domingo, 9 de agosto de 2009

Set List 08.08.2009

O aniversário de 4 anos da Ultras Resistência Coral foi muito bom. A festa começou um pouco depois do horário, mas todas as bandas tocaram. Skate Pirata, Outubro e Ska Brothers mandaram bem. E entre uma banda e outra toquei algumas coisas. Aqui vai o setlist, playlist ou mixtape, como queiram, do que coloquei pra tocar.
Enjoy.

Cover: Mirian Linna

01 The Damned - new rose
02 The Adverts - bored teenagers
03 Undertones - teenage kicks
04 Buzzcocks - breakdown
05 Teenage Head - picture my face
06 The Wipers - tragedy
07 Avengers - we are the one
08 Los Violadores - represion
09 Inocentes- pânico em SP
10 Polo Pepo - San Felipe es punk
11 Cheap Time - people talk
12 Nikki and The Corvettes - young & crazy
13 Clorox Gilrs - don't take your life
14 The Oppressed - all together now
15 Death - keep on knocking
16 Joy Division - warsaw
17 Angry Red Planet - curling
18 La Manada - punks de puta madre
19 The Cute Leppers - opening up
20 The Dickies - fan mail

Agenda - Ruínas II


sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Agenda - Sangue, Suor e Arquibancadas


Comemoração dos 4 anos de Resistência Coral
Com Ska Brothers, Outubro, Skate Pirata
Dia 08/Ago (Sábado) A partir das 21h
No Mocó Stúdio(Rua José Avelino, no. 563 - Próximo ao Dragão do Mar)
Ingresso R$10,00

Goodbye John (RIP John Hughes)


Morreu nesta quinta-feira (06) o diretor, produtor e roteirista John Hughes (1950-2009). Qualquer criança ou pré-adolescente brasileiro que cresceu assistindo Sessão da Tarde já deve ter visto algum de seus filmes: Clube dos Cinco, Curtindo a Vida Adoidado, Gatinhas e Gatões e Mulher Nota 1000, só para ficar nos mais conhecidos. Esses dois últimos foram as minhas derradeiras aquisições em dvd. Imagino agora que não demorará para sair edições especiais de seus filmes e coisas paracidas como um Especial John Hughes no Tele Cine Cult. Os filmes de Hughes fazem parte do imaginário teen mundial e ficarão marcados pra sempre na cultura pop.

Saborei essa montagem dos filmes de Hughes, com trilha do Who, e sinta um pouco daquela nostalgia gostosa das tardes que não voltam mais.
Descance em paz John.






quinta-feira, 6 de agosto de 2009

The Wild World of Hasil "Haze" Adkins


The Wild World of Hasil "Haze" Adkins é o nome do documentário sobre a vida de Hasil Adkins. Adkins é uma daquelas preciosidades do rock and roll esquecidas no meio do caminho. Mas vou ficando por aqui, leiam o texto de Abonico seguido de uma entrevista com Marco, do finado Butchers Orchestra, publicado há uns anos atrás no site Mondo Bacana (http://www.mondobacana.com/) e saibam um pouco mais sobre essa lenda feita de fúria e rockabilly.













Carne, café e espírito selvagem
Hasil “The Haze” Adkins viveu até o dia 28 de abril em um trailer ao lado da mesma casa que nasceu e nunca abriu mão de tocar uma música apaixonada, agressiva e verdadeira. A causa de sua morte permanece desconhecida, mas ele deixou órfãos grupos como os Cramps, Demolition Doll Rods e Jon Spencer Blues Explosion. George Araújo desvenda o universo demente e fascinante deste intrigante senhor que mal sabia a sua idade.

Adkins compunha desde a década de 50 mas gravou poucos discos.

A história é velha e todos já devem ter conhecido alguém na mesma situação: perdido em um quarto ou em um interior qualquer dos quintos dos infernos, está simplesmente uma pessoa genial e sem instrução alguma fazendo coisas inimagináveis a partir do nada. Essa pessoa improvisa, contorce e distorce o senso comum justamente por voltar ao básico da maneira mais boba possível. É aí que reside a sua genialidade.

Hasil Adkins foi essa pessoa. Nascido e criado nas colinas americanas de Madison, West Virginia, este senhor que mal sabia a própria idade [afirmava ter 67 anos, aproximadamente], condenou todas as almas que escutaram sua música à inquietação eterna. Compondo desde a década de 1950, sabia de cor mais de nove mil canções [apenas 25% eram covers!] e executava todas elas com fúria e paixão nunca vista antes no pretensioso showbiz americano.

Enquanto caçava galinhas e animais silvestres, Hasil se divertia em inventar as mais absurdas histórias envolvendo sexo, decapitação, danças esquisitas e órgãos governamentais. Todas essas histórias aliadas aos hormônios em fúria e rock’n’roll clássico transformaram-no em uma nervosa banda-de-um-homem-só – ele cantava, tocava violão, gaita e bateria simultaneamente.

Adkins traduziu sua realidade em música. Gemia e assobiava e rosnava até para quem não quisesse ouvir. Ele aparentemente não vivenciava as coisas com uma pessoa comum e conseguia partir da mais descabida alegria para um imenso mar azul e triste – isso gritava dentro dele. Seu grito foi tão forte que causou a metamorfose do manso rockabilly em um peçonhento e ultradivertido psychobilly, mas para isso foi necessário um tempo.

Foram quase duas décadas desde o lançamento de “My Baby Loves Me”, seu primeiro single, para conseguir algum reconhecimento. Nem mesmo Richard Nixon, presidente americano na época, escapou de receber algumas fitas. A obscuridade total durou até os Cramps gravarem uma versão para “She Said”. Essa música catapultou o adulto Hasil à condição de cult e fez com que um single feito em 1964 fosse confundido como uma produção do início dos anos 80. Na velha casa da colina, porém, nada mudou e Adkins ficava alheio ao que se passava. Foi preciso que dois fãs criassem um selo para gravar seu primeiro álbum.

Nasce um selvagem
The Wild Man foi gravado em 1984 e lançado dois anos depois pela Norton Records. O álbum traz baladas sangrentas como “Turn Off a Memory” e nervos expostos do naipe de “Chicken Flop”. Provavelmente o maior problema desse disco para o grande público era a execução das músicas. Levando-se em consideração que sua carreira até então tinha sido marcada por singles mal gravados [além de viciado em café, vodca e carne crua, Hasil Adkins tinha o péssimo hábito de não cuidar de seus registros originais], comercialmente ele fora um fracasso. Mas a pedra-fundamental havia sido lançada. Partindo deste ponto, Billy Miller e Mirian Linna [primeira baterista dos Cramps e co-fundadora da Norton] selecionaram diversas músicas compostas pelo Selvagem entre 1961 e 1976 para transformar em bolachas.

Então a história mostrou mais uma vez que é cíclica. Tal qual um certo Velvet Underground, poucos compraram os discos de Hasil, mas todos que o fizeram montaram uma banda. Daí para frente, as coisas foram acontecendo de tal maneira que ele abriu um show do Public Image Limited em Nova York, ainda em 1986. Os dados sobre sua discografia divergem, mas são creditados a ele 15 álbuns, 23 singles e dois EPs.

Sua selvageria e tristeza singraram os mares e invadiram corpos de jovens espalhados por todo o globo. Na Europa, pessoas que figuram o selo übercool Voodoo Rhythm realizaram um festival apenas com bandas-de-um-integrante-só. Tal festival contou com a presença do próprio Hasil Adkins mais Margaret Doll Rod, Rev. Beatman e DM Bob, entre outros.

Açougueiro solitário
Aqui no Brasil, encontramos no paulista Marco Butcher [frontman do Thee Butchers Orchestra], que tocou no festival citado acima] as sementes da música selvagem plantada por Hasil, o homem-selvagem. Marco lançará no segundo semestre um disco como one-man-band, chamado Skull Santa In All About Girls. Segue abaixo uma pequena entrevista com o açougueiro, sobre a condição de músico solitário.

Você lembra ou imagina o que passou pela sua cabeça na hora que ouviu pela primeira vez uma música do falecido Hasil? E como foi tocar nesse festival em que ele participou?
Bom, ganhei um disco dele de presente do Danny Doll Rod, que sempre foi muito fã dele. Me lembro de ter achado tudo aquilo muito primitivo e cru, assim como a maioria das coisas que sempre achei legal ouvir. Afinal, a música feita por ele sempre foi supersimples e bem calcada no blues. Tocar nesse festival foi bem legal. Primeiro porque tive a chance de ver muita gente boa tocando ao vivo, depois porque é uma forma de manter a tradição do blues viva e mostrar que a musica blues não é aquela coisa chata feita por BB King ou outros que se deixaram urbanizar e perderam seu link com o primal.

Hasil Adkins teve efetivamente alguma influência na sua performance de palco ou mesmo nas composições?Não saberia dizer se tive ou não, de forma direta, alguma influência de Adkins em minha música. Acho que isso acabou acontecendo de uma forma mais ligada à atitude de estar no palco totalmente só. Ou seja, sem uma banda.

O que lhe motivou a se "tornar" uma banda-de-um-homem-só?Acho que o principal motivo é a possibilidade de estar fazendo free music. Self-expression fulltime, entende? Digo, sem uma forma ou uma ordem. Às vezes mudo a música e os refrões no ultimo segundo, de acordo com meu humor. Isso traz para minha música uma liberdade única.

Você disse em outro momento que era uma questão de atitude. Que atitude seria essa?
Bom, quando falo de atitude, eu me refiro ao lance de estar só em cima do palco. A maioria das pessoas fica em casa reclamando que não consegue montar a banda perfeita ou que ainda não encontrou aquele baixista. Eu não espero ninguém. Se tenho algo a dizer, digo. E isso é que faz o lance de ser uma one-man band. Você não depende da vontade dos outros de estar em uma banda. Acho que isso, sim, seria a coisa mais punk, saca? Tipo, você fazendo seu lance e dando a cara para bater. Sem desculpas, sem maquiagem, sem tecnologia. Só você, sua guitarra, seu bumbo e Deus: o espírito do gospel yeah yeah sound.

Como se sente em gravar um disco com essa proposta mais intimista sabendo que o Brasil não tem essa cultura de respeitar a música pela música?
Não acho que meu disco seja mais intimista do que qualquer outro que já gravei com os Butchers. Afinal, não se trata de um disco acústico, nem nada. Ele é supersujo e barulhento como os outros. Só que todo esse poder é provido por uma pessoa só e isso faz a diferença. É claro que o fato de eu estar mais voltado para o swamp blues traz climas mais escuros pra minha música, mas não chega a ser mais intimista. Todo o swing e soul necessários para um bom boogie são encontrados nesse disco. [GA]

Open Your Mouth And Say... Mr. Chi Pig (Trailer)



Documentário sobre Mr. Chi Pig, vocalista do SNFU

domingo, 2 de agosto de 2009

Trash News: Os Baobás relançados


A Groovie records relançou o único Lp dos lendários Baobás. O disco vem acrescido de todos os compactos da banda, com as incríveis Bye Bye My Darling e Down Down. E também reproduz a capa original de 1968. Essa gravadora portuguesa está fazendo um importante trabalho de resgate da garagem brasileira através de seus lançamentos, todos em vinil diga-se de passagem! Esse lançamento sucede a reedição do Lp dos Beat Boys nesse resgate da garagem brasileira. Edição limitada em 600 cópias.


Resenha da gravadora

OS BAOBÁS - LP - GROO0018LP - 600 COPIES

Finally the long waited reeisue of the most important band of garage 60's in Brazil. OS BAOBÁS. The original LP, together with The Beat Boys Lp, is today one of the most whanted records for the garage collectors. Unfortunely the original album have a problem in the sound. None of the pressed LP's have a good sound. Now we put together all the singles with the original album along with remastered sound. The singles included track like Bye Bye My Darling Goodbye, Down Down Down and the powerful cover of the Stones, Paint In Black (Pintada de Preto).

Os Baobás were one of the most important bands in São Paulo’s garage rock scene of the sixties, but they have remained in obscurity until now, despite their not so limited discography. The band is best remembered for having included Liminha (later on a Mutantes member and a producer) in its line-up and having played with Caetano Veloso, replacing the Beat Boys. But their most valuable treasure is the series of singles they recorded between 1966 and 1968.

The LP brings the complete discography, photos, singles covers and a bio in the back of the LP.

Exclusive Distro by Guerssen Records

sábado, 1 de agosto de 2009

Los Bestias (1967)



Apresentação datada de 1967 do obscuro grupo argentino Los Bestias no programa La Escala Musical. Nota para o exagerado mop top do vocalista que mais parece um capacete, para o ar blase do baterista e para o logo da banda na bateria imitando o dos Beatles.Ao que parece não chegaram a gravar nenhum disco. Então, aproveitem esses excelentes temas.

Mais alguns vídeos dos Bestias







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Mil dicas de blogs de música.

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segunda-feira, 20 de julho de 2009

Selvagens Vol. 3 - Obscure Brazilian 60's Garage Beat and Punk Groups (Teen Trash, 2009)


Nesse terceiro volume vamos levar nossa viagem ao patamar da obscuridade beat e garageira brasileira.

Com exceção de um ou dois grupos, esses anônimos nunca lançaram mais que um mísero compacto. Tocaram apenas em domingueiras e bailinhos adolescentes, festas de aniversário e casamentos, quermesses e batizados. Nunca foram mais do que os roqueiros do bairro, ou os transviados da rua de trás. Se tinham algum sonho de se tornarem artistas e seguir o caminho de glória dos Beatles, isso logo foi quebrado em decorrência das demandas da vida real: emprego, para os mais pobres, universidade para os "mais bem de vida".

Esse é o ethos garageiro. Uma vida curta e musicalmente precária. Um sopro adolescente até a chegada da vida adulta.

Nesse volume, poderemos escutar a primeira banda na qual Reginaldo Rossi cantou, The Silver Jets, direto do Recife dos anos 60.

Para o ouvinte acostumado aos álbuns conceituais e com embasamentos filosóficos e elucubrações artísticas, essas canções possivelmente não tenham valor algum. Mas para o roqueiro inveterado, essas canções são um poço do mais sincero e ingênuo rock. Sem pretensões de soar inteligente, com o objetivo apenas de declarar seu amor juvenil às paixões mais platônicas e aos olhos mais bonitos do colégio. Algo que você jamais conseguirá repetir aos 30 ou 40 anos de idade. É ai que reside toda "originalidade repetitiva" desses grupos, ao captar um estado de espírito que só se vive uma vez na vida.

Nomear sua banda de os Pássaros e achar isso "um estouro" é algo que está distante anos-luz de toda a pretensão cult do rock atual. Milhares de grupos batizados como se fossem gangues: Os Fugitvos, Os Drmáticos, Os Inocentes, Os Enforcados, Os Tártaros, Os Falcões Negros, Os Paladinos, Os Quentes, Os Lordes, Os Reis, Os Abstratos. No final das contas, eram realmente gangues, violentando a sensibilidade artística dos mais velhos, dos quadrados.

Espero que vocês curtam os sons e se deixem levar por todo o desespero adolescente contido neles e que possam reconhecer toda a riqueza precária desses grupos. Um brinde aos tempos e os amores que não voltam mais.




Selvagens Vol. 3 - Obscure Brazilian 60's Garage Beat and Punk Groups

sábado, 18 de julho de 2009

The Sonics X Lixomania



Adoro essas duas capas. Punk rock em preto e branco. Monocromático como o som das bandas, mas nada entediante. Rock seco, duro, gritado e nada dissimulado.

Death - For The Whole World To See (Drag City Records, 2009)


Havia "upado" esse disco há um tempo, mas devido a alguns contratempos só agora postarei com o link para download. o texto que se segue foi publicado em 3 de fevereiro de 2009, pouco tempo antes do lançamento oficial do disco. Enjoy!


Um pouco sobre o Death

Formada pelos irmãos Hackney (David, Bobby e Dannis), no início tocavam funk e R&B influenciados pelas canções da Motown, mas tudo mudou em 1973.

Nessa data os irmãos vão ao Michigan Palace e assistem a um show de Iggy e os Stooges. A música dos Patetas marcou tanto os caras que eles mudam o direcionamento da banda para o rock and roll.

Dave então começa a fazer músicas e Bobby as letras. As canções se tornam mais políticas e então nasce o Death.

Não é nenhum detalhe dizer que esses caras eram negros, mas sim um traço marcante, pois no mundo anglo-saxônico do rock and roll, ser branco é a regra.

Os caras acabam encontrando Don Davis da Groovesville Productions, que impressionado com a banda, leva sua demo até Clives Davis da Columbia Records. É assinado um contrato com a major para um disco com 12 canções, mas durante as gravações, mas precisamente depois de terem gravado 7 músicas, Clive insiste para que a banda mude seu nome.

Não satisfeitos com as exigências da Columbia a banda abandona a gravadora antes do término das gravações.

Em 1976 o Death saca duas músicas da gravação para o Lp de 1974 e lançam um single de 500 cópias contendo as faixas “Politicians In My Eyes” e “Keep on Knocking”. O single é lançado pelo selo do grupo, o Tryangle Records, sendo distribuído de maneira gratuita durante os shows realizados pela banda.

Até o ano de 2002 não se ouviu mais falar da banda, até que eles apareceram na compilação No One Left To Blame, que reúne punk nort-americano obscuro de 1976 a 1982 e que trazia a canção “Keep on Knocking”.

34 anos depois de gravadas aquelas músicas, Bobby Hackney entrega as master tapes para seu filho escutar e eis que em 2009 teremos um disco completo do Death.

Teen Trash


http://www.mediafire.com/?zddmjru4gjc

quinta-feira, 16 de julho de 2009



Os Sonics tocando Pusshin Too Hard do Seeds em 1966 no Salem Armory no Oregon. Desconfiei da veracidade da gravação, mas também pensei que nada era impossível para os Sonics naquela época. Alguém sabe em que disco está essa gravação? No mais, escute e tire suas próprias conclusões.

Los Corvets - Pushin too Hard



Mais um cover dos Seeds. Esse é feito pela banda equatoriana Los Corvets. Possui um toque bem diferente com a adição daquela musiquinha, que sempre toca na tv, quando aparece um encantador de cobras. Você encontra mais informações sobre a banda no zine Sótano Beat, com link na coluna esquerda do blog.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Selvagens Vol. 2 - 60s Raw Surf and Wild Instro From Brazil


Devido a boa recepção que obteve o primeiro volume da série Selvagens, ultrapassando o recorde de downloads de Cazumbi e no intuito de dar prosseguimento a nossa viagem sem volta ao mundo da garagem brasileira, Lixo Jovem lança o segundo volume da série.

Agora vamos voltar a época onde as guitarras falavam. Se você pensou em surf e instrumental, você foi direto ao ponto! Isso mesmo, antes da beatlemania fazer despertar em cada adolescente do globo o desejo de montar uma banda, o mundo era dominado por uma porção de grupos que pouco ligavam para os microfones e faziam das guitarras e demais instrumentos os "porta-vozes" do rock and roll.

O rock instrumental surge no período entre o estouro inicial do rock and roll, capitaneado por Elvis, Little Richard, Chuck Berry e a febre que foi a British Invasion de Beatles, Stones, Animals e outros. Foi a época de Duane Eddy, Link Wray, Dick Dale, The Ventures e The Shadows.

No Brasil tivemos excelentes grupos como The Jordans e The Jet Blacks e uma porção de outros menos conhecidos como Red Snakes e The Bells que você escuta nesse segundo volume.

A seleção para a coletânea obedeceu o padrão Lixo Jivem de (des)qualidade, isso quer dizer o lado mais punk, agressivo e cru de nossas bandas instrumentais. Também foram incluídos números instrumentais de bandas de garagem como a cearence Brasa Seis e The Black Boys e de bandas que fizeram a ponte entre o Instrumental e o beat/garage como Os Incríveis e The Fevers.

No mais é isso, mas uma amostra do riquíssimo cenário sixtie brasileiro para o deleite das novas gerações. Enjoy!


Selvagens Vol. 2 - 60s Raw Surf and Wild Instro From Brazil

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Descanse em paz Sky



No mesmo dia em que o ídolo pop Michael Jackson faleceu, morreu também Sky Saxon, um dos ícones do garage rock a frente do clássico The Seeds. Como ele mesmo se intitulava, o Rei do Garage Rock. Nesse vídeo os Seeds tocam o hit Pushin' to Hard, gravado até por Wanderléa, com o título de Vou Lhe Contar em seu disco de 1967. Sky Saxon moreu com a idade de 71 anos.


sexta-feira, 26 de junho de 2009

Trash News: Cazumbi Vol.2


Ao abrir meu email hoje, foi com muita alegria que li uma mensagem da No Smoke Records anunciando o lançamento do segunda volume da arrasadora coletânea de garagem africana Cazumbi. Para todos aqueles que amaram raridades como Aida dos Gambuzinos, este novo volume parece vir com tudo e não decepcionar os maníacos que enloqueceram com primeiro volume, diga-se de passagem ,o capeão de downloads aqui no blog.

Não tive tempo de procurar na web se a compilação já está disponível para download, fico na espectativa de que ela logo apareça na net para o deleite de nossos ouvidos sebosos. Quem tiver alguma notícia do download da coletânea por favor informar aqui neste humilde blog. Fiquem aqui com o release da gravadora, tracklist e com água na boca.

Stay fuzz!
Stay punk!


V/A CAZUMBI, vol. 2

If you were raving on Cazumbi vol. 1, wait to hear the second.60’s garage rock and jerk out of South Africa, Angola, Mozambique, Ghana, Madagascar and Cameroun!!!Yes guys, there’s still much more to offer!!! If you were raving on Cazumbi vol. 1, wait to hear the second. I swear, it’s much, MUCH better than the first! Absolutely stunning collection of 21 tracks, ranging from the more sophisticatedly produced (but hell, WILD!!!!) fuzzy garage sounds of South African groups like The Gonks, Birds of a Feather, Them or The Invaders, to the primitive raw garage, beat and jerk of Tall Emma & His Skipper (from Ghana with their killer Hammatan),Vum Vum and Os Rocks from Angola, Les Kilts from Cameroun, Les Safari and Les Jokers from Madagascar, and a good number of Mozambique combos.This brilliant release comes with great artwork, and an insert is included with photos and information on some of the groups and the African 60’s rock scene. Limited vinyl release of 700 copies, and 500 papersleeve CDs. Fully remastered sound.



SIDE 1
01 - THE GONKS - WOMAN YEAH (S.A)
02 - TALL EMMA & HIS SKIPPER - HAMMATAN (GHANA)
03 - OS IMPACTO - UMA VELHA FOI A FEIRA (MOZAMBIQUE)

04 - VUM VUM - XE XE XE KANGRIMA (ANGOLA)

05 - BIRDS OF A FEATHER - COME ON UP (S.A)

06 - LES KILTS - JERK BASTOS (CAMARONS)

07 - LES SAFARI - LES JEUNES TIGRES (MADAGASCAR)

08 - SIMIAO - WASATI WALOMU (MOZAMBIQUE)

09 - THE HOBOS - HASIE (S.A)

10 - CONJUNTO NIGHT STARS - YEAH (MOZAMBIQUE)

11 - OS INFLEXOS - I FEEL FINE (MOZAMBIQUE)



SIDE 2

01 - THE INVADERS - PAINTER MAN (S.A)

02 - OS IMPACTO - THATS WHAT I WANT (MOZAMBIQUE)

03 - LES SAFARI - ELLE AVAIT TOUT (MADAGASCAR)

04 - MAD-MUNKS - LUCILLE (S.A)

05 - LES JOKERS - DIVIDI JANE (MADAGASCAR)

06 - THEM - ONE TIME TOO MANY (S.A)

07 - VUM VUM - MONAMI (ANGOLA)

08 - OS ROCKS - I PUT A SPELL ON YOU (ANGOLA)

09 - CONJUNTO OLIVEIRA MUGE - PIANGE CON ME (MOZAMBIQUE)
10 - H2O - DEATH OF A CLOWN (MOZAMBIQUE)


CAZUMBI, vol. 2 Vinyl LP NSLP004 (Nosmoke) CAZUMBI vol. 2 Papersleeve CD NSCD004 (Nosmoke) DISTRIBUTED BY GUERSSEN (SP) - http://www.guerssen.com/

sábado, 20 de junho de 2009

O Lado Punk do Rei




Trecho do filme Roberto Carlos em Ritmo de Aventura rodado em 1968 e dirigido por Roberto Farias com atuação do próprio Rei e participação de José Lewgoy, Reginaldo Farias e Rose Passine. Na película Roberto é perseguido por uma quadrilha internacional de bandidos.

No clip o rei tira granadas da própria boca e arremessa nos bandidos. Ainda dirige uma espécie de trator e foge da quadrilha pilotando um helicóptero. No mínimo peculiar!

Não Serve Pra Mim é uma composição de Renato Barros do grupo Renato & Seus Blue Caps, que acompanham o Rei nesta música. A canção está presente no disco do rei de 1967 que leva o mesmo nome do filme. O destaque vai para o riff brutal da guitarra de Renato Barros, um som seco, duro, estourado e arrasador perfeitamente encaixado nos lamentos amorosos de Roberto Carlos. Destaque ainda para o órgão e toda atmosfera 60s e garageira da música.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Agenda