terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Selvagens Vol 4 - 60s beat & punk girls from Brazil






01. Enza Flori - Bata, bata é pau (1968)
02. Silvinha - Botar pra quebrar (1967)
03. Kátia Cilene - Pare de falar (1968)
04. As Brasas - É bom saber (1967)
05. Wanderlea - Vou lhe contar (1967)
06. Kátia Cilene - Brasa viva (1968)
07. Hilda Cristine - É por você (1964)
08. Sonny Delane - Sem beijo não dá pé (1965)
09. Alceli Camargo - A volta do broto (1966)
10. Sonny Delane - Não sei (1965)
11. Kitty e Ketty - Ora se vai (1967)
12. Maritza Fabiani - Quero um Beatle de presente (1967)
13. As Oncinhas - Noite fria (1966)
14. Norma Kelly - A canção que a guitarra não tocou (1967)
15. Bárbara - Doce amor (1968)
16. Alice - O telefone (1968)
17. Wanderlea - Prova de fogo (1967)
18. Fátima Reis & The Rolling Fevers - Amando você (1966)
19. Silvinha - Banho de sorvete (1968)
20. Denise Barreto - Você me acende (1967)

domingo, 1 de setembro de 2019

Em breve: Selvagens Vol 4 - 60s punk & freakbeat girls from Brazil


Festa Punk Vol. 1






01. Bikini Kill - Rebel Girl
02. Thee Headcoatees - Ca Plane Pour Moi
03. The Weirdos - We Got The Neutron Bomb
04. Adolescents - Amoeba
05. JFA - Preppy
06. Agent Orange - BloodStains
07. Gray Matter - Give me a clue
08. The Adverts - Gary Gilmore's Eyes
09. The Homosexuals - Neutron Lover
10. The Buzzcocks - Ever Fallen In Love (With Someone You Shouldn't've)
11. The Undertones - Teenage Kicks
12. Dago Red - My proper place
13. Death - Keep On Knocking (1974)
14. The Dickies - Nights In White Satin
15. Cock Sparrer - Working
16. Sham 69 - If The Kids Are United
17. The Jam - Town Called Malice
18. Gang of Four - Damaged Goods (EMI Version)
19. The Germs - Lexicon Devil 2
20. Modernettes - Barbra
21. Nikki and the Corvettes - Young & Crazy
22. Misfits - Teenagers From Mars
23. The Clash - Tommy Gun
24. Black Flag - Luie Louie
25. Dead Kennedys - Your Emotions
26. Minor Threat - I Don't Wanna Hear It
27. Bad Brains - Banned in D.C
28. Circle Jerks -Wild in the streets
29. Wipers - Tragedy
30. The Replacements - Careless
31. The Lemonheads - Hate Your Friends
32. Mudhoney - Hate The Police
33. Eddy Current Supression Ring - which way to go

The Dark Side of the 80s - Brazilian Punk & Post-Punk (1981-1984)




01. Agentss - Angra (1981)

02. ZERO - Cidade Maldita (1984)

03. IRA! - Gitos na Multidão (1984)

04. Camisa de Vênus - Meu Primo Zé (1983)

05. Lixomania - Violência e Sobrevivência (1982)

06. Voluntários da Pátria - Cadê o Socialismo (1984)

07. Inocentes - Miséria e Fome (1983)

08. Azul 29 - Video-Game (1984)

09. Olho Seco - Nada (1983)

10. Ratos de Porão - F.M.I (1984)

11. A Gota Suspensa - Sonho (1983)



70s Brazilian Girls - Songs of Empowered Women (1970-1973)


01. Silvinha - Você já morreu e se esqueceu de enterrar (1971) 

02. Wanderléa - Back in Bahia (1972) 

03. Vanusa - Eu vou ser eu (1971)

04. Cleide Alves - Você já teve a sua chance (1970) 

05. Martinha - Quero ver (1970) 

06. Evinha - Tema de Adão (1971)

07. Cláudia - Deixa eu Dizer (1973)

08. Célia - A hora é essa (1972)

09. Elza Soares - Saltei de banda (1972)

10. Marilene - Sinal vermelho (1973)

11. Lena Rios - Eu sou eu, Nicurí é o Diabo (1972)

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Transviados - Brotos, Bruxas e Lúcifer (1960-1965)




01. Eduardo Araújo com Conjunto e Coro do Clube do Rock - Prima Daisy (1961)

02. Wilson Miranda - Bata Baby [versão Long tall Sally] (1960)

03. Albert com Os Lunáticos - Garota quadrada (1964)

04. Teddy Milton - Meu Broto [versão de My bonnie] (1964)

05. Cleide Alves - Mamãe acha que é normal (1964)

06. Albert com The Rebels - Meu broto só pensa em estudar (1964)

07. Cleide Alves - Brotinho transviado (1964)

08. Luizinho E Seus Dinamites - Eu Vou à Lua (1963)

09. Ed Wilson com Renato e Seus Blue Caps - Patrulha da Cidade (1964)

10. Eduardo Araujo - Deixa o rock - (1961)

11. Os Cometas - Micróbio do rock (1961)

12. Demétrius com The Clevers - A bruxa (1964)

13. Demétrius - Rock do sacy [versão de She's got it] (1961)

14. Hélio Ramos - Rock do lobisomem (1961)

15. Sérgio Murilo - Lúcifer (1965)

16. Albert com The Hits - I Hate Lies (1963)

Download Transviados - Brotos, Bruxas e Lúcifer (1960-1965)

Streaming Transviados - Brotos, Bruxas e Lúcifer (1960-1965)

Obs: existe um erro na capa referente a quantidade de faixas da coletânea, em breve ele será corrigido.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Trash Talk e Black Breath

Atualizando visualmente os bons discos lançados em 2012. Trash Talk com hardcore, skate e delinquência  e Black Breath com uma tsunami de death, punk, thrash, black e também hardcore




sábado, 12 de janeiro de 2013

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Lixo Jovem no Portal Rock Press



Agora também estou escrevendo no Portal Rock Press. Escrevo a coluna Subsolo e publiquei um artigo sobre a história do garage rock. Abaixo seguem os links.

Garage rock: O poder cru do rock and roll

Conheça os pais do Sonic Youth: A no wave e a desconstrução do punk

Best of 2012, segundo Lixo Jovem












OFF! - OFF!













Strife - Witness a Rebirth













Black Breath - Sentenced to Life













Cannibal - Corpse Torture












Trash Talk - 119













Spine - Subhuman













The Caravan - EP



Nacional













Final Round - Now or never














Os estudantes - Pedras portuguesas na sua cabeça













Renegades of Punk - Coração Metrônomo













Skate Pirata/Cidade Cemitério - Rolê pagão (split)














Derrotista - st

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

A volta do Strife


Depois de onze anos o Strife lança um disco, marcando com  Witness a rebirth seu retorno com um hardcore new school vigoroso. Destaque para a bateria de Igor Cavalera presente na gravação.

Abaixo o vídeo de Torn apart e em seguida o making of da produção do novo disco.




quarta-feira, 4 de julho de 2012

Jay-Z, Kanye West e a recuperação da rebeldia enquanto mercadoria



1. Até o maisntream apela para a rebeldia. Mas só apela na medida em que pode transformá-la em mercadoria. 

2. Só recupera a rebeldia para o sistema como estratégia de marketing e não como estratégia revolucionária.

3. A recuperação da rebeldia se dá nos limites de estratégia de venda, jamais podendo ultrapassá-la. 

4. A ultrapassagem significaria um golpe nas vendas e no calculo custo-benefício. Significaria o próprio questionamento da mercadoria.

5. Rebeldia sim, mas só até o ponto em que ela faz a  juventude occupy wall street e indignada voltar aos centros financeiros, agora não mais para rebelar-se, mas para comprar cds.

6. É apenas o mercado sequestrando a estética dos protestos para atingir suas metas de venda.


Lixo Jovem, julho de 2012

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Mod Revival: pós punk, gangues e Margareth Thatcher



No one really had expected the mod phenomenon to achieve a second coming, but in the late summer of 1979, parkas, scooters and target T-Shirts were once again a regular sight in the High Streets of Britain.
Chris Hunt , NME, 2005

This is Mod é uma série em seis volumes indicada pra quem deseja conhecer um pouco do que foi o final dos anos 1970 e início dos 1980 em termos musicais na Inglaterra pós punk. Nessa época o thatcherismo (referência a Margareth Thatcher) dominava a Inglaterra, entrava em ação o projeto piloto do neoliberalismo que depois se tornaria um padrão mundial, marcado basicamente pela privatização, combate ao sindicato de trabalhadores e de conquistas trabalhistas como salário mínimo. O mod revival foi praticamente um retorno da estética mod dos anos 1960, só que no clima de erosão dos direitos sociais dos anos 80,  adicionada de influências musicais pub rock, punk, new wave, ska, soul, reggae e rhythm and blues. Esse retorno aos anos 60, mas marcado por novas influências foi melhor sintetizado pelo The Jam. Esse revival foi paralelo ao surgimento de outros segmentos subculturais juvenis na Inglaterra como os Casuals, uma derivação oitentista do holliganismo clássico britânico de décadas anteriores, que se diferenciavam de seus avós hooligans e skinheads basicamente pela preferência a roupas esportistas do tipo casacos e tênis da Adidas. Os casuals foram musicalmente influenciados por esse revival mod.

Lixo Jovem, maio de 2012.



Escutar: This is Mod, Vols. I (1995), The best of (1998).

Assistir: Alwaysdays (Pat Holden, 2009, UK); The Firm (2009, Nick Love, UK).

Ler: Awaydays (Kevin Sampson, 1998).

Carty (Nicky Bell) à esquerda e Elvis (Liam Boyle) à 
direita em Awaydays (2009). Elvis está vestido dentro 
dos padrões do mod revival.

Bex (Paul Anderson) à esquerda, num momento 
mod revivalista na película casual The Firm (2009).




A banda contemporânea inglesa The Rascals toca All That Jazz do Echo and
The Bunnymen num clima mais mod revival.

Ver também:
Hooliganismo aplicado ao cinema

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Tristessa - Jack Kerouac



Santa Tristessa

Tristessa é uma narrativa urbana e poética em primeira pessoa acerca da paixão semi declarada do escritor Jack pela prostituta Tristessa e estruturada no ritmo das idas e vindas dos dois em busca de drogas e amor. Pode não ser uma história de amor, mas é com certeza uma história sobre amor. 

A trama se passa na Cidade do México dos anos 1950, mais precisamente em sua periferia e bocas de fumo, nos bairros populares precários sem saneamento habitados pela classe trabalhadora, mas também pelo lumpemproletariado, prostitutas e vagabundos. Tristessa, assim como outros livros de Kerouac é baseado na vida do autor mesclando elementos biográficos e ficcionais. A novela possui cinco personagens, as prostitutas Cruz e Tristessa, os viciados El índio e Old Bull e o narrador, o próprio Jack. Se livros como On The Road ou Dharma Bums são ambientadas em estradas, ferrovias e montanhas, a novela poética Tristessa se passa, na maior parte do tempo, em sujos ambientes de quatro paredes habitados por viciados em busca de uma dose. Toda a novela é impregnada por um clima junk de chapação, drogas, alcoolismo, embriaguez, desorientação mental, enjoo e vomito, numa narrativa frenética marcada por espanholismos e uma construção literária entre a prosa e a poesia que em certos trechos lhe fazem lembrar o poema Uivo de Allen Gisnberg.

Nesta novela estão presentes os elementos costumeiros da escrita de Kerouac como o cristianismo e sua aproximação com o budismo, a junção entre profano e sagrado representado por Tristessa, uma prostituta viciada católica praticante, diálogos semifilosóficos e semirreligiosos que desembocam na criação de alguma máxima zen budista do tipo “nascidos para morrer”, a presença de amigos pessoais do autor como personagens semibiográficos, neste caso William Burroughs como Old Bull. Tudo isso embalado por citações de músicas de Frank Sinatra.

Como dito no início do texto, essa pode não ser uma história de amor clássica, mas é uma história sobre amor, um amor de nossos tempos, um amor forte por uma figura frágil como Tristessa que você deve ter cuidado para não cortar os dedos ao tentar agarrá-la e quebrá-la como um copo sujo de uísque barato.

Lixo Jovem, 2012

domingo, 11 de março de 2012

Trailer de On The Road

 

 

 

 

 



Seja o que deus quiser...

quarta-feira, 7 de março de 2012

Jazz, doom jazz, ukulele e hooligans



Comecemos pelo ukulele. Essa é uma versão do clássico Rocksteady de Alton Ellis na bela voz dessa menina que posta vídeos no youtbe cantando e tocando ukulele. Poucas informações sobre ela na web, parece que atualmente atende pelo nome de Scampi.


Nesse vídeo o baterista be bop Max Roach apavora com suas mãos nervosas. Não se pode deixar de notar a poderosa e linda voz de Abbey Lincoln.


Isso aqui se chama doom jazz. Dale Cooper Quartet and the Dictaphones é uma mistura de ambient, jazz, eletrônica, trilhas sonoras, post e prog rock com aquelas "sensações de vazio" e desolação de tudo que acompanha a palavra doom. Não é o tipo de banda que você paga pra ver um show. É melhor escutar em casa sentado.


Entre os Vândalos - Se você gostou de Green Street Hooligans esse é o livro que você deve ler.

Trecho


Na esperança de evitar confusão, acomodei-me num assento de primeira classe, na parte mais dianteira de um vagão, defronte a um homem que havia pago por seu bilhete de primeira classe. Ele era esbelto e elegante, com um bigode fino, usava um terno de lã e sapatos lustrosos e caros: um tipo civilizado de camarada lendo um tipo civilizado de livro — um romance de capa dura com sobrecapa. um torcedor o estava fitando havia um bom tempo. Um torcedor que estava embriagado vez por outra acendia um fósforo e atirava-o em direção aos reluzentes sapatos do homem civilizado, na esperança de atear-lhe fogo às calças. O homem civilizado ignorava-o, porém o torcedor, bufando irritado, persistia. Era uma imagem eloquente: um dos desprivilegiados, ignorando os códigos de conduta civilizados, pondo em chamas, displicentemente, um membro da classe mais privilegiada.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Best of 2011 - lançamentos

                                                                  Clique para ampliar

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Mix Tape Teen Trash 2010 (com atraso, mas saiu)



Esse foi um material que compilei do que de melhor saiu em 2010 e que por vários contratempos não consegui postar no blog. Agora, com dois anos de atraso, chega aqui a MixTape Teen Trash 2010. Tem do "lo fi punk" do Wavves e No Age ao hardcore do OFF!, Faixa Preta e Double Negative, passando pelo power pop do Crusaders of Love e White Wires, o punk da Missfight e Masshysteri e o "neo shoegaze pop" de Las Robertas.

Track list

01. No Age - Fever dream
02. Crusaders of Lovo - Looking for us
03. Wavves - Take on the world
04. Las Robertas - History is done
05. White Wires - Let's go to the beach
06. OFF! - Darkness
07. Double Negative - Erase yourself
08. Faixa Preta - O problema é seu
09. Eddy Current Supression Ring - Gentlemen
10. Missfight - Carry on
11. De Hoje Haele - Sige hej
12. Masshysteri - Dom kan inte hora musiken

Mix Tape Teen Trash 2010


Mix Tape Teen Trash 2010

Lixo Jovem

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Em busca de si mesmo na América profunda




Vagabundos iluminados é mais um "livro de estrada" uma "road novel" de Kerouac, assim como On the road e Viajante solitário. O livro possui um enredo relativamente simples com poucos personagens. Alguns dizem que ele é um On the road zen budista, mais espirituoso, mais iluminado. Ele é em si mais religioso, com tentativas de conciliação entre Oriente e Ocidente, numa aproximação entre budismo e cristianismo. 

A novela foi lançada um ano depois do sucesso de On the road e mostra as andanças dos jovens universitários Ray Smith e Japh Rider vestidos com roupas baratas vendidas pelo Exército da Salvação, alimentados por boas refeições de vinte centavos em restaurantes de beira de estrada numa busca espiritual por trilhas em montanhas, rodovias e ferrovias estadunidenses, com um monte de andarilhos e demais vagabundos pelo caminho. Tudo isso embalado por conversas sobre zen budismo, o vazio, alpinismo, a verdade e a poesia. O livro possui várias descrições de paisagens e da natureza, o que as vezes o torna cansativo, a não ser que você tenha um interesse especial por naturalismo ou geologia. Apresenta também uma quantidade variada de cardápios para andarilhos, de feijão com carne de porco à frutas desidratadas. 

Além de todas as dicas de logística para mochileiros, poeminhas improvisados durante caminhadas e todo o papo furado zen budista sobre o sentida da vida, Vagabundos Iluminados é uma jornada espiritual e física à América profunda, a América popular, povoada por todos os tipos da classe trabalhadora do mar à terra, de caminhoneiros à estivadores. É uma trilha com passagens iluminadas e outras escuras de um jovem em busca de si mesmo.

Lixo Jovem,
fevereiro de 2012