - Not Moving
B8 D.N.A. - Size

V.A No New York (Antilles, 1978)