quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Analfabitles - Single (RCA, 1968)





Mais uma vez os Analfabitles fazem uma aparição aqui no blog, desta vez com seu primeiro compacto, datado de 1968. O single abre com Sunnyside Up, cover da obscura banda de Boston Teddy and The Pandas, mostrando que a banda sabia onde catar as coisas. E a letra da canção diz "Well it's seven in the morning and I'm lying in bed/My wife's waking in my door/ She's got pralines on the table and they're waiting for me/ and I'm raring to go/ cause I'm havin'/ sunnyside up/ I'd like my eggs now..." Em seguida temos outro cover, essa mais calmo, chamado She's My Girl, original do grupo The Coastliners. Então é isso, saiba mais sobre os incríveis Analfabitles, no informativo texto de Nélio Rodrigues. Esse post é didicado ao camarada Junior, de Belém do Pará, que acompanha nosso blog e havia solicitado mais coisas do Analfabitles. Um abraço!
Teen Trash


tracklist:
side A Sunnyside Up
side B She's My Girl


Analfabitles - Single (RCA, 1968)







Analfabitles
por Nélio Rodrigues

Os Analfabitles contabilizavam três anos de existência em 1968. No início eram um quarteto e atendiam pelo nome de The New Kings. Uma fase curta, movida por uma aparelhagem incipiente e muita disposição. Logo, o pretensioso nome foi abolido, substituído pelo trocadilho com o qual a banda viria a se tornar uma legenda no Rio de Janeiro.

Mimetizando os grupos ingleses e norte-americanos, dos quais sugavam o repertório, os Analfabitles seguiam rota divergente do estilo predominantemente brega da jovem guarda. De fato, compartilhavam com outras bandas beat e de garagem, como The Outcasts, The Bubbles, The Trolls, The Divers e The Crows, entre outras, um nicho distinto e exclusivo, porém sem muita atenção das TVs e dos jornais e revistas, como recebiam os artistas daquela vertente.

No entanto, em 1968, já como um sexteto, a banda atravessava um momento efervescente. Seus bailes sempre concorridos mantinham o grupo em permanente circulação pelos clubes da Zona Sul, com esticadas a Tijuca, ao Grajaú e a Niterói, do outro lado da baía. Mas foi no Caiçaras, um clube de elite às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas - na verdade, situado numa ilha - que a coisa começou a esquentar. Ali, suas domingueiras foram se tornando tão disputadas durante o segundo semestre do ano que os bailes tiveram que ser transferidos do salão para o ginásio do clube. Com a fama se espalhando rapidamente entre os jovens antenados da cidade, não foi preciso muito tempo para Danilo, Léo, Maran, Luiz Carlos, Fernando e Daniel desfrutarem da reputação de pertencerem da melhor banda da região, ao lado de The Bubbles.

Pois foi em meio a esse panorama que os Analfabitles tiveram a chance de gravar um compacto simples para a RCA Victor. Chance essa proporcionada pelo gaitista e violonista Rildo Hora que, naquele momento, iniciava-se como produtor musical da gravadora. Reunidos no estúdio da CBS, no Rio, o grupo registrou os dois temas para o compacto numa curta sessão de gravação. Ao final de uma tarde de trabalho, depois de gravadas as bases, seguidas dos vocais em overdub, Rildo Hora dava por encerrada a sessão.

A escolha dos Analfabitles recaiu sobre dois números absolutamente obscuros, conhecidos apenas pelos freqüentadores mais assíduos dos bailes da banda. Foram eles "Sunnyside Up" e "She's My Girl". O primeiro, de uma banda de garagem de Boston (EUA) de pouca expressão fora de sua região de origem, chamada Teddy and The Pandas. A segunda, dos Coastliners, outro grupo norte-americano cujo legado discográfico limita-se a alguns compactos.

De certa forma, uma escolha surpreendente, pois contrariava a tendência da maioria dos artistas (e de bandas de sua época) de copiar os sucessos mais óbvios ou refazer temas de artistas já consagrados internacionalmente, quando da gravação de covers. Com inteligência, os Analfabitles evitaram comparações com as gravações originais que, no caso, ninguém conhecia, e tornaram "seus" os temas gravados. Portanto, se sucesso fizessem, seriam conhecidos como uma assinatura exclusiva da banda e de ninguém mais.

"Sunnyside Up" é um número em mid-tempo, com destaque para o caprichado vocal do grupo, em arranjo diferente, melhor e de efeito superior ao registrado por Teddy and The Pandas. Outro carimbo da banda presente na gravação é o atrevido solo de Maran ao órgão Hammond. Já "She's My Girl", escolhida para ocupar o lado 2 do compacto, é uma balada delicada, cantada em falsete por Fernando tal qual a gravação original dos Coastliners, lançada nos Estados Unidos em 1966 através do selo Back Beat.

O disco, cujo lançamento foi celebrado com uma festa no Teatro Casa Grande em 13 de outubro de 1968, chegou às rádios através do legendário DJ Big Boy, que incluiu os dois números na programação da Rádio Mundial. Mas foi "She's My Girl" que caiu no agrado dos ouvintes. O sucesso foi tanto que a música acabou invadindo o dial de outras estações cariocas, garantindo a RCA uma vendagem de dez mil cópias do compacto. Um enorme alento para um grupo sem presença alguma na televisão e cuja fama ainda atingiria o ápice no ano seguinte.

Enquanto os Analfabitles seguiriam construindo a sua história, a do compacto já estava sedimentada. Duas grandes pequenas músicas, executadas com brilho e bom gosto, só poderiam resultar num dos melhores discos de beat music gravados no Brasil.


publicado originalmente na revista virtual Senhor F
http://www.senhorf.com.br/agencia/main.jsp

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Os Abstratos - Single (Mocambo, 1968)





Começando a semana com uma PRECIOSIDADE! Os Abstratos, obscuro grupo da garagem paulista dos anos 60. Toda sua discografia se resume a esse compacto lançado em 1968 pelo selo pernambucano Mocambo, pertecente a gravadora Rosemblit. Aqui basicamente versões, sendo uma a versão para Every Little Thing dos Beatles, batizada de Achei o Amor. A outra uma versão de Fred Jorge para uma música italiana, onde o grupo fala sobre guerra e revolução, quebrando assim um pouco daquele estereótipo de alienado do rock brasileiro dos anos 60. Compacto cru da melhor espécie!
Teen Trash


tracklist
A Revolução
Achei Meu Amor (Every Little Thing - Beatles)


Os Abstratos
por Fernando Rosa
Os Abstratos, da garagem à psicodelia paulistana, nos anos sessenta Grupo de rock paulista que gravou o compacto 'A Revolução'/'Achei Meu Amor', pelo selo Mocambo/Rozemblit, em 1968 - a primeira versão de Fred Jorge para um clássico da música italiana, e a segunda também versão para 'Every Little Thing', dos Beatles. Com o fim do grupo, seus integrantes somaram-se ao ex-Beatniks Bogô para formar o 'Sinc Sunt Res', um dos principais grupos psicodélicos paulistas, que realizou memoráveis shows, sem deixar nada gravado. (Fernando Rosa)

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Agenda

A Volta Dos Mortos Vivos

Scatologic Madness Possession
Feculent Goretomb
Facada
Vingança
(Lixorgânico)

data: 31/01/2009
hora: 22hs
Local:Clube Santa Cruz
Rua Padre Mororó ,710 - Centro - Fortaleza/Ce (próximo ao cemitério S. J. Batista)
Entrada:R$7,00 (R$10,00 / casal)




Ska Brothers e Racional Soul

data: 10/01/2009
hora: 20hs
local: Mocó Estúdio (Praia de Iracema)
entrada: 10,00






Agulha Sound

Primeira festa Agulha Sound do ano no Mocó Estúdio!

Djs
Jonnata Doll
Dandré
Bassman'60
Too Bad

data: 09/01/2009
hora: 22h
local: Mocó Estúdio (Rua José Avelino, 565 - Praia de Iracema)
entrada: 7,00 (1 pessoa), 10,00 (2 pessoas)

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Até Mais Stooge: 17/06/1948 - 06/01/2009





Stooges: Morre Ron Asheton


O guitarrista dos Stooges foi encontrado morto nesta terça-feira em sua residência na cidade de Ann Arbor, Michigan. Não foi confirmado, mas talvez o músico já tivesse falecido a sete dias. A polícia invadiu o local a pedido do assistente pessoal do guitarrista, que não o via faziam vários dias.

Segundo a polícia, Asheton estava sentado no sofá e provavelmente foi vítima de um ataque cardíaco. O corpo passará por exames toxicológicos e autópsia para confirmar a causa da morte.

O músico que estava com 60 anos, foi fundador dos Stooges em 1967, ao lado de Iggy Pop (voz), Dave Alexander (baixo) e de seu irmão Scott Asheton (bateria), consagrando clássicos como “No Fun” e “I Wanna Be Your Dog”.

No terceiro trabalho da banda, Raw Power (1973), Asheton assume o baixo. Depois do lançamento do disco, resolve deixar a banda. Nessa época os Stooges chegavam ao fim e o último show foi em fevereiro de 1974, no Detroit’s Michigan Palace.

O músico teve diversos projetos, tocou em uma série de bandas como The New Order (não é os oitentão) e Destroy All Monsters, The New Race e Dark Carnival. No final dos anos 90, gravou canções da trilha do filme Velvet Goldmine ao lado de Mark Arm (Mudhoney), Mike Watt (The Minutemen), Thurston Moore (Sonic Youth) e Steve Shelley.

Em 2000, o músico começou a tocar com seu irmão Scott e Mike Watt. A banda foi chamada de The New Stooges pelos fãs, e depois que Iggy viu uma apresentação do trio, todos decidiram retornar com o The Stooges.

O primeiro show reunindo todos os integrantes novamente foi em 2003, quatro anos mais tarde sai o disco “The Weirdness” (2007).

A revista Rolling Stone colocou Ron na 29° posição quando elegeu os 100 Maiores Guitarristas de Todos os Tempos.

(Lester Benga)

Fonte
http://www.osarmenios.com.br/

domingo, 4 de janeiro de 2009

Os Selvagens - s/t (Caravelle, 1968)



Essse é nosso primeiro disco de 2009 e esperamos que esse ano nos reserve mais grupos trazidos de volta da tumba e muito farfisa, hammond, fuzz, e demais usos primitivos da guitarra elétrica para nossos corações de pedra. Então vamos lá!

Os Selvagens gravaram 5 Lps e alguns compactos entre 1968 e 1976. Esse aqui é o primeiro disco do grupo que saiu pele selo Caravelle em 1968, destaco aqui a versão ultra punk de We Gotta Get out of This Place, gravada originalmente pelos Animals em 1965. Esse disco como um todo é uma boa pedida, com várias músicas autorais e alternando momentos garageiros mais radicais com jovem guarda. O grupo foi formado em 1965 na cidade do Rio de Janeiro pelos irmãos Leonardo e Mário Carion, junto com Hilton Ribeiro e Edgard Borges e tocaram em vários bailes por toda a cidade. Em 1970 gravaram Coração de Pedra, original dOs Jovens, com muito fuzz e o acompanhamento de percussão. Os Selvagens também saíram em coletâneas gringas dedicadas ao garage internacional como Basementville! Brazil #2 - 16 Obscure Brazilian Mid & Up-tempo Teen Cuts 1965/'68 (Misty Lane, 2000) e What Do I Say? #1 - Juddy In The Sky With Nazis (Reep, 2004).
Teen Trash

Obs: Mais informações sobre os grupos aqui postados são sempre bem vindas!


Tracklist
01. Te quero Bem
02. Vivo prá você
03. O Gavião
04. Vem , Amor
05. A praça
06. O Segredo
07. Temas do Nosso Amor
08. Tenho Que Esperar
09. We Got to Get Out of This Place
10. Tudo na Vida
11. Lamento de Amor
12. Você Foi Pra Longe

Os Selvagens - s/t (Caravelle, 1968)


Thanks For The Coments!



Os Selvagens
Por RSTONE (Comunidade Música Cafona e Jovem Guarda)


Banda carioca formada em 1965 pelos irmãos Leonardo e Mário Carion (guitarras) e mais Hilton Ribeiro(baixo) e Edgard Borges(bateria). Inicialmente, tocavam em todo o circuito de bailes do Rio.

Em 1968 lançaram o seu primeiro LP "Os Selvagens", pela gravadora Caravelle, sob o Nº LP-NF-6007. Neste álbum consta a curiosa gravação que fizeram da música "A Praça", de Carlos Imperial e grande sucesso com Ronnie Von um ano antes.

Em 1969, entrou para o grupo o compositor e versionista Rossini Pinto, que os levou para a CBS para gravarem pelo selo Epic. A banda é reformulada, e além de Rossini pinto, entram também para o grupo dois futuros grandes nomes da músicabrasileira, Hildon Souza e Michael Sullivan.

Em 1970, lançaram pelo selo CBS/EPIC, o seu segundo álbum contendo várias versões de Rossini Pinto e mais composições de Dom (da dupla Dom & Ravel), Álvaro Menezes, Pedro Paulo e outros.

O terceiro LP, intitulado "Don't Leave Me Now", é lançado em 1971, e mais uma vez, traz várias versões de Rossini Pinto para sucessos internacionais da época.

O grupo seguiu carreira até 1976, quando lançou o seu último LP, ainda pelo selo CBS/EPIC. Entre os sucessosradiofônicos do grupo Os Selvagens, estão as canções "O Jornalista", '"Eu E Você" e a mais conhecida de todas, "O Enviado Especial", que levou a banda para as paradas de sucesso de todo o Brasil em 1974. (RSTONE)

NOTA:
Fazendo uma correção ao texto acima: As canções "O Jornalista" e "O Enviado Especial" são, na verdade, uma música só, cujo título correto é "O Jornalista (O Enviado Especial)", composição de Rossini Pinto, foi lançada em compacto pela CBS/EPIC em 1972 - e não em 1974, conforme escrito acima -, se tornando o maior sucesso da carreira do grupo OS SELVAGENS. (RSTONE)


sábado, 3 de janeiro de 2009

The Queen is Dead - In Memoriam




Com certeza a modelo mais rock and roll de todos os tempos


A secretária convertida em modelo Bettie Page morreu na noite dessa quinta-feira (11) em Los Angeles, aos 85 anos, informou seu agente, Mark Roesler.

"Bettie Page personificou o estereótipo dos anos cinquenta e a sexualidade escondida por baixo da superfície", disseram as autoras Karen Essex e James L. Swanson no livro "Bettie Page: A vida de uma lenda das pin-ups", de 1996.

Bettie Mae Page nasceu no dia 22 de abril de 1923, em Nashville, e foi mandada para um orfanato com mais duas irmãs depois que o pai dela foi preso. Page descrevia seu pai como um "monstro sexual" que começou a molestá-la aos 13 anos de idade.

Formada em artes, ela fez seus primeiros trabalhos como modelo nos anos 1940, após mudar-se para San Francisco.

Ela morreu de pneumonia em um hospital da segunda maior cidade dos Estados Unidos, revelou o agente por meio de nota. Ela sofreu um ataque cardíaco no último dia 2 e jamais recuperou a consciência.

Com a famosa franja preta, os olhos azul-acinzentados e um sorriso largo, Page cultivou a imagem de "menina comum". Ex-professora e secretária, algumas de suas fotos tinham cenas de agressão e servidão.

Em janeiro de 1955, chegou ao ápice da carreira, ao posar para a revista “Playboy” e se transformar em celebridade. Bettie Page passou a ser a modelo mais fotografada do mundo, especialmente de biquíni e lingerie. Sua imagem virou febre e foi estampada nas cartas de baralhos e álbuns. Seus pôsteres sensuais decoravam os quartos dos jovens da época.

Mais tarde, Page passou décadas longe dos holofotes, lutou contra uma doença mental e se tornou uma cristã convertida. Ela voltou à cena na década de 90, ao conceder algumas entrevistas, nas quais se recusava a ser fotografada.

"Ela capturou a imaginação de uma geração de homens e mulheres com seu espírito independente e sua sensualidade sem vergonha. Ela era a encarnação da beleza", disse Roesler.

Suas fotografias com pouca roupa chocaram a sociedade americana antes da revolução sexual dos anos 60.

Em 2005, Page foi personagem central do filme "The Notorious Bettie Page", que conta a história da a atriz e ex-modelo.

Page foi considerada uma das mulheres mais sensuais nos anos 50 e chegou a ser considerada por Hugh Heffner, criador da revista "Playboy", como "a modelo do século" por seu ensaio em 1955.








FONTES
http://www.rollingstone.com.br/secoes/novas/noticias/4099/
http://jc.uol.com.br/2008/12/12/not_187262.php
http://g1.globo.com/Noticias/PopArte/0,,MUL920186-7084,00.html
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u478402.shtml

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

sábado, 20 de dezembro de 2008

Os Megatons - Single (Mocambo, 1967)



Os Megatons começaram como uma banda de rock instrumental e surf, gravando seu primeiro registro em 1964, o Lp Os Megatons lançado pela Philips. Sua formação contava com Joe Primo Mareschi (guitarra e ex-Jet Blacks), Renato (guitarra), Luiz (guitarra), Carlão (baixo) e Edgar (bateria).

Posteriormente com a entrada de Wagner Benatti e influenciados por Byrds e pela Britsh Invasion, gravam o sucesso O Tijolinho com o cantor Bobby de Carlo e também mais três compactos.

Parece que tinha-se o plano de lançar um Lp, coisa que não foi concretizada.Nas décadas seguintes seus integrantes passaram por bandas como Os Pholhas e Cokeluxe.

As duas canções são carregadas de atmosfera garageira e fuzz, uma delícia!
Teen Trash



Tracklist
Lado A - Cuidado
Lado B - Só penso Em Meu Bem

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História da Banda

Banda paulista formada no inicio dos anos 1960 pelo baixista Joe Primo (ex Jet Blacks). Nos primordios era uma banda exclusivamente instrumental, alias era o que predominava na epoca. Com a entrada de Bitão (Wagner Benatti) em 1966 a banda passou por uma mudança radical e as musicas vocais passaram a dominar o repertorio. Nessa ocasião a formação era: Bitão – guitarra/vocal; Joe Primo (PrimoMoreschi) - baixo/vocal; Renato – guitarra; Luiz Moreschi (irmão do Primo) – guitarra de 12 cordas/vocal e Edgar – bateria. Posteriormente houve a saida de Renato e a entrada de Sodinha (Antonio Carlos Cortez) grande amigo de Bitão com o qual já tinha tocado numa efêmera banda por volta de 1964 chamada “4 Sem e Um Com Óculos”.



Influenciados principalmente pelos Beatles e Byrds, a sonoridade dos Megatons tornou-se um diferencial entre outras bandas da época pelo uso das guitarras de 12 cordas, raridade naqueles dias...Foi assim que o produtor Serginho de Freitas os escolheu para gravar o compacto de reestréia de Bobby De Carlo que já tinha feito grande sucesso no final dos anos 50 com a musica “OH ELIANA”, as musicas escolhidas foram “TIJOLINHO” e “MINHA TRISTEZA” as 2 de autoria de Bitão. O sucesso foi avassalador e logo os rapazes foram identificados com aquele som diferente e metalico das guitarras de 12 cordas que todos admiravam; logo outros artistas do então iniciante movimento “Jovem Guarda” quiseram ter Os Megatons para acompanha-los nas gravações, como por exemplo Marcos Roberto e Antonio Marcos. Com todo este sucesso o caminho natural era que a banda fosse convidada a gravar seu proprio disco o que aconteceu através da gravadora Mocambo/Rozenblit com as músicas “MEU MACHUCADINHO” e “NELMA” as 2 de autoria de Wagner Bitão e PrimoMoreschi. O 2° compacto - tambem pela Mocambo/Rozenblit - tinha as músicas: “CUIDADO” (Marcos Roberto & Dori Edson) e “SÓ PENSO EM MEU BEM” (Henrique Adriani). O 3° e ultimo compacto saiu pela Odeon e tinha as musicas: “TARZAN (Wagner Bitão - PrimoMoreschi) e “VIAJANDO” (Wagner Bitão - Antonio Sodinha).


No 2° semestre de 1967 foram convidados a participar do inovador programa "Quadrado e Redondo" dirigido à juventude e apresentado pela dupla Serginho Galvão-Debora Duarte na então recem inaugurada TV Bandeirantes e que foi um grande sucesso na época; chegaram ainda a participar no final daquele ano da gravação do único LP de Bobby de Carlo e no inicio de 1968 Os Megatons estavam preparando a gravação do seu 1° LP mas infelizmente não chegou a ser concretizado pois houve a prematura dissolução da banda.


Fonte

Altafini - Single (Pauta, 1968)




Altafini é outra obscuridade, gravou esse compacto pelo pequeno selo "Pauta Gravações e Propaganda Limitada" em 1968. No single ele canta e é acompanhado pela também obscura banda We Four.

Altafini chegou a se apresentar na TV no programa de Flávio Cavalcante, cantando Eu Lutarei Pela Paz. A música fala sobre a infância e pacifismo e em certo trecho fala sobre quebrar coisas e jogar pedras. Foi criticado pela letra por um dos jurados e teve seu compacto quebrado no ar pelo apresentador do programa. O cantor e seu empresário alemão ainda tentaram divulgar o trabalho, mas sem êxito. Ao que parece, em 1969 Altafini já tinha encerrado a carreira de músico.

Duas coisas devem ser destacadas nesse single, as composições, que são próprias do cantor, mostrando bastante personalidade e originalidade nas letras. E o outro é o acompanhamento arrasador do We Four, com muita guitarra fuzz e barulho, bem sujo e diferente.

As duas canções do compacto circulam pela Web, já faz um tempo, através da compilação virtual Brazilian Nuggets, dedicada a psicodelia brasileira.

Celso Fagundes Altafini, nasceu em São Paulo e em 1982 se casou, mudando-se para Fortaleza (Ceará). Se alguém de Fortaleza que conhece o cara estiver lendo isso daqui, seria de grande interesse meu entrar em contato com o artista para uma entrevista.

Todas as informações aqui contidas foram retiradas do programa de Washington Morais dedicado a Jovem Guarda, que em sua edição de número 21 foi sobre Altafini.



Tracklist
Lado A - Eu Lutarei Pela Paz
Lado B - Xaropão


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Jovem Guarda - Programa 21 - Altafini

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

The Maskers - Single (Continental, 1965)





Não existe quase nenhuma informação sobre o The Maskers. Eles foram capa do volume 1 da coletânea gringa Hearts of Stone, dedicada as obscuridades garageiras do Brasil. Ao que parece, gravaram somente dois compactos, este lançado pela Continental em 1965 e outro pela Chantecler, que continha a música Veja Só. No compacto aqui postado temos basicamente versões. Vem é uma versão para Help dos Beatles e reflete os efeitos da British Invasion aqui no Brasil. É Difícil Esquecer é uma versão para You're My Baby, Don't You Forget It. O compacto é de sonoridade é mais beat do que garage, com letras em português. Destaque para a capa do compacto com os integrantes fazendo jus ao nome da banda. Boa pedida para quem gosta de obscuridades, covers e versões.


Obs: Mais informações sobre a banda serão bem vindas.

Tracklist
Vem (Help!)
É Difícil Esquecer (You're My Baby, Don't You Forget It.)

Download!

Os Incríveis - Neste Mundo Louco (Continental, 1967)




Algumas pessoas tendem a torcer o nariz quando o assunto é Jovem Guarda e acabam menosprezando o estilo, resumindo ele aos hits que ouviram por acaso na tv ou coisa parecida. A verdade é que a jovem guarda é a expressão autêntica de nosso rock sixtie, com tudo de bom ou brega que essa década teve. Nela, como em qualquer outro estilo, há espaço para coisas boas, ruins e fenomenais. Todo mundo "conhece" Roberto, Erasmo e Wanderléa, as pontas de lança do movimento, porém muitos outros fizeram parte dela. Gosto de brincar e chamar os grupos mais obscuros e de tendência mais garageira (Os Baobás, The Brazilian Bitles) de "Jovem Guarda linha-dura", em contraponto as melodias mais açucaradas do estilo. E esse disco postado aqui dos Incríveis de certa forma reúne esses elementos.

Os Incíveis nasceram no ano de 1962 em São Paulo com o nome de The Clevers e já começaram a gravar em 1963 em plena moda do Twist. Dois anos depois, por motivos legais, mudam o nome para Os Incríveis, iniciando a fase de maior sucesso do grupo que se estende do final dos anos 60 até o início da década seguinte, contando com sucessos como Era um Garoto que como Eu Amava os Beatles e os Rolling Stones e Eu Te Amo, Meu Brasil, composição de Dom e Ravel identificada com o regime militar e que acabou por trazer desprestígio para o grupo. Em seguida o grupo se separou e alguns de seus integrantes ainda gravaram nos anos 70 como Risonho, Mingo e Nenê, passando por grupos como Som Nosso de Cada Dia e Casa das Máquinas. Nas décadas seguintes o grupo se reúne em decorrência de comemorações e aniversários da Jovem Guarda.

Em 1967 eles gravaram Os Icríveis Neste Mundo Louco, nome também do filme que foi rodado com eles ma Europa. Aqui há desde músicas mais animadinhas como Feliz Foi Adão, passando pelo pop italiano romântico de La Fisarmonica, pelas canções carregadas de distorção fuzz e cheiro de garagem como Hold Tight e Giulieta e a pertubadora Don Pepe Legal, de autoria do guitarrista e vocalista Mingo, que passeia pelo jazz, rock instrumental e guitarra fuzz garageira. Neste disco a fromação era Netinho (bateria), Mingo (guitarra base e vocal), Risonho (guitarra solo), Nene (baixo), que foi integrante do The Rebels e Manito (sax), que posteriormente chegou a gravar com os Mutantes.

Se você ainda tem preconceito com a Jovem Guarda, me desculpe a indelicadeza, mas o problema é todo seu, pois estará perdendo oportunidade única de saborear um rock tipicamente brasileiro, sem ser regionalista, que nada tem haver com aquele excremento pop feito aqui nos 80. E se você é um aficionado em sons de garagem, não deixe de dá uma olhadinha no próprio quintal, antes de procurar coisas no do seu vizinho anglo-saxão.

Teen Trash


1 The girl like you
(D.R.)

2 Renascerá
(Los Brincos - Mingo)

3 Hi-Lili Hi-lo
(Deustche - Kaper)

4 Hold tight
(Blaikley)

5 La fisarmonica
(Enriquez - Zambrini - Migliacci)

6 My mummy put sugar on me (Mamãe passou açúcar em mim)
(Carlos Imperial - Mingo)

7 Piangi com me
(Mogol - Schapiro)

8 Giulieta
(Los Brincos)

9 Feliz foi Adão
(Carlos Imperial - Eduardo Araújo)

10 Don Pepe Legal
(Mingo)

11 Que será será (Whatever will be, will be)
(Livingston - Evans)

12 Um sorriso champagne
(D.R.)


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Trecho do filme Os Incríveis Neste Mundo Louco


Os Incríveis num visual meio Billy Childish

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Noite das Bruxas 13 de Dezembro



Noite das Bruxas
Mossoró, Rio Grande do Norte

Os Bonnies
Velociraptors
Inquisidores
Mahatma Gang
Dj Raphael Cruz

Local: Nasdir Drinks
Horário: Sábado às 18:00
Entrada: 5,00


quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Soul Jamaica


Blog meu e do camarada Bergson sobre a época de ouro da música jamaicana, Mento, Calypso, Ska, Rocksteady e Early Reggae. Com enfase mais em textos do que em downloadas, dando destaque a algumas importantes bandas e artistas, que merecem uma atenção especial.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Gonn - The Loudest Band in Town (Sundazed/BeatRocket, 1998)

Gonn: Querosene & Fuzz, Um Coquetel Punk Anos 60


Provavelmente com um dos mais sebosos e brutos riffs do punk sessentista, Blackout of Gretely são mais de quatro minutos de guitarra e vocal saturados em cima de uma letra baseada num conto sobre a Segunda Guerra Mundial. Formado em 1966 o Gonn vem da pequena Keokuk (Iowa), próxima ao Rio Mississipi e já citada até num episódio dos Simpsons, quando o palhaço Krusty comenta sobre cidades norte-americanas com nomes estranhos como Walla Walla, Cucamonga, Seattle (?!) e claro Keokuk.

A história do Gonn é semelhante à de qualquer outra banda de garagem americana dos anos 60, vivendo num ambiente marcado pelas intensidades da adolescência e pela vontade de ter um banda, o que só poderia desaguar no amadorismo cru e bruto do rock de garagem, tão presente em festas colegiais, matinês e concursos do tipo Battle of the Bands. A trajetória da banda está associada a figura de seu baixista Greg Moore, que havia tocado anteriormente em pequenos grupos de curtíssima existência e nenhum registro, como The Gallows e The Outcasts.

Antes de finalmente ser formada a banda, seus futuros integrantes passaram por grupos pré-Gonn como The Accused, The Rogues, The Pagans. Este último se destaca por ser um dos primeiros grupos garageiros sessentistas a contar em sua formação com integrantes brancos e negros. A mudança do nome de Pagans para Gonn ocorre por causa da mãe do guitarrista Rex Garret, que não gostava que seu filho fosse chamado por ai de "pagão". Os garotos de Keokuk admiravam uma banda chamada Madd da vizinha Ottumwa (outro nome estranho!) e nesse espírito, acrescido de um leve toque beatnick, Rex disse Gone e Craig acrescentou dois "enes", estavam então finalmente batizados de Gonn e como seus ídolos Madd, dispensaram o tão presente "The".

Entre o final de1966 e o começo de 1967 sai o primeiro compacto que trazia a devastação sonora Blackout of Gretely no lado A e Pain in My Heart no lado B, clássico na voz do soulman Otis Redding e também gravada pelos Rolling Stones, nos quais o Gonn se baseou para fazer sua versão. O line up então contava com Craig Moore (vocal principal e baixo) Gerry Gabel (órgão e vocais), Gary Stepp (guitarra rítmica), Rex Garrett (guitarra principal) e Brent Colvin (bateria). O single foi prensado naquele ano em apenas 600 cópias pela Emir Records de Iowa e hoje custa a bagatela de 1.000 dólares em sites como Ebay. Blackout of Gretely foi composta por Craig Moore/Rex Garrett e começa com a declamação "The universe is permeated with the odor of kerosene", sendo um convite para a audição de uma pérola que reúne todos os aspectos mais primitivos dos Stones, só que elevados à décima potência no quesito "crueza" e mais toques, segundo seus próprios integrantes, de The Standells, Count Five e The Yardbirds.

Com o mesmo line up ainda gravaram um segundo compacto no início de 1967, contendo Doin' Me In no lado A e I Need You (cover do Kinks) no lado B, que nunca foi lançado, até possivelmente ter visto a luz do dia novamente em 1984 na compilação Rough Diamonds: The History Of Garage Band Music Vol 9 - Gonn (Voxx Records). Doin' Me In é a sucessora de Blackout of Gretely, tendo que ser grava mais de uma vez devido o excesso de gritos e barulho, mas apesar de ser uma segunda gravação a música ainda é brutal e demoníaca o suficiente quarenta anos depois. No meio de 1967 ainda gravaram outro single, esse sim lançado e que continha Come With Me (To The Stars) no lado A e You're Looking Fine no lado B.

No ano de 1968 o Gonn se desfaz, seus integrantes tomam rumos diferentes o que invibializava a banda. Mesmo assim Dave, Gerry e Craig ainda testam mais três novos line ups para o Gonn, até finalmente encerrar a banda em 1969.

Blackout of Gretely foi regravada pelos Fuzztones em seu segundo single Leave Your Mind At Home em 1984 e a versão original do Gonn circulou por inúmeras compilações piratas dedicadas ao garage e ao punk ainda nos anos 80.

Em 1990 a banda se reune novamente para um show em frente ao Rio Mississipi. E em 1996 lançam oficialmente seu primeiro Lp, chamado Gonn With The Wind, com seis dos sete integrantes que passaram pela banda, contendo uma faixa ao vivo da reunião de 1990. Em 1997 fazem turnê pela Europa, passando pela Itália, França e Holanda. Ainda nesse ano participam do Fuzz Fest em Atlanta. Em 1998 a Sundazed Records lança, como parte de sua série BeatRocket, um Lp contendo material extra do Gonn de 1966-1967, além de seus compactos, com uma produção fiel as master tapes analógicas originais.

À título de curiosidade, a razão pela qual Blackout of Gretely não constar na versão original da compilação Nuggets, lançada em Lp em 1972, era que ela passava dos quatro minutos, quesito usado para a seleção e produção da coletânea em seu formato original.

Em 2001 mais uma turnê européia e em 2004 se dá a entrada do Gonn para o Iowa Rock And Roll Music Association Hall Of Fame, figurando assim ao lado de Buddy Holly, Ritchie Valens, Bobby Vee, DJ & The Runaways, The Trashmen, The Union Jacks, Al's Untouchables entre outros. No ano de 2007 a dupla responsável pelo clássico 60's punk Blackout of Gretely, preparava um novo álbum e anunciavam mais shows pela frente.

Certamente o título de a banda mais ruidosa da cidade faz jus ao Gonn. Longa vida a essa banda permeada de querosene, ruído e fuzz!

Teen Trash




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quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Guerra de Estilos


Mais um blog meu sobre as diversas subculturas jovens; dos Mods aos Punks, dos Rude Boys aos Hippies.
Primeiros textos sobre Yippies, Rude Boys e múscia jamaicana e também garage rock e power pop. Em breve Beatniks, Teddy Boys e mais guerra de estilos.

sábado, 22 de novembro de 2008

Psicofasicos De Bolívia – Go-Gó a 4000 Metros! (Discos del Condor, 2003)


De volta a América Latina camaradas, mas especialmente "La Bolivia del Fuzz y del Groovie". Tendo seu foco no país dos camponeses cocaleros, a coletânea Psicofasicos De Bolívia – Go-Gó a 4000 Metros! (Discos del Condor, 2003) , nos brindam com 14 pérolas obcuras, com forte acento punk, gravadas entre 1967-1969.
Psicofásico era o nome de um selo da gravadora Discos Mendes, de onde saiu alguns dos compactos contidos nesta coletânea, assim também como do selo Lyra. Diferente de outros países latinos como o Brasil ou Argentina, nos quais o rock and roll chegou e também começou a ser feito ainda nos anos 50, na Bolívia ele chega apenas nos anos 60 através de programas de rádio. Com a chegada da beatlemania e de grupos do Uruguai (Los Shakers e Los Iracundos) e do vizinho Brasil (The Clevers, posteriormente rebatizado de Os Incríveis) que se apresentavam a céu aberto em La Paz e Santa Cruz de la Sierra, desencadeia-se uma onda de novas bandas. Os cabelos crescem, as guitarras fazem barulho e os chefes de polícia começam a se incomodar. É criado o “operativo tijeras” que consistia de pegar qualquer jovem cabeludo e raspa-lhe a cabeça. Muitos jovens ainda foram presos por suas atitudes rebeldes se assemelharem à dos guerrilheiros revolucionários. É esse o cenário de gestação do rock boliviano e que Psicofasicos nos trás com fuzz e cheiro de garagem, através de nomes como Los Burros, The Dagh Dagh’s, The Lovin Darks, The Blackstones e Los Ecos com uma menina de 11 anos na bateria e seus gritos infernais.
Teen Trash
tracklist
Side 1
1. Los Daltons - Alto Y Seco
2. The Dhag Dhags - Trata De Comprender
3. Los Ecos - La Gran Pelea
4. The Blackstones - Pena
5. Los Tennyson - Un Mundo Para Mi
6. Grupo 606 - Rompe, Cruza O Ayudame
7. The Dhag Dhags - Tipo Sicodelico
Side 2
1. Grupo 606 - Busco Un Camino
2. The Donkeys - El Pobre
3. Los Burros - You'd Better Run
4. Los Bonny Boy's Hot's - Virgenes Del Sol
5. The Loving Darks - Complicado
6. Los Grillos - La Tarara
7. The Dhag Dhags - Bohemio


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sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Pisadona 23/11


60's Reggae, Skinhead Reggae, Dub, Dancehall, Country Style, Roots e raridades em vinil.
Local: Bar Dona Graça
End: Rua Conselheiro da Silva c/ Av. Paulino Rocha, n 59
Próximo ao Restaurante Espaço Grill
Bairro: Cajazeiras
Hora:16 horas
Entrada: 2,00
Organização: Rebeleões Antifa Hooligans e Molotov Soundsystem

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

The Gruesomes - Way Down Below



The Gruesomes é minha namorada dos últimos finais de semana, voltei a escutar bastante eles, em especial o disco Cave in! Eles são canadenses e fizeram parte do "revival" garage, ocorrido nos anos 80 na América do Norte, que reviveu todo os maneirismos do garage rock dos anos 60, com direito a guitarras vox, cabelo mop top e terninhos. A banda foi mais conhecida em sua terra natal, tendo pouca ressonância nos EUA. O grupo durou de 1985 à 1990 e sua discografia é feita de compactos e álbuns. Cave in! foi lançado originalmente em 2000, fruto de uma reunião do grupo depois de dez anos de seu fim e que rendeu até gigs pela Europa. Em 2007 o disco foi relançado, por ocasião de outra reunião de seus integrantes. Esse vídeo é dos anos 80 e foi exibido na MuchMusic, uma espécie de Mtv canadense. The GRUESOMES é sinônimo de garage punk aditivado de fuzz e estética sessentista, com vocais de adolescente dos anos 60 desenterrado da tumba. Um must dos "revivalistas" dos anos 80.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

70's Raw Power - Teenage Punk Rock 'N' Roll From 1970-1976 (Teen Trash Records, 2008)


70's Raw Power é uma viagem pelo que se fez de mais punk nos primeiros seis anos da década de 70, uma década que começou com hippies e terminou com punks, que foi do Flower Power para o No Future. Aqui estão registrados os anos antes da explosão total de 1977. Nela, temos remanescentes dos anos 60 que continuaram chutando tudo como MC5, Stooges, Flamin' Groovies e os obscuros Up! e Crushed Butler.

De bandas já nascidas nos 70, temos os grupos que surgiram na época do glam rock, mas que possuíam uma sensibilidade mais punk, como o pouco comentado Hollywood Brats (o New York Dolls inglês), Hammersmith Gorillas, banda da lenda do rock 'n' roll britânico Jesse Hector, que também é o vocal do Crushed Butler e o próprio New York Dolls, que já esquentava as coisas lá na Big Apple e preparava o solo pro nascimento da blank generation, junto com os Dictators.

Em seguida temos a galera que já vinha definindo o idioma de 77 e calejando o ouvido da molecada pra explosão, são eles: The Saints e Radio Birdman na Austrália; Ramones em NY, Runaways e Crime na Costa Oeste; e The Damned e Eddie and The Hot Rods na Inglaterra.

No meio do caminho, tivemos uma banda sui generis, única em sua época, o Death, formada por negros e que já era 77 em 1974.

Todas as gravações aqui são de antes de 1977, algumas como as do The Saints são de 1976, mas só foram lançadas um ano depois, outras como a do obscuro Bizarros, saíram em compacto ainda em 1976, assim como The Damned, Eddie and The Hot Rods, Crime e Radio Birdman. Outras são demos, como a do Ramones, originalmente gravada em 1975.

Temos também as gravações que passaram anos até verem a luz do dia novamente, como os registros do Crushed Butler feitos entre 1969-1971 e inéditos até 1998! No ep Uncrushed, que reúne todo o material do Crushed Butler, vinha o merecido subtítulo e reconhecimento póstumo de "First Punks From The British Underground".

Outro caso parecido foi o do Up!, porta-voz-musical-oficial dos contraculturais Panteras Brancas de John Sinclair e que possuíam estreita ligação com o MC5, com os quais compartilhavam a mesma filosofia política esquerdista mezzo marginal mezzo revolucionária, típica do final dos 60 e começo dos 70. As gravações do Up!, datadas de 1969-1972, foram resgatadas do obscurantismo em 1995 no retrospectivo lp Killer Up!, que conta até a com participação do beatnik mais querido pelos hippies, o poeta Allen Ginsberg.

Na Inglatrra, outra banda que teve lançamento póstumo foi o Hollywood Brats. Suas gravações de 1973, só foram lançadas em 1980. A banda é o equivalente inglês do New York Dolls, tanto na indumentária de drag queen, quanto na sonoridade trash e punk de seu glam rock. Depois do fim da banda, seu vocalista Steel Casino ainda participou do ninho punk inglês que era a banda London SS e posteriormente formou o The Boys em 1976, com Mat Dangerfield, outro remanescente dos Brats.

No mais é isso, Raw Power é uma energia que sempre esteve presente no rock n roll desde o seu berço e nunca morreu, as vezes é abafada quando o rock se leva a sério demais e se entorpece de “técnica musical” ou estrelismo cinematográfico.

Uma vez li em algum lugar uma frase que reflete bem o que penso a respeito da música, era mais ou menos o seguinte: nem tudo é punk no rock and roll, mas o melhor do rock é punk. Recado dado, aproveitem!


Don't Believe the hype and don't forget the RAW POWER!
Teen Trash

tracklist

1. Crushed Butler - My Son's Alive (1970)
2.Hollywood Brats - Sick On You (1973)
3.The Stooges - T.V. Eye (1972)
4.MC5 - Sister Anne (1971)
5.The Up! - C'mon and Swim (1970)
6.Crushed Butler - Factory Grime (1970)
7.Flamin' Groovies -Teenage Head (1971)
8.Hammersmith Gorillas - You Really Got Me (1974)
9.Iggy and The Stooges - Search And Destroy (1973)
10.Hollywood Brats - Another School Day (1973)
11.MC5 - Teenage Lust (1970)
12.Iggy and The Stooges - Raw Power (1973)
13.Dictators - Two Tub Man (1975)
14.New York Dolls - Trash (1973)
15.The Runaways - Cherry Bomb (1976)
16.Eddie and the Hot Rods - Teenage Depression (1976)
17.Death - Keep On Knocking (1974)
18.Bizarros - I Bizarro (1976)
19.Ramones - I Don't Wanna Be Tamed (Demo) (1975)
20.The Saints - (I'm) Stranded (1976)
21.The Damned - New Rose (1976)
22.Crime - Baby You're So Repulsive (1976)
23.The Saints - Erotic Neurotic (1976)
24.Radio Birdam- Burned My Eye (1976)


PART 1
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PART 2
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quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Portuguese Nuggets Vol. 1 - A Trip To 60's Portuguese Beat, Surf And Garage (Galo de Barcelos Records)




Nessa semana nossa bússola punk aponta para a península Ibérica, mais precisamente Portugal. Apesar de falarmos a mesma língua, não costumamos saber muito sobre a música feita lá, só conhecemos Roberto Leal, que é uma droga, e olhe lá. Some a ele Chutos e Ponta Pés mais a banda hardcore Time X e meus conhecimentos musicais sobre Portugal chegam ao fim.

Foi uma surpresa quando me deparei com Portuguese Nuggets. Com um nome inspirado na mitológica compilação Nuggets, a série conta com três volumes, reunindo boa parte da produção do rock português dos anos 60. Nesse primeiro volume, que abrange o período de 1964-1969, o sutítulo já indica o que vamos encontrar: beat, surf e garage. E é isso o que temos pela mãos de gente como Os Tártaros, Os Morgans, Quinteto Acadêmico, Os Chinchilas, Paulo Machado, Conjunto Mistério, Os Titãs, Os Blusões Negros, entre outros.

A epidemia garageira ocorrida nos 60 foi algo realmente sem fronteiras e só se compara com o que aconteceu com o punk rock em 77, inspirando meio mundo de moleques a formarem seus próprios grupos. Mas não é de se estranhar, se a British Invision chegou até aqui ou na África, não era de se espantar que também tivesse plantado suas sementes em Portugal. Portuguese Nuggets documenta o que acorreu lá, resgatando essas pérolas portuguesas. Enjoy!
Teen Trash


Track List
01. (Intro:Pop Five Music Incorporated - Overture)
02. OS TARTATOS - Tartária
03. QUINTETO ACADEMICO - Train
04. DANIEL BACELAR - Tema Dos Gentlemen
05. POP FIVE MUSIC INCORPORATED - Fire
06. CONJUNTO ACADEMICO JOAO PAULO - Sue Lin A Minha Chinesa
07. VICTOR GOMES & SIDERIAIS - Mama
08. PAULA MACHADO - Hoje Mais Feliz Do Que Nunca
09. CONJUNTO RUY MANUEL - Fuga
10. CONJUNTO MISTERIO - Tired Of Waiting
11. OS MORGANS - Opus
12. CONJUNTO ACADEMICO JOAO PAULO - Hully Gully Do Montanhes
13. OS TITAS - Tema Para Titas
14. SHEIKS - Try To Understand
15. OS CHINCHILAS - I`m A Believer
16. QUARTETO 1111 - Bissaide
17. JETS - Let Me Live My Live
18. OS BLUSOES NEGROS - Tequilla
19. OS EKOS - Esquece