terça-feira, 30 de agosto de 2011

Notas da blogosfera #2 - Kurt Vile, Levi's, Miami Dolphins


Kurt Vile - Smoke ring for my halo (2011)

Kurt Vile lançou em 2011 um excelente álbum pela Matador Records com o título de Smoke ring for my halo. As influências vão de Bruce Springsteen, Bob Dylan e rock de FM dos anos 70. Esse é o quarto álbum do cara e o segundo pela Matador.



O clip de Baby's arms

A música que abre o disco, Baby's arms,  mereceu um belo clip dirigido por Todd Cole, que é também fotografo de moda. O clip é ambientado no leste de Los Angeles e gira em torno de um jovem casal. Todo o clip foi gravado na câmera do Windows Mobile.


Comercial da Levi's, motins em Londres e um poema de Bukowski

No capitalismo tudo é passível de se tornar mercadoria. A Levi's, que não é boba, pegou carona nos tumultos populares em Londres para atualizar a venda de seus jeans. Usa a combatividade da juventude trabalhadora e precarizada inglesa para vender não só um produto, mas uma ideia. É mais fácil comprar um produto depois que você já comprou a ideia que ele representa. Para deixar o produto ainda mais sedutor a empresa o embalou em um poema de Charles Bukowski criando um comercial, que convenhamos, ficou bonito de se ver. Mas não se engane, esse jeans é apenas um placebo. Para saber o que realmente aconteceu em Londres, clique aqui.



Miami Dolphins - s/t (2011)

Chegou aqui nos comentários do blog o link para o bandcamp dessa banda chamada Miami Dolphins, que na verdade são de Minneapolis. A banda é composta por quatro pessoas que gravaram oito músicas para um cassette no porão e no quarto de dormir. O som é garage lo-fi com elementos de punk e até hardcore.

sábado, 13 de agosto de 2011

O original e a versão: Police and Thieves

Retomamos aqui a nossa coluna O orignal e a versão, mais uma vez fazendo uma arqueologia das referências musicais do grande The Clash. A versão original de Police and Thieves é do jamaicano Junior Murvin e data de 1976. A canção aborda o tema das guerras de gangues e da  brutalidade policial e fez mais sucesso na Inglaterra do que na própria Jamaica. Um ano depois o Clash gravaria sua versão em seu primeiro disco.




terça-feira, 28 de junho de 2011

Lixo Jovem cancela suicídio e volta com 5 bandas que valem a pena ouvir

Não tão ruim quanto banda que faz Reunion pra faturar grana, Lixo Jovem volta depois de um suicídio cancelado. Senti saudades do blog e de comentar sobre música. Vai ai uma pequena lista de bandas recentes que valem a pena conferir. E uma promessa de atualização no mínimo quinzenal. No próximo post, o retorno de dois ícones da música alternativa dos anos 80. Quem arrisca dizer quem é?



Flats - escutem!



Yuck - A volta dos som alternativo dos anos 90.



Iceage - A Dinamarca já ofereceu Cola Freaks e Gorilla Angreb, agora a nova cena vem capitaneada por Iceage.





The Pains of Being pure at Heart - Parece que depois do "novo rock" as bandas alternativas estão voltando as referências dos anos 80/90. Esse vídeo é do primeiro álbum de 2009, o segundo saiu agora em 2011 e se chama Belong.





The Vaccines - Post punk + new rock. O que melhor o hype atual está oferecendo. 

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Pettibon - o traço mais marcante da música independente

A capa de Goo do Sonic Youth talvez seja o trabalho mais conhecido de Raymond Pettibon. Este é o nome artístico de Raymond Ginn, irmão de Greg Ginn, o experimental guitarrista do Black Flag. Apesar de Goo ser dos anos 90 e o primeiro disco do SY com uma major, ele é mais popular do que todos aqueles flyers e capas que Pettibon fez para a banda de seu irmão no fim dos anos 70 e começo dos 80. Na verdade sua arte pertence a essa época. Pettibon é o traço mais marcante do underground norte-americano. Seus desenhos monocromáticos são a expressão visual do som artesanal daquele período de ouro da música independente. Eles me lembram o pornográfico Carlos Zéfiro, o autor dos famosos "catecismos". Dizem que quando a coisa é boa faz escola. Com Pettibon não poderia ser diferente. A emblemática capa de Goo já rendeu vários tributos. Se o nanquim produzisse som, o de Pettibon soaria como todas aquelas maravilhas do underground.

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sábado, 18 de dezembro de 2010

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Notas da blogosfera - Coquetel Molotov


Nessa semana foi postado no blog Velha Escola - Nova Escola uma compilação de material ao vivo dos lendários cariocas do skate punk Coquetel Molotov. Originalmente o material é uma tape lançada pelo selo Sk8 punk e compreende apresentações da banda entre 1981 e 1987, realizando assim uma bela arqueologia do punk brasileiro daquela década. Visitem o blog e baixem a tape.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Jessy from Mexico









Hoje no myspace me deparei com essa moça mexicana chamada Jessy Bulbo. Sua banda é da Cidade do México e seu som é um punk rock com doses de garagem e pop. Confiram o vídeo com uma estranha dança de punks mexicanos e o myspace de Jessy, assim como suas picantes fotos. Hasta la vista!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Quando Etta James encontra o MC5

A sloppy MC-5 backing up a street-version Etta James

Lady Dottie and the Diamonds são de San Diego, Califórnia. A primeira coisa que chama a atenção é a idade de sua vocalista. Lady Dottie tem 64 anos! E não deixa a peteca cair, numa mistura de blues, R&B e aquele soul que parece ter saído de uma garagem dos anos 60. É tanta energia que deixa o Belrays no chão. Dorothy Mae Whitsett começou cantando ainda pequena na cozinha de sua casa e no coral da igreja, como é costume nas comunidades negras estadunidenses. Love Will Travel, original de Richard Berry, o criador de Louie Louie, ficou ultra nevosa na voz de nossa sexagenária. O grupo ainda possui um ep, chamado "Livin' It Up", em edição limitada e lançaram um Lp pelo selo Hi Speed Soul. Lady Dottie and the Diamonds é música com competência e energia.


Download

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Recomendações

Uma pequena lista do que prendeu minha atenção nas últimas semanas.

Tim Armstrong - A poets' life (2007)
Don Drummond and Rico Rodriguez - Reggae jazz attack (2000)
The Clash - Sandinista (1980)
Joe Strummer and The Mescaleros - Streetcore (2003)
Wavves - King of the beach (2010)
The Clash - Give em' enough rope (1978)
Gray Matter - Food for Thought (1984)
Banda Cabaçal dos Irmão Aniceto

O original e a versão: I fought the law

O Clash escolhia seus covers a dedo e parecia ter preferência para os temas mais rebeldes como Police on my back (The Equals, 1965) e o que apresentamos agora I fought the law de Sonny Curtis and The Crikets (1959). Contudo a versão do Clash de 1979 é baseada não na original de 1959, mas na executada pelo Bobby Fuller Four em 1965 e a que realmente popularizou a canção. Ainda temos a versão do Dead Kennedys de 1987 no álbum Give me convenience or give me death. Confiram.







O original e a versão: Police on my back

Muitos talvez pensem que a versão de Police on my back tocada pelo Clash em Sandinista seja a original, mas não é. A composição e gravação original é de Eddy Grant e do grupo pop londrino dos anos 60 The Equals. Grant depois ficaria conhecido como cantor de reggae. Confiram aqui as duas versões.



quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O som do Tennessee

Ao longo desses três anos de blog já apresentamos algumas bandas do Tennessee como Jay Reatard e Cheap Time. Agora apresento mais duas, ambas do selo Infinity Cat. São elas Jeff The Brotherhood com uma sonoridade bem variada num mix de college rock dos 80 e 90, Stooges e garage diluído. Em seguida as meninas do Heavy Cream com uma clara influência de Runnaways e daquele punk com um pé no hardrock setentista. Confiram as capas dos últimos lançamentos das bandas.











terça-feira, 14 de setembro de 2010

Wavves - o rei da praia continua o legado de Jay Reatard


King of the Beach é o novo disco do Wavves. Em seu terceiro trabalho de estúdio, lançado em agosto desse ano, percebemos mudanças no som da banda em relação a Wavves (2008) e Wavvves (2009). A sonoridade ainda segue o lo-fi punk, mas com a barulheira mais controlada. É como se o disco soasse "mais bem feito" do que os anteriores, talvez por ser o primeiro disco em que Nathan Williams não tenha produzido nem gravado em casa. A produção de King of the beach ficou a cargo de Dennis Herring, que já trabalhou com The Hives e Elvis Costello. A produção e o fato de Williams não ter gravado sozinho todos os instrumentos em seu quarto, são dois elementos que afastam o Wavves da áurea amadora e one-man-band dos discos anteriores. Perde-se um pouco da magia caseira que vinha se dissipando desde o primeiro disco, contudo a equação barulho + refrões + agressividade, ainda continua presente na fórmula shoegaze mais punk que ganhou adeptos nessa década pós-novo rock. Nesse álbum, Williams conta com o ex-baixista e o ex-baterista de Jay Reatard Stephen Pope e Billy Hayes, que também compuseram as canções Convertible Balloon, Baby Say Goodbye e Linus SpaceheadA partir disso podemos tirar algumas conclusões para os próximos anos.  Acredito que Nathan Williams, apesar do pouco tempo de carreira, é um dos poucos que tem chances concretas e sensibilidade musical suficiente para dar continuidade a estética legada por Jay Reatard. Veremos o que os próximos lançamentos nos dizem.



















New video - Wavves, Post Acid


"Making off" de King of the beach no estúdio Sweet Tea Recording em Oxford, Mississippi

sábado, 11 de setembro de 2010

Honra e glória a Joe Strummer



Versão de Joe Strummer and The Mescaleros para Redemption Song" de Bob Marley.

"Mas minha mão foi feita forte
Pela mão do Todo-Poderoso

Nós avançamos nessa geração

Triunfantemente

Você não vai ajudar a cantar

Essas canções de liberdade?

Porque tudo que eu tenho sempre

canções de redenção

canções de redenção"

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

De Picasso ao punk rock

Lixo jovem vem compartilhar com vocês a agenda dessa semana. São duas dicas. A primeira é a exposição De Picasso a Gary Hill, sob a curadoria de José Guedes e Roberto Galvão no Museo de Arte Conteporânea Dragão do Mar (MAC). A proposta da exposição é uma reflexão sobre o modernismo a partir do cubismo até as linguagens eletrônicas. Entre os nomes mais conhecidos do modernismo estão Pablo Picasso, Henri Matisse, Paul Klee, Marc Chagal, Salvador Dali e Joan Miró. Ainda tem os norte e latino-americanos entre vídeo instalações, esculturas e pinturas. Destaque para a instalação em 3D La Televisión (1980) do espanhol Antoni Muntadas, a série Rames de José Sanleón e Marca Registrada (1974) da bahiana e ex-professora da UFC Letícia Parente. A segunda dica é mais um retorno do Vingança nessa sexta no DCE da UFC. Assim, elaborei uma teoria, a de que o Vingança nunca acabou, só demora pra fazer show. 



Serviço: De Picasso a Garry Hill

Visitação do público até 12 de setembro. De terça a sexta, das 9h às 19h (acesso até18h30). De sexta a domingo, das 14h às 21h (acesso até 20h30).

Vingança e Lixo Orgânico
10 de setembro, as 19hs no DCE-UFC, R$ 2,00 (voluntário)

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Os Pazuzus - La Diabolica



Clip da Banda de SurfMusic Sumério
Participação especial: Fabíola Fontinelle e Andréa Neves.
Direção e Edição: Tulio Bambino
VideoGrafia: Rodrigo RP Lopes e Hugo Mattos

domingo, 1 de agosto de 2010

Transistors, FuzzFaces e Os Haxixins

Três momentos da recente garagem paulista, possivelmente o que melhor se produziu em termos de garage rock no Brasil nos últimos 10 anos.





sexta-feira, 30 de julho de 2010

ZZ & De Maskers - Dracula (1964)



Dando prosseguimento a nossa arqueologia do punk rock voltamos aos anos 60, especificamente a Holanda no ano de 1964 e aos ZZ & De Maskers numa apresentação na TV. É nederbeat com espírito punk.

sábado, 17 de julho de 2010

MANIFESTO ROCK REGRESSIVO

10 teses contra o rock burocrático

1. O rock burocrático se manifesta sutilmente no emprego da expressão "amadurecimento musical" por parte dos críticos de rock.

2. O rock burocrático se caracteriza pela dificuldade de encerrar uma música e na compreenção erudita da música pop.

3. O rock burocrático é o resultado de experimentalismo mal digerido e pretenções intelectuais mal direcionadas.

4. O rock burocrático é germinado nas bad trips psicodélicas do final dos anos 60 e encontra no rock progressivo dos anos 70 seu tipo ideal.

5. O rock burocrático encara a garagem como estágio a ser superado. O punk rock é sua antítese.

6. O rock burocrático está fora das ruas. Ele é a tentativa de transformar o delinquente em letrado. De intelectualizar algo que é essencialmente instintivo.

7. O rock burocrático é a cooptação do rock pelo mundo da arte.

8. O rock burocrático é a essência do anti-rock e o fim do rock enquanto expressão anti-artística.

9. A arte da burocracia e a burocracia da arte se realizam enquanto expressão musical através do rock burocrático.

10. O rock burocrático é a vitória do neurônio sobre o hormônio, do intelecto sobre o físico, do adulto sobre o adolescente, do álbum conceitual sobre o compacto.
 
Lixo Jovem, 2010