sábado, 18 de dezembro de 2010

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Notas da blogosfera - Coquetel Molotov


Nessa semana foi postado no blog Velha Escola - Nova Escola uma compilação de material ao vivo dos lendários cariocas do skate punk Coquetel Molotov. Originalmente o material é uma tape lançada pelo selo Sk8 punk e compreende apresentações da banda entre 1981 e 1987, realizando assim uma bela arqueologia do punk brasileiro daquela década. Visitem o blog e baixem a tape.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Jessy from Mexico









Hoje no myspace me deparei com essa moça mexicana chamada Jessy Bulbo. Sua banda é da Cidade do México e seu som é um punk rock com doses de garagem e pop. Confiram o vídeo com uma estranha dança de punks mexicanos e o myspace de Jessy, assim como suas picantes fotos. Hasta la vista!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Quando Etta James encontra o MC5

A sloppy MC-5 backing up a street-version Etta James

Lady Dottie and the Diamonds são de San Diego, Califórnia. A primeira coisa que chama a atenção é a idade de sua vocalista. Lady Dottie tem 64 anos! E não deixa a peteca cair, numa mistura de blues, R&B e aquele soul que parece ter saído de uma garagem dos anos 60. É tanta energia que deixa o Belrays no chão. Dorothy Mae Whitsett começou cantando ainda pequena na cozinha de sua casa e no coral da igreja, como é costume nas comunidades negras estadunidenses. Love Will Travel, original de Richard Berry, o criador de Louie Louie, ficou ultra nevosa na voz de nossa sexagenária. O grupo ainda possui um ep, chamado "Livin' It Up", em edição limitada e lançaram um Lp pelo selo Hi Speed Soul. Lady Dottie and the Diamonds é música com competência e energia.


Download

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Recomendações

Uma pequena lista do que prendeu minha atenção nas últimas semanas.

Tim Armstrong - A poets' life (2007)
Don Drummond and Rico Rodriguez - Reggae jazz attack (2000)
The Clash - Sandinista (1980)
Joe Strummer and The Mescaleros - Streetcore (2003)
Wavves - King of the beach (2010)
The Clash - Give em' enough rope (1978)
Gray Matter - Food for Thought (1984)
Banda Cabaçal dos Irmão Aniceto

O original e a versão: I fought the law

O Clash escolhia seus covers a dedo e parecia ter preferência para os temas mais rebeldes como Police on my back (The Equals, 1965) e o que apresentamos agora I fought the law de Sonny Curtis and The Crikets (1959). Contudo a versão do Clash de 1979 é baseada não na original de 1959, mas na executada pelo Bobby Fuller Four em 1965 e a que realmente popularizou a canção. Ainda temos a versão do Dead Kennedys de 1987 no álbum Give me convenience or give me death. Confiram.







O original e a versão: Police on my back

Muitos talvez pensem que a versão de Police on my back tocada pelo Clash em Sandinista seja a original, mas não é. A composição e gravação original é de Eddy Grant e do grupo pop londrino dos anos 60 The Equals. Grant depois ficaria conhecido como cantor de reggae. Confiram aqui as duas versões.



quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O som do Tennessee

Ao longo desses três anos de blog já apresentamos algumas bandas do Tennessee como Jay Reatard e Cheap Time. Agora apresento mais duas, ambas do selo Infinity Cat. São elas Jeff The Brotherhood com uma sonoridade bem variada num mix de college rock dos 80 e 90, Stooges e garage diluído. Em seguida as meninas do Heavy Cream com uma clara influência de Runnaways e daquele punk com um pé no hardrock setentista. Confiram as capas dos últimos lançamentos das bandas.











terça-feira, 14 de setembro de 2010

Wavves - o rei da praia continua o legado de Jay Reatard


King of the Beach é o novo disco do Wavves. Em seu terceiro trabalho de estúdio, lançado em agosto desse ano, percebemos mudanças no som da banda em relação a Wavves (2008) e Wavvves (2009). A sonoridade ainda segue o lo-fi punk, mas com a barulheira mais controlada. É como se o disco soasse "mais bem feito" do que os anteriores, talvez por ser o primeiro disco em que Nathan Williams não tenha produzido nem gravado em casa. A produção de King of the beach ficou a cargo de Dennis Herring, que já trabalhou com The Hives e Elvis Costello. A produção e o fato de Williams não ter gravado sozinho todos os instrumentos em seu quarto, são dois elementos que afastam o Wavves da áurea amadora e one-man-band dos discos anteriores. Perde-se um pouco da magia caseira que vinha se dissipando desde o primeiro disco, contudo a equação barulho + refrões + agressividade, ainda continua presente na fórmula shoegaze mais punk que ganhou adeptos nessa década pós-novo rock. Nesse álbum, Williams conta com o ex-baixista e o ex-baterista de Jay Reatard Stephen Pope e Billy Hayes, que também compuseram as canções Convertible Balloon, Baby Say Goodbye e Linus SpaceheadA partir disso podemos tirar algumas conclusões para os próximos anos.  Acredito que Nathan Williams, apesar do pouco tempo de carreira, é um dos poucos que tem chances concretas e sensibilidade musical suficiente para dar continuidade a estética legada por Jay Reatard. Veremos o que os próximos lançamentos nos dizem.



















New video - Wavves, Post Acid


"Making off" de King of the beach no estúdio Sweet Tea Recording em Oxford, Mississippi

sábado, 11 de setembro de 2010

Honra e glória a Joe Strummer



Versão de Joe Strummer and The Mescaleros para Redemption Song" de Bob Marley.

"Mas minha mão foi feita forte
Pela mão do Todo-Poderoso

Nós avançamos nessa geração

Triunfantemente

Você não vai ajudar a cantar

Essas canções de liberdade?

Porque tudo que eu tenho sempre

canções de redenção

canções de redenção"

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

De Picasso ao punk rock

Lixo jovem vem compartilhar com vocês a agenda dessa semana. São duas dicas. A primeira é a exposição De Picasso a Gary Hill, sob a curadoria de José Guedes e Roberto Galvão no Museo de Arte Conteporânea Dragão do Mar (MAC). A proposta da exposição é uma reflexão sobre o modernismo a partir do cubismo até as linguagens eletrônicas. Entre os nomes mais conhecidos do modernismo estão Pablo Picasso, Henri Matisse, Paul Klee, Marc Chagal, Salvador Dali e Joan Miró. Ainda tem os norte e latino-americanos entre vídeo instalações, esculturas e pinturas. Destaque para a instalação em 3D La Televisión (1980) do espanhol Antoni Muntadas, a série Rames de José Sanleón e Marca Registrada (1974) da bahiana e ex-professora da UFC Letícia Parente. A segunda dica é mais um retorno do Vingança nessa sexta no DCE da UFC. Assim, elaborei uma teoria, a de que o Vingança nunca acabou, só demora pra fazer show. 



Serviço: De Picasso a Garry Hill

Visitação do público até 12 de setembro. De terça a sexta, das 9h às 19h (acesso até18h30). De sexta a domingo, das 14h às 21h (acesso até 20h30).

Vingança e Lixo Orgânico
10 de setembro, as 19hs no DCE-UFC, R$ 2,00 (voluntário)

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Os Pazuzus - La Diabolica



Clip da Banda de SurfMusic Sumério
Participação especial: Fabíola Fontinelle e Andréa Neves.
Direção e Edição: Tulio Bambino
VideoGrafia: Rodrigo RP Lopes e Hugo Mattos

domingo, 1 de agosto de 2010

Transistors, FuzzFaces e Os Haxixins

Três momentos da recente garagem paulista, possivelmente o que melhor se produziu em termos de garage rock no Brasil nos últimos 10 anos.





sexta-feira, 30 de julho de 2010

ZZ & De Maskers - Dracula (1964)



Dando prosseguimento a nossa arqueologia do punk rock voltamos aos anos 60, especificamente a Holanda no ano de 1964 e aos ZZ & De Maskers numa apresentação na TV. É nederbeat com espírito punk.

sábado, 17 de julho de 2010

MANIFESTO ROCK REGRESSIVO

10 teses contra o rock burocrático

1. O rock burocrático se manifesta sutilmente no emprego da expressão "amadurecimento musical" por parte dos críticos de rock.

2. O rock burocrático se caracteriza pela dificuldade de encerrar uma música e na compreenção erudita da música pop.

3. O rock burocrático é o resultado de experimentalismo mal digerido e pretenções intelectuais mal direcionadas.

4. O rock burocrático é germinado nas bad trips psicodélicas do final dos anos 60 e encontra no rock progressivo dos anos 70 seu tipo ideal.

5. O rock burocrático encara a garagem como estágio a ser superado. O punk rock é sua antítese.

6. O rock burocrático está fora das ruas. Ele é a tentativa de transformar o delinquente em letrado. De intelectualizar algo que é essencialmente instintivo.

7. O rock burocrático é a cooptação do rock pelo mundo da arte.

8. O rock burocrático é a essência do anti-rock e o fim do rock enquanto expressão anti-artística.

9. A arte da burocracia e a burocracia da arte se realizam enquanto expressão musical através do rock burocrático.

10. O rock burocrático é a vitória do neurônio sobre o hormônio, do intelecto sobre o físico, do adulto sobre o adolescente, do álbum conceitual sobre o compacto.
 
Lixo Jovem, 2010

Os Estudantes na MRR de agosto

Os cariocas do Estudantes sairão na capa da edição de agosto da Maximum Rocknroll, um dos mais antigos zines punks estadunidenses, na ativa desde o final dos anos 70. A foto que estampa a capa é do "fudido e xerocado" Mateus Mondini. Os Estudantes são responsáveis pelo mais interessante e melhor disco brasileiro de punk rock de 2009, seguidores que são da cartilha Black Flag, elevaram o punk nacional a um nível bem acima da média do que estamos acostumados a ouvir por aqui. Audição obrigatória! 

Lost in the supermarket: Utilidade pública

Recentemente a cadeia de lojas Americanas colocou a venda diversos discos interessantes por 9.99, um preço que não estavamos acostumados a ver depois do advento do mp3. Entre eles estavam o clássico de 1979 do Clash London Calling, Never Say Die do Black Sabbath, o último disco com Ozzy nos vocais e Elvis At Sun, com gravações do começo da trajetória de Elvis gravadas no lendário Sun Studio. Ainda destacaria bons discos dos anos noventa que entraram nessa "queima de estoque" como Vs do Peral Jam, o meu preferido de toda a discografia da banda de Eddie Vedder e Grandes Exitos en Español do Cypress Hillde, um dos grupos mais conhecidos do rap da Costa Oeste estadunidense. Não sei se ainda tem muitas cópias, na dúvida tente garantir o seu. Hasta la vista!

quarta-feira, 7 de julho de 2010

O futuro com guitarras ou Relembrando os anos 90

Revirando uns papéis encontrei esse texto (ou seria uma crônica) escrito numa tarde nublada de março de 2009. Segue o texto na íntegra.

Fui ao sebo e acabei saindo de lá com um exemplar da finada revista inglesa The Face. A edição é de 1996 e é interessante notar como as coisas estavam naquela época. Parecia senso comum que a música eletrônica tinha vindo para ficar e tomar o lugar do rock no coração e mente dos adolescentes espalhados pelo mundo. Acho que isso fazia parte daquela sensação “fin de siecle” tão afoita por novidades. Você sabe, futuro, tecnologia, carros que flutuam e claro que a música tinha que mudar também. Parecia que existia uma obrigação em muda-lá. Parecia que futuro e guitarras não combinavam para o senso comum de 1996. No final das contas, dá para entender a empolgação, afinal o rock vinha exercendo uma hegemonia sobre a garotada que absorvia cultura de massa desde o final dos anos 50 e vislumbrar algo novo era a ordem do dia. Mas se sobrava empolgação, faltava senso histórico. Quase meio século de influência musical não vai embora tão facilmente depois de um longo verão embalado por raves de vinte horas seguidas de música eletrônica. O resultado final é que, por mais que a música eletrônica tenha experimentado um ascenso nos anos 90, ela não conseguiu superar o rock em termos de influência cultural. Já no começo dos anos 2000 tivemos o Strokes e toda a onda do “novo rock”, que se estendeu até o final dessa década. Com a indústria fonográfica ainda se recompondo e tentando ajustar o seu business ao atual tempo histórico e o mp3 ocupando o lugar dos CDs via ipods e novos formatos, algo que os modernos de 1996 não conseguiram imaginar, parece que o futuro chegou embalado pelas velhas guitarras.














Ser moderno em 1996 era ser clubber, cuidado ai moçada das franjas.

O lendário Tamagotchi, lançado pela Bandai em 1996 no Japão. Será que um dia olharemos para o Ipod como hoje olhamos para o arcaico tamagotchi?

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Beat! Records

Depois de um tempo sem postar volto com uma novidade que na verdade são duas.

Há algum tempo vinha querendo criar um selo de música e recentemente, junto com uma amiga demos início a essa empreitada. O lance ganhou forma concreta e hoje atende pelo nome de Beat! Records. E é através da Beat que pretendemos lançar e ajudar as bandas a produzirem material próprio e fazer esse material circular no mundo real. Assim, apresento duas jovens bandas nordestinas saídas do universo punk e que lançarão ainda em 2010.

A primeira é a Missfight que faz um som que podiamos dizer que converge em um só lugar o punk clássico norte-americano com Bikini Kill e com influências do punk escadinavo mais recente como Gorilla Angreb e Masshysteri. O mais estranho é esse tipo de som e uma banda como essa terem saído do interior do Ceará, mais especificamente de minha cidade natal Limoeiro do Norte. A Missfight prepara um Ep de estréia ainda para esse ano.

A segunda banda que temos o prazer de lançar junto com outros selos amigos é o Faixa Preta. O grupo vem de Mossoró, no Rio Grande do Norte, terra de bandas como Catarro, Lei do Cão, Mahatma Gangue e conta com a participação de um antigo membro do saudoso grupo local Fora do Ar. O som do Faixa Preta é um prato cheio para todos os fãs do hardcore punk americano dos anos 80 como Void, Minor Threat, Circle Jerks, Black Flag e do punk brasileiro como Lixomania e Olho Seco. O som vai na mesma linha de bandas gringas que retomaram essa sonoridade nos anos 2000 como Career Suicide, Double Negative, Reprobates e Chronic Seizure. O Faixa Preta está com material para lançar já esse ano.

Esses são os dois lançamentos previstos da Beat! records para esse ano. Para conhecer o selo e as bandas acessem os links no texto. Até o próximo post!