Não tão ruim quanto banda que faz Reunion pra faturar grana, Lixo Jovem volta depois de um suicídio cancelado. Senti saudades do blog e de comentar sobre música. Vai ai uma pequena lista de bandas recentes que valem a pena conferir. E uma promessa de atualização no mínimo quinzenal. No próximo post, o retorno de dois ícones da música alternativa dos anos 80. Quem arrisca dizer quem é?
Flats - escutem!
Yuck - A volta dos som alternativo dos anos 90.
Iceage - A Dinamarca já ofereceu Cola Freaks e Gorilla Angreb, agora a nova cena vem capitaneada por Iceage.
The Pains of Being pure at Heart - Parece que depois do "novo rock" as bandas alternativas estão voltando as referências dos anos 80/90. Esse vídeo é do primeiro álbum de 2009, o segundo saiu agora em 2011 e se chama Belong.
The Vaccines - Post punk + new rock. O que melhor o hype atual está oferecendo.
terça-feira, 28 de junho de 2011
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Pettibon - o traço mais marcante da música independente
A capa de Goo do Sonic Youth talvez seja o trabalho mais conhecido de Raymond Pettibon. Este é o nome artístico de Raymond Ginn, irmão de Greg Ginn, o experimental guitarrista do Black Flag. Apesar de Goo ser dos anos 90 e o primeiro disco do SY com uma major, ele é mais popular do que todos aqueles flyers e capas que Pettibon fez para a banda de seu irmão no fim dos anos 70 e começo dos 80. Na verdade sua arte pertence a essa época. Pettibon é o traço mais marcante do underground norte-americano. Seus desenhos monocromáticos são a expressão visual do som artesanal daquele período de ouro da música independente. Eles me lembram o pornográfico Carlos Zéfiro, o autor dos famosos "catecismos". Dizem que quando a coisa é boa faz escola. Com Pettibon não poderia ser diferente. A emblemática capa de Goo já rendeu vários tributos. Se o nanquim produzisse som, o de Pettibon soaria como todas aquelas maravilhas do underground.
sábado, 18 de dezembro de 2010
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Notas da blogosfera - Coquetel Molotov
Nessa semana foi postado no blog Velha Escola - Nova Escola uma compilação de material ao vivo dos lendários cariocas do skate punk Coquetel Molotov. Originalmente o material é uma tape lançada pelo selo Sk8 punk e compreende apresentações da banda entre 1981 e 1987, realizando assim uma bela arqueologia do punk brasileiro daquela década. Visitem o blog e baixem a tape.
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quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Jessy from Mexico

Hoje no myspace me deparei com essa moça mexicana chamada Jessy Bulbo. Sua banda é da Cidade do México e seu som é um punk rock com doses de garagem e pop. Confiram o vídeo com uma estranha dança de punks mexicanos e o myspace de Jessy, assim como suas picantes fotos. Hasta la vista!
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segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Quando Etta James encontra o MC5
“A sloppy MC-5 backing up a street-version Etta James”
Lady Dottie and the Diamonds são de San Diego, Califórnia. A primeira coisa que chama a atenção é a idade de sua vocalista. Lady Dottie tem 64 anos! E não deixa a peteca cair, numa mistura de blues, R&B e aquele soul que parece ter saído de uma garagem dos anos 60. É tanta energia que deixa o Belrays no chão. Dorothy Mae Whitsett começou cantando ainda pequena na cozinha de sua casa e no coral da igreja, como é costume nas comunidades negras estadunidenses. Love Will Travel, original de Richard Berry, o criador de Louie Louie, ficou ultra nevosa na voz de nossa sexagenária. O grupo ainda possui um ep, chamado "Livin' It Up", em edição limitada e lançaram um Lp pelo selo Hi Speed Soul. Lady Dottie and the Diamonds é música com competência e energia.
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quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Recomendações
Uma pequena lista do que prendeu minha atenção nas últimas semanas.
Tim Armstrong - A poets' life (2007)
Don Drummond and Rico Rodriguez - Reggae jazz attack (2000)
The Clash - Sandinista (1980)
Joe Strummer and The Mescaleros - Streetcore (2003)
Wavves - King of the beach (2010)
The Clash - Give em' enough rope (1978)
The Clash - Give em' enough rope (1978)
Gray Matter - Food for Thought (1984)
Banda Cabaçal dos Irmão Aniceto
O original e a versão: I fought the law
O Clash escolhia seus covers a dedo e parecia ter preferência para os temas mais rebeldes como Police on my back (The Equals, 1965) e o que apresentamos agora I fought the law de Sonny Curtis and The Crikets (1959). Contudo a versão do Clash de 1979 é baseada não na original de 1959, mas na executada pelo Bobby Fuller Four em 1965 e a que realmente popularizou a canção. Ainda temos a versão do Dead Kennedys de 1987 no álbum Give me convenience or give me death. Confiram.
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O original e a versão: Police on my back
Muitos talvez pensem que a versão de Police on my back tocada pelo Clash em Sandinista seja a original, mas não é. A composição e gravação original é de Eddy Grant e do grupo pop londrino dos anos 60 The Equals. Grant depois ficaria conhecido como cantor de reggae. Confiram aqui as duas versões.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
O som do Tennessee
Ao longo desses três anos de blog já apresentamos algumas bandas do Tennessee como Jay Reatard e Cheap Time. Agora apresento mais duas, ambas do selo Infinity Cat. São elas Jeff The Brotherhood com uma sonoridade bem variada num mix de college rock dos 80 e 90, Stooges e garage diluído. Em seguida as meninas do Heavy Cream com uma clara influência de Runnaways e daquele punk com um pé no hardrock setentista. Confiram as capas dos últimos lançamentos das bandas.
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terça-feira, 14 de setembro de 2010
Wavves - o rei da praia continua o legado de Jay Reatard
King of the Beach é o novo disco do Wavves. Em seu terceiro trabalho de estúdio, lançado em agosto desse ano, percebemos mudanças no som da banda em relação a Wavves (2008) e Wavvves (2009). A sonoridade ainda segue o lo-fi punk, mas com a barulheira mais controlada. É como se o disco soasse "mais bem feito" do que os anteriores, talvez por ser o primeiro disco em que Nathan Williams não tenha produzido nem gravado em casa. A produção de King of the beach ficou a cargo de Dennis Herring, que já trabalhou com The Hives e Elvis Costello. A produção e o fato de Williams não ter gravado sozinho todos os instrumentos em seu quarto, são dois elementos que afastam o Wavves da áurea amadora e one-man-band dos discos anteriores. Perde-se um pouco da magia caseira que vinha se dissipando desde o primeiro disco, contudo a equação barulho + refrões + agressividade, ainda continua presente na fórmula shoegaze mais punk que ganhou adeptos nessa década pós-novo rock. Nesse álbum, Williams conta com o ex-baixista e o ex-baterista de Jay Reatard Stephen Pope e Billy Hayes, que também compuseram as canções Convertible Balloon, Baby Say Goodbye e Linus Spacehead. A partir disso podemos tirar algumas conclusões para os próximos anos. Acredito que Nathan Williams, apesar do pouco tempo de carreira, é um dos poucos que tem chances concretas e sensibilidade musical suficiente para dar continuidade a estética legada por Jay Reatard. Veremos o que os próximos lançamentos nos dizem.
New video - Wavves, Post Acid
"Making off" de King of the beach no estúdio Sweet Tea Recording em Oxford, Mississippi
sábado, 11 de setembro de 2010
Honra e glória a Joe Strummer
Versão de Joe Strummer and The Mescaleros para Redemption Song" de Bob Marley.
"Mas minha mão foi feita forte
Pela mão do Todo-Poderoso
Nós avançamos nessa geração
Triunfantemente
Você não vai ajudar a cantar
Essas canções de liberdade?
Porque tudo que eu tenho sempre
canções de redenção
canções de redenção"
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quarta-feira, 8 de setembro de 2010
De Picasso ao punk rock
Lixo jovem vem compartilhar com vocês a agenda dessa semana. São duas dicas. A primeira é a exposição De Picasso a Gary Hill, sob a curadoria de José Guedes e Roberto Galvão no Museo de Arte Conteporânea Dragão do Mar (MAC). A proposta da exposição é uma reflexão sobre o modernismo a partir do cubismo até as linguagens eletrônicas. Entre os nomes mais conhecidos do modernismo estão Pablo Picasso, Henri Matisse, Paul Klee, Marc Chagal, Salvador Dali e Joan Miró. Ainda tem os norte e latino-americanos entre vídeo instalações, esculturas e pinturas. Destaque para a instalação em 3D La Televisión (1980) do espanhol Antoni Muntadas, a série Rames de José Sanleón e Marca Registrada (1974) da bahiana e ex-professora da UFC Letícia Parente. A segunda dica é mais um retorno do Vingança nessa sexta no DCE da UFC. Assim, elaborei uma teoria, a de que o Vingança nunca acabou, só demora pra fazer show.
Serviço: De Picasso a Garry Hill
Visitação do público até 12 de setembro. De terça a sexta, das 9h às 19h (acesso até18h30). De sexta a domingo, das 14h às 21h (acesso até 20h30).
Vingança e Lixo Orgânico
10 de setembro, as 19hs no DCE-UFC, R$ 2,00 (voluntário)
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Os Pazuzus - La Diabolica
Clip da Banda de SurfMusic Sumério
Participação especial: Fabíola Fontinelle e Andréa Neves.
Direção e Edição: Tulio Bambino
VideoGrafia: Rodrigo RP Lopes e Hugo Mattos
domingo, 1 de agosto de 2010
Transistors, FuzzFaces e Os Haxixins
Três momentos da recente garagem paulista, possivelmente o que melhor se produziu em termos de garage rock no Brasil nos últimos 10 anos.
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sexta-feira, 30 de julho de 2010
ZZ & De Maskers - Dracula (1964)
Dando prosseguimento a nossa arqueologia do punk rock voltamos aos anos 60, especificamente a Holanda no ano de 1964 e aos ZZ & De Maskers numa apresentação na TV. É nederbeat com espírito punk.
sábado, 17 de julho de 2010
MANIFESTO ROCK REGRESSIVO
10 teses contra o rock burocrático
1. O rock burocrático se manifesta sutilmente no emprego da expressão "amadurecimento musical" por parte dos críticos de rock.
2. O rock burocrático se caracteriza pela dificuldade de encerrar uma música e na compreenção erudita da música pop.
3. O rock burocrático é o resultado de experimentalismo mal digerido e pretenções intelectuais mal direcionadas.
3. O rock burocrático é o resultado de experimentalismo mal digerido e pretenções intelectuais mal direcionadas.
4. O rock burocrático é germinado nas bad trips psicodélicas do final dos anos 60 e encontra no rock progressivo dos anos 70 seu tipo ideal.
5. O rock burocrático encara a garagem como estágio a ser superado. O punk rock é sua antítese.
5. O rock burocrático encara a garagem como estágio a ser superado. O punk rock é sua antítese.
6. O rock burocrático está fora das ruas. Ele é a tentativa de transformar o delinquente em letrado. De intelectualizar algo que é essencialmente instintivo.
7. O rock burocrático é a cooptação do rock pelo mundo da arte.
7. O rock burocrático é a cooptação do rock pelo mundo da arte.
8. O rock burocrático é a essência do anti-rock e o fim do rock enquanto expressão anti-artística.
9. A arte da burocracia e a burocracia da arte se realizam enquanto expressão musical através do rock burocrático.
10. O rock burocrático é a vitória do neurônio sobre o hormônio, do intelecto sobre o físico, do adulto sobre o adolescente, do álbum conceitual sobre o compacto.
10. O rock burocrático é a vitória do neurônio sobre o hormônio, do intelecto sobre o físico, do adulto sobre o adolescente, do álbum conceitual sobre o compacto.
Lixo Jovem, 2010
Os Estudantes na MRR de agosto
Os cariocas do Estudantes sairão na capa da edição de agosto da Maximum Rocknroll, um dos mais antigos zines punks estadunidenses, na ativa desde o final dos anos 70. A foto que estampa a capa é do "fudido e xerocado" Mateus Mondini. Os Estudantes são responsáveis pelo mais interessante e melhor disco brasileiro de punk rock de 2009, seguidores que são da cartilha Black Flag, elevaram o punk nacional a um nível bem acima da média do que estamos acostumados a ouvir por aqui. Audição obrigatória!
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Lost in the supermarket: Utilidade pública
Recentemente a cadeia de lojas Americanas colocou a venda diversos discos interessantes por 9.99, um preço que não estavamos acostumados a ver depois do advento do mp3. Entre eles estavam o clássico de 1979 do Clash London Calling, Never Say Die do Black Sabbath, o último disco com Ozzy nos vocais e Elvis At Sun, com gravações do começo da trajetória de Elvis gravadas no lendário Sun Studio. Ainda destacaria bons discos dos anos noventa que entraram nessa "queima de estoque" como Vs do Peral Jam, o meu preferido de toda a discografia da banda de Eddie Vedder e Grandes Exitos en Español do Cypress Hillde, um dos grupos mais conhecidos do rap da Costa Oeste estadunidense. Não sei se ainda tem muitas cópias, na dúvida tente garantir o seu. Hasta la vista!
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