sábado, 20 de dezembro de 2008

Os Megatons - Single (Mocambo, 1967)



Os Megatons começaram como uma banda de rock instrumental e surf, gravando seu primeiro registro em 1964, o Lp Os Megatons lançado pela Philips. Sua formação contava com Joe Primo Mareschi (guitarra e ex-Jet Blacks), Renato (guitarra), Luiz (guitarra), Carlão (baixo) e Edgar (bateria).

Posteriormente com a entrada de Wagner Benatti e influenciados por Byrds e pela Britsh Invasion, gravam o sucesso O Tijolinho com o cantor Bobby de Carlo e também mais três compactos.

Parece que tinha-se o plano de lançar um Lp, coisa que não foi concretizada.Nas décadas seguintes seus integrantes passaram por bandas como Os Pholhas e Cokeluxe.

As duas canções são carregadas de atmosfera garageira e fuzz, uma delícia!
Teen Trash



Tracklist
Lado A - Cuidado
Lado B - Só penso Em Meu Bem

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História da Banda

Banda paulista formada no inicio dos anos 1960 pelo baixista Joe Primo (ex Jet Blacks). Nos primordios era uma banda exclusivamente instrumental, alias era o que predominava na epoca. Com a entrada de Bitão (Wagner Benatti) em 1966 a banda passou por uma mudança radical e as musicas vocais passaram a dominar o repertorio. Nessa ocasião a formação era: Bitão – guitarra/vocal; Joe Primo (PrimoMoreschi) - baixo/vocal; Renato – guitarra; Luiz Moreschi (irmão do Primo) – guitarra de 12 cordas/vocal e Edgar – bateria. Posteriormente houve a saida de Renato e a entrada de Sodinha (Antonio Carlos Cortez) grande amigo de Bitão com o qual já tinha tocado numa efêmera banda por volta de 1964 chamada “4 Sem e Um Com Óculos”.



Influenciados principalmente pelos Beatles e Byrds, a sonoridade dos Megatons tornou-se um diferencial entre outras bandas da época pelo uso das guitarras de 12 cordas, raridade naqueles dias...Foi assim que o produtor Serginho de Freitas os escolheu para gravar o compacto de reestréia de Bobby De Carlo que já tinha feito grande sucesso no final dos anos 50 com a musica “OH ELIANA”, as musicas escolhidas foram “TIJOLINHO” e “MINHA TRISTEZA” as 2 de autoria de Bitão. O sucesso foi avassalador e logo os rapazes foram identificados com aquele som diferente e metalico das guitarras de 12 cordas que todos admiravam; logo outros artistas do então iniciante movimento “Jovem Guarda” quiseram ter Os Megatons para acompanha-los nas gravações, como por exemplo Marcos Roberto e Antonio Marcos. Com todo este sucesso o caminho natural era que a banda fosse convidada a gravar seu proprio disco o que aconteceu através da gravadora Mocambo/Rozenblit com as músicas “MEU MACHUCADINHO” e “NELMA” as 2 de autoria de Wagner Bitão e PrimoMoreschi. O 2° compacto - tambem pela Mocambo/Rozenblit - tinha as músicas: “CUIDADO” (Marcos Roberto & Dori Edson) e “SÓ PENSO EM MEU BEM” (Henrique Adriani). O 3° e ultimo compacto saiu pela Odeon e tinha as musicas: “TARZAN (Wagner Bitão - PrimoMoreschi) e “VIAJANDO” (Wagner Bitão - Antonio Sodinha).


No 2° semestre de 1967 foram convidados a participar do inovador programa "Quadrado e Redondo" dirigido à juventude e apresentado pela dupla Serginho Galvão-Debora Duarte na então recem inaugurada TV Bandeirantes e que foi um grande sucesso na época; chegaram ainda a participar no final daquele ano da gravação do único LP de Bobby de Carlo e no inicio de 1968 Os Megatons estavam preparando a gravação do seu 1° LP mas infelizmente não chegou a ser concretizado pois houve a prematura dissolução da banda.


Fonte

Altafini - Single (Pauta, 1968)




Altafini é outra obscuridade, gravou esse compacto pelo pequeno selo "Pauta Gravações e Propaganda Limitada" em 1968. No single ele canta e é acompanhado pela também obscura banda We Four.

Altafini chegou a se apresentar na TV no programa de Flávio Cavalcante, cantando Eu Lutarei Pela Paz. A música fala sobre a infância e pacifismo e em certo trecho fala sobre quebrar coisas e jogar pedras. Foi criticado pela letra por um dos jurados e teve seu compacto quebrado no ar pelo apresentador do programa. O cantor e seu empresário alemão ainda tentaram divulgar o trabalho, mas sem êxito. Ao que parece, em 1969 Altafini já tinha encerrado a carreira de músico.

Duas coisas devem ser destacadas nesse single, as composições, que são próprias do cantor, mostrando bastante personalidade e originalidade nas letras. E o outro é o acompanhamento arrasador do We Four, com muita guitarra fuzz e barulho, bem sujo e diferente.

As duas canções do compacto circulam pela Web, já faz um tempo, através da compilação virtual Brazilian Nuggets, dedicada a psicodelia brasileira.

Celso Fagundes Altafini, nasceu em São Paulo e em 1982 se casou, mudando-se para Fortaleza (Ceará). Se alguém de Fortaleza que conhece o cara estiver lendo isso daqui, seria de grande interesse meu entrar em contato com o artista para uma entrevista.

Todas as informações aqui contidas foram retiradas do programa de Washington Morais dedicado a Jovem Guarda, que em sua edição de número 21 foi sobre Altafini.



Tracklist
Lado A - Eu Lutarei Pela Paz
Lado B - Xaropão


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Jovem Guarda - Programa 21 - Altafini

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

The Maskers - Single (Continental, 1965)





Não existe quase nenhuma informação sobre o The Maskers. Eles foram capa do volume 1 da coletânea gringa Hearts of Stone, dedicada as obscuridades garageiras do Brasil. Ao que parece, gravaram somente dois compactos, este lançado pela Continental em 1965 e outro pela Chantecler, que continha a música Veja Só. No compacto aqui postado temos basicamente versões. Vem é uma versão para Help dos Beatles e reflete os efeitos da British Invasion aqui no Brasil. É Difícil Esquecer é uma versão para You're My Baby, Don't You Forget It. O compacto é de sonoridade é mais beat do que garage, com letras em português. Destaque para a capa do compacto com os integrantes fazendo jus ao nome da banda. Boa pedida para quem gosta de obscuridades, covers e versões.


Obs: Mais informações sobre a banda serão bem vindas.

Tracklist
Vem (Help!)
É Difícil Esquecer (You're My Baby, Don't You Forget It.)

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Os Incríveis - Neste Mundo Louco (Continental, 1967)




Algumas pessoas tendem a torcer o nariz quando o assunto é Jovem Guarda e acabam menosprezando o estilo, resumindo ele aos hits que ouviram por acaso na tv ou coisa parecida. A verdade é que a jovem guarda é a expressão autêntica de nosso rock sixtie, com tudo de bom ou brega que essa década teve. Nela, como em qualquer outro estilo, há espaço para coisas boas, ruins e fenomenais. Todo mundo "conhece" Roberto, Erasmo e Wanderléa, as pontas de lança do movimento, porém muitos outros fizeram parte dela. Gosto de brincar e chamar os grupos mais obscuros e de tendência mais garageira (Os Baobás, The Brazilian Bitles) de "Jovem Guarda linha-dura", em contraponto as melodias mais açucaradas do estilo. E esse disco postado aqui dos Incríveis de certa forma reúne esses elementos.

Os Incíveis nasceram no ano de 1962 em São Paulo com o nome de The Clevers e já começaram a gravar em 1963 em plena moda do Twist. Dois anos depois, por motivos legais, mudam o nome para Os Incríveis, iniciando a fase de maior sucesso do grupo que se estende do final dos anos 60 até o início da década seguinte, contando com sucessos como Era um Garoto que como Eu Amava os Beatles e os Rolling Stones e Eu Te Amo, Meu Brasil, composição de Dom e Ravel identificada com o regime militar e que acabou por trazer desprestígio para o grupo. Em seguida o grupo se separou e alguns de seus integrantes ainda gravaram nos anos 70 como Risonho, Mingo e Nenê, passando por grupos como Som Nosso de Cada Dia e Casa das Máquinas. Nas décadas seguintes o grupo se reúne em decorrência de comemorações e aniversários da Jovem Guarda.

Em 1967 eles gravaram Os Icríveis Neste Mundo Louco, nome também do filme que foi rodado com eles ma Europa. Aqui há desde músicas mais animadinhas como Feliz Foi Adão, passando pelo pop italiano romântico de La Fisarmonica, pelas canções carregadas de distorção fuzz e cheiro de garagem como Hold Tight e Giulieta e a pertubadora Don Pepe Legal, de autoria do guitarrista e vocalista Mingo, que passeia pelo jazz, rock instrumental e guitarra fuzz garageira. Neste disco a fromação era Netinho (bateria), Mingo (guitarra base e vocal), Risonho (guitarra solo), Nene (baixo), que foi integrante do The Rebels e Manito (sax), que posteriormente chegou a gravar com os Mutantes.

Se você ainda tem preconceito com a Jovem Guarda, me desculpe a indelicadeza, mas o problema é todo seu, pois estará perdendo oportunidade única de saborear um rock tipicamente brasileiro, sem ser regionalista, que nada tem haver com aquele excremento pop feito aqui nos 80. E se você é um aficionado em sons de garagem, não deixe de dá uma olhadinha no próprio quintal, antes de procurar coisas no do seu vizinho anglo-saxão.

Teen Trash


1 The girl like you
(D.R.)

2 Renascerá
(Los Brincos - Mingo)

3 Hi-Lili Hi-lo
(Deustche - Kaper)

4 Hold tight
(Blaikley)

5 La fisarmonica
(Enriquez - Zambrini - Migliacci)

6 My mummy put sugar on me (Mamãe passou açúcar em mim)
(Carlos Imperial - Mingo)

7 Piangi com me
(Mogol - Schapiro)

8 Giulieta
(Los Brincos)

9 Feliz foi Adão
(Carlos Imperial - Eduardo Araújo)

10 Don Pepe Legal
(Mingo)

11 Que será será (Whatever will be, will be)
(Livingston - Evans)

12 Um sorriso champagne
(D.R.)


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Trecho do filme Os Incríveis Neste Mundo Louco


Os Incríveis num visual meio Billy Childish

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Noite das Bruxas 13 de Dezembro



Noite das Bruxas
Mossoró, Rio Grande do Norte

Os Bonnies
Velociraptors
Inquisidores
Mahatma Gang
Dj Raphael Cruz

Local: Nasdir Drinks
Horário: Sábado às 18:00
Entrada: 5,00


quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Soul Jamaica


Blog meu e do camarada Bergson sobre a época de ouro da música jamaicana, Mento, Calypso, Ska, Rocksteady e Early Reggae. Com enfase mais em textos do que em downloadas, dando destaque a algumas importantes bandas e artistas, que merecem uma atenção especial.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Gonn - The Loudest Band in Town (Sundazed/BeatRocket, 1998)

Gonn: Querosene & Fuzz, Um Coquetel Punk Anos 60


Provavelmente com um dos mais sebosos e brutos riffs do punk sessentista, Blackout of Gretely são mais de quatro minutos de guitarra e vocal saturados em cima de uma letra baseada num conto sobre a Segunda Guerra Mundial. Formado em 1966 o Gonn vem da pequena Keokuk (Iowa), próxima ao Rio Mississipi e já citada até num episódio dos Simpsons, quando o palhaço Krusty comenta sobre cidades norte-americanas com nomes estranhos como Walla Walla, Cucamonga, Seattle (?!) e claro Keokuk.

A história do Gonn é semelhante à de qualquer outra banda de garagem americana dos anos 60, vivendo num ambiente marcado pelas intensidades da adolescência e pela vontade de ter um banda, o que só poderia desaguar no amadorismo cru e bruto do rock de garagem, tão presente em festas colegiais, matinês e concursos do tipo Battle of the Bands. A trajetória da banda está associada a figura de seu baixista Greg Moore, que havia tocado anteriormente em pequenos grupos de curtíssima existência e nenhum registro, como The Gallows e The Outcasts.

Antes de finalmente ser formada a banda, seus futuros integrantes passaram por grupos pré-Gonn como The Accused, The Rogues, The Pagans. Este último se destaca por ser um dos primeiros grupos garageiros sessentistas a contar em sua formação com integrantes brancos e negros. A mudança do nome de Pagans para Gonn ocorre por causa da mãe do guitarrista Rex Garret, que não gostava que seu filho fosse chamado por ai de "pagão". Os garotos de Keokuk admiravam uma banda chamada Madd da vizinha Ottumwa (outro nome estranho!) e nesse espírito, acrescido de um leve toque beatnick, Rex disse Gone e Craig acrescentou dois "enes", estavam então finalmente batizados de Gonn e como seus ídolos Madd, dispensaram o tão presente "The".

Entre o final de1966 e o começo de 1967 sai o primeiro compacto que trazia a devastação sonora Blackout of Gretely no lado A e Pain in My Heart no lado B, clássico na voz do soulman Otis Redding e também gravada pelos Rolling Stones, nos quais o Gonn se baseou para fazer sua versão. O line up então contava com Craig Moore (vocal principal e baixo) Gerry Gabel (órgão e vocais), Gary Stepp (guitarra rítmica), Rex Garrett (guitarra principal) e Brent Colvin (bateria). O single foi prensado naquele ano em apenas 600 cópias pela Emir Records de Iowa e hoje custa a bagatela de 1.000 dólares em sites como Ebay. Blackout of Gretely foi composta por Craig Moore/Rex Garrett e começa com a declamação "The universe is permeated with the odor of kerosene", sendo um convite para a audição de uma pérola que reúne todos os aspectos mais primitivos dos Stones, só que elevados à décima potência no quesito "crueza" e mais toques, segundo seus próprios integrantes, de The Standells, Count Five e The Yardbirds.

Com o mesmo line up ainda gravaram um segundo compacto no início de 1967, contendo Doin' Me In no lado A e I Need You (cover do Kinks) no lado B, que nunca foi lançado, até possivelmente ter visto a luz do dia novamente em 1984 na compilação Rough Diamonds: The History Of Garage Band Music Vol 9 - Gonn (Voxx Records). Doin' Me In é a sucessora de Blackout of Gretely, tendo que ser grava mais de uma vez devido o excesso de gritos e barulho, mas apesar de ser uma segunda gravação a música ainda é brutal e demoníaca o suficiente quarenta anos depois. No meio de 1967 ainda gravaram outro single, esse sim lançado e que continha Come With Me (To The Stars) no lado A e You're Looking Fine no lado B.

No ano de 1968 o Gonn se desfaz, seus integrantes tomam rumos diferentes o que invibializava a banda. Mesmo assim Dave, Gerry e Craig ainda testam mais três novos line ups para o Gonn, até finalmente encerrar a banda em 1969.

Blackout of Gretely foi regravada pelos Fuzztones em seu segundo single Leave Your Mind At Home em 1984 e a versão original do Gonn circulou por inúmeras compilações piratas dedicadas ao garage e ao punk ainda nos anos 80.

Em 1990 a banda se reune novamente para um show em frente ao Rio Mississipi. E em 1996 lançam oficialmente seu primeiro Lp, chamado Gonn With The Wind, com seis dos sete integrantes que passaram pela banda, contendo uma faixa ao vivo da reunião de 1990. Em 1997 fazem turnê pela Europa, passando pela Itália, França e Holanda. Ainda nesse ano participam do Fuzz Fest em Atlanta. Em 1998 a Sundazed Records lança, como parte de sua série BeatRocket, um Lp contendo material extra do Gonn de 1966-1967, além de seus compactos, com uma produção fiel as master tapes analógicas originais.

À título de curiosidade, a razão pela qual Blackout of Gretely não constar na versão original da compilação Nuggets, lançada em Lp em 1972, era que ela passava dos quatro minutos, quesito usado para a seleção e produção da coletânea em seu formato original.

Em 2001 mais uma turnê européia e em 2004 se dá a entrada do Gonn para o Iowa Rock And Roll Music Association Hall Of Fame, figurando assim ao lado de Buddy Holly, Ritchie Valens, Bobby Vee, DJ & The Runaways, The Trashmen, The Union Jacks, Al's Untouchables entre outros. No ano de 2007 a dupla responsável pelo clássico 60's punk Blackout of Gretely, preparava um novo álbum e anunciavam mais shows pela frente.

Certamente o título de a banda mais ruidosa da cidade faz jus ao Gonn. Longa vida a essa banda permeada de querosene, ruído e fuzz!

Teen Trash




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quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Guerra de Estilos


Mais um blog meu sobre as diversas subculturas jovens; dos Mods aos Punks, dos Rude Boys aos Hippies.
Primeiros textos sobre Yippies, Rude Boys e múscia jamaicana e também garage rock e power pop. Em breve Beatniks, Teddy Boys e mais guerra de estilos.

sábado, 22 de novembro de 2008

Psicofasicos De Bolívia – Go-Gó a 4000 Metros! (Discos del Condor, 2003)


De volta a América Latina camaradas, mas especialmente "La Bolivia del Fuzz y del Groovie". Tendo seu foco no país dos camponeses cocaleros, a coletânea Psicofasicos De Bolívia – Go-Gó a 4000 Metros! (Discos del Condor, 2003) , nos brindam com 14 pérolas obcuras, com forte acento punk, gravadas entre 1967-1969.
Psicofásico era o nome de um selo da gravadora Discos Mendes, de onde saiu alguns dos compactos contidos nesta coletânea, assim também como do selo Lyra. Diferente de outros países latinos como o Brasil ou Argentina, nos quais o rock and roll chegou e também começou a ser feito ainda nos anos 50, na Bolívia ele chega apenas nos anos 60 através de programas de rádio. Com a chegada da beatlemania e de grupos do Uruguai (Los Shakers e Los Iracundos) e do vizinho Brasil (The Clevers, posteriormente rebatizado de Os Incríveis) que se apresentavam a céu aberto em La Paz e Santa Cruz de la Sierra, desencadeia-se uma onda de novas bandas. Os cabelos crescem, as guitarras fazem barulho e os chefes de polícia começam a se incomodar. É criado o “operativo tijeras” que consistia de pegar qualquer jovem cabeludo e raspa-lhe a cabeça. Muitos jovens ainda foram presos por suas atitudes rebeldes se assemelharem à dos guerrilheiros revolucionários. É esse o cenário de gestação do rock boliviano e que Psicofasicos nos trás com fuzz e cheiro de garagem, através de nomes como Los Burros, The Dagh Dagh’s, The Lovin Darks, The Blackstones e Los Ecos com uma menina de 11 anos na bateria e seus gritos infernais.
Teen Trash
tracklist
Side 1
1. Los Daltons - Alto Y Seco
2. The Dhag Dhags - Trata De Comprender
3. Los Ecos - La Gran Pelea
4. The Blackstones - Pena
5. Los Tennyson - Un Mundo Para Mi
6. Grupo 606 - Rompe, Cruza O Ayudame
7. The Dhag Dhags - Tipo Sicodelico
Side 2
1. Grupo 606 - Busco Un Camino
2. The Donkeys - El Pobre
3. Los Burros - You'd Better Run
4. Los Bonny Boy's Hot's - Virgenes Del Sol
5. The Loving Darks - Complicado
6. Los Grillos - La Tarara
7. The Dhag Dhags - Bohemio


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sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Pisadona 23/11


60's Reggae, Skinhead Reggae, Dub, Dancehall, Country Style, Roots e raridades em vinil.
Local: Bar Dona Graça
End: Rua Conselheiro da Silva c/ Av. Paulino Rocha, n 59
Próximo ao Restaurante Espaço Grill
Bairro: Cajazeiras
Hora:16 horas
Entrada: 2,00
Organização: Rebeleões Antifa Hooligans e Molotov Soundsystem

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

The Gruesomes - Way Down Below



The Gruesomes é minha namorada dos últimos finais de semana, voltei a escutar bastante eles, em especial o disco Cave in! Eles são canadenses e fizeram parte do "revival" garage, ocorrido nos anos 80 na América do Norte, que reviveu todo os maneirismos do garage rock dos anos 60, com direito a guitarras vox, cabelo mop top e terninhos. A banda foi mais conhecida em sua terra natal, tendo pouca ressonância nos EUA. O grupo durou de 1985 à 1990 e sua discografia é feita de compactos e álbuns. Cave in! foi lançado originalmente em 2000, fruto de uma reunião do grupo depois de dez anos de seu fim e que rendeu até gigs pela Europa. Em 2007 o disco foi relançado, por ocasião de outra reunião de seus integrantes. Esse vídeo é dos anos 80 e foi exibido na MuchMusic, uma espécie de Mtv canadense. The GRUESOMES é sinônimo de garage punk aditivado de fuzz e estética sessentista, com vocais de adolescente dos anos 60 desenterrado da tumba. Um must dos "revivalistas" dos anos 80.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

70's Raw Power - Teenage Punk Rock 'N' Roll From 1970-1976 (Teen Trash Records, 2008)


70's Raw Power é uma viagem pelo que se fez de mais punk nos primeiros seis anos da década de 70, uma década que começou com hippies e terminou com punks, que foi do Flower Power para o No Future. Aqui estão registrados os anos antes da explosão total de 1977. Nela, temos remanescentes dos anos 60 que continuaram chutando tudo como MC5, Stooges, Flamin' Groovies e os obscuros Up! e Crushed Butler.

De bandas já nascidas nos 70, temos os grupos que surgiram na época do glam rock, mas que possuíam uma sensibilidade mais punk, como o pouco comentado Hollywood Brats (o New York Dolls inglês), Hammersmith Gorillas, banda da lenda do rock 'n' roll britânico Jesse Hector, que também é o vocal do Crushed Butler e o próprio New York Dolls, que já esquentava as coisas lá na Big Apple e preparava o solo pro nascimento da blank generation, junto com os Dictators.

Em seguida temos a galera que já vinha definindo o idioma de 77 e calejando o ouvido da molecada pra explosão, são eles: The Saints e Radio Birdman na Austrália; Ramones em NY, Runaways e Crime na Costa Oeste; e The Damned e Eddie and The Hot Rods na Inglaterra.

No meio do caminho, tivemos uma banda sui generis, única em sua época, o Death, formada por negros e que já era 77 em 1974.

Todas as gravações aqui são de antes de 1977, algumas como as do The Saints são de 1976, mas só foram lançadas um ano depois, outras como a do obscuro Bizarros, saíram em compacto ainda em 1976, assim como The Damned, Eddie and The Hot Rods, Crime e Radio Birdman. Outras são demos, como a do Ramones, originalmente gravada em 1975.

Temos também as gravações que passaram anos até verem a luz do dia novamente, como os registros do Crushed Butler feitos entre 1969-1971 e inéditos até 1998! No ep Uncrushed, que reúne todo o material do Crushed Butler, vinha o merecido subtítulo e reconhecimento póstumo de "First Punks From The British Underground".

Outro caso parecido foi o do Up!, porta-voz-musical-oficial dos contraculturais Panteras Brancas de John Sinclair e que possuíam estreita ligação com o MC5, com os quais compartilhavam a mesma filosofia política esquerdista mezzo marginal mezzo revolucionária, típica do final dos 60 e começo dos 70. As gravações do Up!, datadas de 1969-1972, foram resgatadas do obscurantismo em 1995 no retrospectivo lp Killer Up!, que conta até a com participação do beatnik mais querido pelos hippies, o poeta Allen Ginsberg.

Na Inglatrra, outra banda que teve lançamento póstumo foi o Hollywood Brats. Suas gravações de 1973, só foram lançadas em 1980. A banda é o equivalente inglês do New York Dolls, tanto na indumentária de drag queen, quanto na sonoridade trash e punk de seu glam rock. Depois do fim da banda, seu vocalista Steel Casino ainda participou do ninho punk inglês que era a banda London SS e posteriormente formou o The Boys em 1976, com Mat Dangerfield, outro remanescente dos Brats.

No mais é isso, Raw Power é uma energia que sempre esteve presente no rock n roll desde o seu berço e nunca morreu, as vezes é abafada quando o rock se leva a sério demais e se entorpece de “técnica musical” ou estrelismo cinematográfico.

Uma vez li em algum lugar uma frase que reflete bem o que penso a respeito da música, era mais ou menos o seguinte: nem tudo é punk no rock and roll, mas o melhor do rock é punk. Recado dado, aproveitem!


Don't Believe the hype and don't forget the RAW POWER!
Teen Trash

tracklist

1. Crushed Butler - My Son's Alive (1970)
2.Hollywood Brats - Sick On You (1973)
3.The Stooges - T.V. Eye (1972)
4.MC5 - Sister Anne (1971)
5.The Up! - C'mon and Swim (1970)
6.Crushed Butler - Factory Grime (1970)
7.Flamin' Groovies -Teenage Head (1971)
8.Hammersmith Gorillas - You Really Got Me (1974)
9.Iggy and The Stooges - Search And Destroy (1973)
10.Hollywood Brats - Another School Day (1973)
11.MC5 - Teenage Lust (1970)
12.Iggy and The Stooges - Raw Power (1973)
13.Dictators - Two Tub Man (1975)
14.New York Dolls - Trash (1973)
15.The Runaways - Cherry Bomb (1976)
16.Eddie and the Hot Rods - Teenage Depression (1976)
17.Death - Keep On Knocking (1974)
18.Bizarros - I Bizarro (1976)
19.Ramones - I Don't Wanna Be Tamed (Demo) (1975)
20.The Saints - (I'm) Stranded (1976)
21.The Damned - New Rose (1976)
22.Crime - Baby You're So Repulsive (1976)
23.The Saints - Erotic Neurotic (1976)
24.Radio Birdam- Burned My Eye (1976)


PART 1
http://rapidshare.com/files/162939205/70_s_Raw_Power_-_Teenage_Punk_Rock__n__Roll_From_1970-1976_PART_1_Teen_Trash_Records__2008_.rar

PART 2
http://rapidshare.com/files/162948222/70_s_Raw_Power_-_Teenage_Punk_Rock__n__Roll_From_1970-1976_PART_2_Teen_Trash_Records__2008_.rar










quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Portuguese Nuggets Vol. 1 - A Trip To 60's Portuguese Beat, Surf And Garage (Galo de Barcelos Records)




Nessa semana nossa bússola punk aponta para a península Ibérica, mais precisamente Portugal. Apesar de falarmos a mesma língua, não costumamos saber muito sobre a música feita lá, só conhecemos Roberto Leal, que é uma droga, e olhe lá. Some a ele Chutos e Ponta Pés mais a banda hardcore Time X e meus conhecimentos musicais sobre Portugal chegam ao fim.

Foi uma surpresa quando me deparei com Portuguese Nuggets. Com um nome inspirado na mitológica compilação Nuggets, a série conta com três volumes, reunindo boa parte da produção do rock português dos anos 60. Nesse primeiro volume, que abrange o período de 1964-1969, o sutítulo já indica o que vamos encontrar: beat, surf e garage. E é isso o que temos pela mãos de gente como Os Tártaros, Os Morgans, Quinteto Acadêmico, Os Chinchilas, Paulo Machado, Conjunto Mistério, Os Titãs, Os Blusões Negros, entre outros.

A epidemia garageira ocorrida nos 60 foi algo realmente sem fronteiras e só se compara com o que aconteceu com o punk rock em 77, inspirando meio mundo de moleques a formarem seus próprios grupos. Mas não é de se estranhar, se a British Invision chegou até aqui ou na África, não era de se espantar que também tivesse plantado suas sementes em Portugal. Portuguese Nuggets documenta o que acorreu lá, resgatando essas pérolas portuguesas. Enjoy!
Teen Trash


Track List
01. (Intro:Pop Five Music Incorporated - Overture)
02. OS TARTATOS - Tartária
03. QUINTETO ACADEMICO - Train
04. DANIEL BACELAR - Tema Dos Gentlemen
05. POP FIVE MUSIC INCORPORATED - Fire
06. CONJUNTO ACADEMICO JOAO PAULO - Sue Lin A Minha Chinesa
07. VICTOR GOMES & SIDERIAIS - Mama
08. PAULA MACHADO - Hoje Mais Feliz Do Que Nunca
09. CONJUNTO RUY MANUEL - Fuga
10. CONJUNTO MISTERIO - Tired Of Waiting
11. OS MORGANS - Opus
12. CONJUNTO ACADEMICO JOAO PAULO - Hully Gully Do Montanhes
13. OS TITAS - Tema Para Titas
14. SHEIKS - Try To Understand
15. OS CHINCHILAS - I`m A Believer
16. QUARTETO 1111 - Bissaide
17. JETS - Let Me Live My Live
18. OS BLUSOES NEGROS - Tequilla
19. OS EKOS - Esquece

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Cazumbi - African Sixties Garage Volume 1 (No Smoke)




Esse lance de escavação do rock sessentista não tem fim e o que a compilação Cazumbi (Zumbi) nos trás é isso, rock garageiro original dos anos 60, mas não pense nos EUA nem na Europa, e sim no continente africano. É isso mesmo, talvez você imagine que na África não exista rock nem hoje e muito menos a quarenta anos atrás, talvez só consigamos imaginar os leões das savanas exibidos pelo National Geographic e Animal Planet e as guerras civis que ocorreram naquele continente. Cazumbi vem desmistificar essa imagem da África como uma grande selva e mostrar sua produção garageira sessentista de gente ultra obscura como Gino Garrido & Os Psicodélicos, Os Rebeldes, Os Gambuzinos, Kriptons, Os Rocks entre outros. Sempre comparo a explosão do punk rock de 1976-77 com o que aconteceu com o rock nos anos 60. É impressionante a quantidade de grupos que surgiram ao redor do mundo num período que vai mais ou menos de 1964 a 1969, cinco anos que viram milhares de bandas pipocarem mundo afora. Bandas de sonoridade simples e crua, influenciadas pela British Invasion que varreu meio mundo e fez brotar grupos nos mais diversos e inusitados lugares como o Leste Europeu (ainda num contexto de Guerra Fria), Ásia, nossa América Latina e no caso de Cazumbi a África. É o punk antes do punk, é o 60's punk. A escavação para a produção de Cazumbi foi mais a fundo ainda, não se detendo apenas na parte sul do continente africano, onde a invasão branca e a ocidentalização, talvez tenham sido mais profunda e duradoura, mas também resgatou compactos ultra raros de grupos provenientes de Moçambique, Congo, Angola, nos brindando com canções em português e francês com sotaque africano. Além dessas temos as composições em inglês e versões de canções de clássicas bandas como Eletric Prunes, Shocking Blue e Screamin' Jay Hawkins. Mesmo distante da agitada Califórnia e da Swing London, Cazumbi é todo fuzz, surf, garage e R&B, um excelente prato. Agora já sabe, se te perguntarem se existe rock na África, você pode dizer que sim e a bastante tempo. Enjoy!
Teen Trash

tracklist

Zumbi One:
01. A-CADS - Down The Road (S.A.)
02. DOCTEUR NICO WITH AFRICAN FIESTA - Save Me (Congo)
03. CONJUNTO DE OLIVEIRA MUGE - Sospesa Ad Un Filo (Mozambique)
04. GINO GARRIDO E OS PSICODELICOS - Baby I Love You (Angola)
05. IMPACTO - Knock On Wood (Mozambique)
06. THEM - I Want To Be Rich Again (S.A.)
07. KRIPTONS - Billy Boom (Angola)
08. CONJUNTO NIGHT STARS - She Only Wants A Friend (Mozambique)
09. GAMUZINOS - Aida (Angola)
10. ORQUESTRE VEVE - Venus (Congo)

Zumbi 2:
11. REBELDES - Murder By Contract (Mozambique)
12. JOHN E SHARP - Monkey Shine (S.A.)
13. AFRICAN FIESTA - Eh Bien Mona Ami (Congo)
14. KRIPTONS - Manga Madura (Angola)
15. INVADERS - No Money, No Honey (S.A.)
16. ROCKS - Wish I May (Angola)
17. INFLEXOS - Furtivo Olhar (Mozambique)
18. LES KRAKMEN - Krakmen Twist (Congo)
19. H2O - Riens Des Mots (Mozambique)
20. TETA LANDO - Muato Wa N'ginjila (Angola)
21. OS GAMBUZINOS - KALUMBA (Angola) [Bonuns Track]
22. OS INFLEXOS - You're Much Too Proud (Mozambique) [Bonuns Track]
23. OS ROCKS - I Put Spell on You (Angola) [Bonuns Track]


DOWNLOAD

Part 1
http://www.mediafire.com/?mysok1mim3m

Part 2
http://www.mediafire.com/?1bknjy31zjm



quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Luizinho & Seus Dinamites - Choque Que Queima (RCA Victor, 1964)




O grupo Luizinho & Seus Dinamites foi formado na cidade do Rio de Janeiro por Luizinho (vocais e guitarra), Jair (guitarra base), José Antônio (baixo), Carlinhos (bateria) e Euclides (guitarra). Luizinho nos anos 50 participou do Blue Jeans Rockers, um dos primeiros conjuntos de rock do Brasil, ao lado de Lafayette, que na década seguinte moldaria a sonoridade típica da Jovem Guarda com o seu inconfundível órgão Hammond. Euclides mais adiante também tocaria no The Pop's. Lançado em 1964 pela RCA Victor, o Lp Choque que Queima é recheado de rock and roll e instrumentais. O disco é um exemplo típico da sonoridade que rolou entre o fim da febre Elvis e o começo da era Beatles e Jovem Guarda, onde quem dominava eram os Ventures e os Shadows (ex-Drifters) de Cliff Richard, junto com as reminiscências do rock dos anos cinquenta e o twist. Luizinho & Seus Dinamites vêem de uma época na qual os rockers brasileiros tinham, muitas vezes, que construírem os próprios instrumentos usando os mais diversos componentes. Choque que Queima possui temas próprios como Dinamite, versões instrumentais para The Ventures (Ventures Twist) e versão em português para Down The Line de Cliff Richard and the Shadows, batizada aqui de Carango Twist. Esse álbum resume toda a discografia da banda, mas ainda tem-se notícia de um compacto solo que Luizinho gravou em 1967. Choque que Queima foi reeditado em vinil pela Bruno Discos nos anos 90, mas ainda hoje é um álbum obscuro do rock brasileiro. Obscuro e fenomenal!
Teen Trash

track list
01 Dinamite
02 Choque que Queima
03 Ventures twist
04 Eu Vou à Lua
05 As Estações
06 Apache
07 A Raposa e o Corvo
08 Carango Twist
09 Bongo Blues
10 Uma Voz na Solidão
11 Lâmpada do Amor
12 Guitar Twist

Download!:
ENGLISH
Brazilian rock and roll combo from Rio de Janeiro. Play 50's rock under surf and instro influences like The Ventures and The Shadows.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

V.A Rockin' Bones: 1950s Punk and Rockabilly (Rhino Wea, 2006)

"Listening to the 101 tracks on "Bones," it's easy to see why rockabilly continues to attract a lively cult following."
Los Angeles Times

"A celebration of sex, rebels, and rock 'n' roll..."
Rhino Records


Dando prosseguimento a nossa saga punk através das décadas temos Rockin' Bones: 1950s Punk and Rockabilly, uma caixa com 4 cds lançada em 2006 pela Rhino, num total de 101 faixas gravadas entre 1954 -1969, por artistas conhecidos outros nem tanto, lançados por selos pequenos e grandes. Aqui você encontra desde o ícone pop Elvis ao selvagem Hasil Adkins. Aqui vai para Download o primeiro cd da caixa.
Rock on!


track list

Disc: 1
1. Rockin' Bones - Ronnie Dawson
2. Let's Go Baby - Billy Eldridge
3. Baby Let's Play House - Elvis Presley
4. Little Girl - John & Jackie
5. Cat Man - Gene Vincent
6. Lobo Jones - Jackie Gotroe
7. Juvenile Delinquent - Ronnie Allen
8. Froggy Went A Courting - Danny Dell
9. Rattlesnake Daddy - Joe D. Johnson
10. Down On The Farm - Al Downing
11. Rockin' In The Graveyard - Jackie Morningstar
12. Dancing Doll - Art Adams
13. Long Blond Hair, Red Rose Lips - Johnny Powers
14. Action Packed - Johnny Dollar
15. Boppin' High School Baby - Don Willis
16. Believe What You Say - Ricky Nelson
17. Sunglasses After Dark - Dwight Pullen
18. Rumble - Link Wray
19. Down The Line - Buddy Holly
20. Pink Cadillac - Larry Dowd
21. Black Cadillac - Joyce Green
22. Who's Been Here - Commonwealth Jones
23. I Need A Man - Barbara Pittman
24. Please Give Me Something - Bill Allen
25. Sinners - Freddie And The Hitch-Hikers




PART 1
http://www.mediafire.com/download.php?abxzidmty2c

PART 2
http://www.mediafire.com/download.php?lw9rgomth2u

OBS: OS LINKS ESTAVAM LEVANDO A OUTRO ARQUIVO, MAS JÁ ESTÃO CONSERTADOS.
Enjoy!

sábado, 27 de setembro de 2008

Los Saicos - Saicos (Repsychled Records, 2006)


Demoledores Digitalizados
Na onda da redescoberta dos peruanos Los Saicos, a Repsychled Records lançou em 2006 uma coletânea do grupo em Cd, reunindo todos os seus compactos. É a primeira vez que os Saicos ganham um lançamento oficial em Cd, resgatando a obra da banda para o formato digital. Diferente do Lp lançado em 1999 pela espanhola Electro-Harmonix, o lançamento em Cd traz dois bônus, até então inéditos, as faixas Camisa de Fuerza e Cementerio, gravadas sem o efeito de reverberação, com Cementerio trazendo ainda alguns segundos da prova de som antes da gravação. Aqui as músicas estão mais limpas, o que se por um lado tira um pouco da crueza da banda, por outro nos faz ter mais compreensão de seu som. De qualquer forma, só por esses dois bônus o Cd já merece uma audição.

Teen Trash



track list


1. Come On
2. Ana
3. Demolicion
4. Lonely Star
5. Camisa de fuerza
6. Cementerio
7. Te Amo
8. Fugitivo de Alcatraz
9. Salvaje
10. El entierro de los gatos
11. Besando a otra
12. Intensamente
13. Camisa de fuerza (sin reverberacion y prueba de sonida)
14. Cementerio (sin reverberacion)

DOWNLOAD!


OBS: Repsychled Records é um excelente selo do Peru com relançamentos em Cd, especializado em rock peruano de 1960 a 1979.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Thee Garage Blogs



Thee Garage Blogs (Orkut Community)
Espaço de divulgação & papo furado para frequentadores e criadores de blogs que tem o garage rock como foco.
In Garage We Trust!

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Som Beat - Compacto (Rca Victor, 1967)



Som Beat & Os Mistérios da Garagem Brasileira


A história do grupo Som Beat começa em 1965 quando eles tocavam nas docas de Santos e são descobertos pelo guitarrista Gato (The Jet Black’s) que em seguida os levam para apresentações nas boates da Rua Augusta, no centro de São Paulo. Gato também foi responsável por levá-los a RCA, onde gravaram seu único compacto, lançado em 1967. O compacto continha uma versão, bem executada, para My Generation do The Who no lado B e no lado A Sou Tímido Assim, versão em português para Listen People do Herman’s Hermits. Integravam a banda o guitarrista e vocalista mineiro José Aroldo Binda, Vicente Ferrer Juan (o Fafá) também na guitarra e vocais, José Carlos Pereira no baixo e Norival na bateria. Ainda participaram do grupo Antônio Lourenço Portella e Dartagnan. Considerados os Yardbirds paulistanos e uma das melhores bandas de São Paulo dos anos 60, o Som Beat tem sua curta história perpassada por uma lenda. Reza a lenda que teriam gravado um Lp ao vivo no Estúdio Scatena, jamais lançado pela RCA, com diversos covers, entre eles Nobody But Me do Human Beinz. Outra fonte fala ainda da existência de uma fita demo, produzida pelo radialista Carlos Alberto Sossego com covers para Nobody But Me e Com'n Up. O pessoal da revista virtual Senhor F teve o prazer de ouvir essa fita, já o LP não se sabe se realmente existiu, pois ninguém o viu ou escutou. O Som Beat ainda pode ser conferido acompanhando Nichollas Mariano, ex-mordomo de Roberto Carlos, na gravação da canção Não Adianta Nada contida num compacto lançado pela Continental em 1967.
Teen Trash

Bibliografia:
Fróes, Marcelo. Jovem Guarda: Em Ritmo de Aventura. São Paulo: Editora 34, 2000.
www.senhorf.com
www.jovem-guarda.com


track list
Lada A
Sou Tímido Assim
(Gouldman/Versão Som Beat)
Lado B
My Generation
(Pete Townshend)

Download!

domingo, 21 de setembro de 2008

Ceará Rude Klub - 21/09


Hey skavoovee!
Atenção rudies e afins: Confirmadíssimo o Ceará Rude Klub 2008, Ah Shu be shu du! Dia 21 de setembro, domingo vai rolar o som rudementar de soundsystem, tocando os maiores sessions da música jamaicana, negra e caribenha de um modo geral, como ska, rocksteady, skinhead reggae, soul, R&B, Power Soul com a seqüência dos sellectas Raphael Cruz (Ceará Ska) e Trotskid Trosko(Molotov). O ingresso é a amizade, mas levem um troco pra cerva que será vendida no local no preço camarada. Convide seus camaradas e apareça!
As infos seram disponibilizadas pelos números 9151-3320 e 8718-5447 e ainda pelo e-mail rudiesce@yahoo.com.br e comunidade Rude Boys & Girls Ceará.
Imprima, reproduza nossa cultura!
Para irem entrando no clima:

V.A Mas Rock and Roll - 26 Rare 60's Teen-Punk Artyfacts! (Eletro-Harmonix, 2006)



Viagem Pela Garagem Latino-Americana dos 60

Outro lançamento incrível da Eletro-Harmonix é a compilação Mas Rock and Roll, que foi lançada em vinil duplo de 10’’ e em Cd. Se você gostou de Delincuentes - Jovenes Punks de América Latina, também vai gostar de Mas Rock and Roll. A compilação tem grande parte de suas faixas provenientes de bandas oriundas do México, completando suas 26 canções com grupos do Peru, Colômbia, Argentina, Uruguai e Chile, com direito ainda aos espanhóis do Los Grimm e os americanos The Five Torquays, que são os The Monks antes de assumirem esta alcunha. Mas Rock and Roll pode ser encarada como uma Pebbles ou Back From The Grave especial América Latina. Aqui estão nomes como Los Sleepers, Los Saicos, Los Shains, Los Yaki, Los Monstruos, Los Shakers entre outros. 26 doses de garege e punk sessentista desde Latino América!


ouça online

Los Speakers - Vete Ya





track list

01. LOS SLEEPERS - Zombie (Mejico)
02· LOS SAICOS - El entierro de los gatos (Perú)
03· RAUL HITLER - Vivan las mujeres ! (Mejico)
04· SURFERS DE LOS CAMPEONES - Checkered flag (Mejico)
05· LOS SINNERS - Rebelde radioactivo (Mejico)
06· LOS SONAMBULOS - Sonambulo (Mejico)07
07· LOS SHAINS - Shains A-Go-Go (Mejico)
08· LOS SPEAKERS - Vete ya (Colombia)
09· THE FAMOUS FINKS - Little coffee shop (Mejico)
10· THE 5 TORQUAYS - There she walks (US)
11· LOS GATOS SALVAJES - Donde vas? (Argentina)
12· LOS YAKY - Baila el Fredy (Mejico)
13· BAT BOYS - Cheatin’ Charlie (Mejico)
14· LOS MONSTRUOS - Hey Monstruo (Mejico)
15· LOS OVNIS - El Ovni (Mejico)
16· LOS FLIPPERS - Flipprotesta (Colombia)
17· LOS MONJES - Problemas en la mente (Mejico)
18· LOS SHAKERS - Give me (Uruguay)
19· LOS COMANDOS - Taurus (Perú)
20· LOS HOLYS - Campo de vampiros (Perú)
21· LOS MACS - El amor despues de los 20 años (Chile)
22· LOS WALKERS - 19,8 (Argentina)
23· LOS VIDRIOS QUEBRADOS - Ficciones (Chile)
24· LOS GRIMM - Viaje en la alfombra magica (España)
25· THE NEW JUGGLER SOUND - Glue (Perú)
26· LOS ELECTRONICOS - Las Mirlas (Colombia)

PART 1
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PART 2
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sábado, 20 de setembro de 2008

Stud Cole - Burn Baby Burn (Norton, 2002)


Burn Baby Burn!!!
Stud Cole é mais um tesouro que foi resgatado do esquecimento. A Norton Records trouxe para a era digital em 2002 o disco promocional de Cole que em 1968 teve apenas 100 cópias (!) prensadas. A edição em Cd da Norton reuni seu Lp promo mais bônus. Seu som é geralmente descrito como se Elvis tocasse com os Yardbyrds de 1966 ou então como um Esquerita branco, no mais essas são apenas descrições para RnR cru, permeado por rockabilly, garage e blues. As informações sobre Stud Cole são escassas, sabe-se que seu nome verdadeiro era Patrick Tirone e trocou a cidade de Buffalo, no estado de NY, pela ensolarada Califórnia. Permaneceu dez anos na cena californiana, mas sem sucesso. A história de Stud não é diferente da de excelentes artistas que não obtiveram qualquer tipo de êxito, fama ou reconhecimento em sua época, mas que são portadores de música sincera e intensa, o que são qualidades do bom rock feito em qualquer época. A canção Burn Baby Burn é sensacional, pra não dizer foda, lá está tudo, guitarra estridente com um vocal desesperado e raivoso e uma introdução arrasadora (de doer lá na alma) que lhe levam a um blues punk sedutor e cheio de clima. Se você curte Cramps ou rockers punks malditos da estipe de Hasil Adkins ou Dean Carter, Stud Cole é o caminho!


Ouça online
Stude Cole - Burn Baby Burn


tracklist

1. Burn Baby Burn
2. Always & Always
3. Feels Good
4. Don't Do That
5. Hard Luck Games
6. The Devil's Comin'
7. Stop The Wedding
8. Oh? I Love You
9. Waitin' Time Blues
10. Black Sun
11. My Baby's Comin'
12. The Witch
13. I Don't Want To Go
14. I'm Glad
15. It Ain't Right
16. Tirone Real Estate Radio Ad

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quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Los Shains - El Ritmo de Los Shains (Eletro-Harmonix, 200?)


Vamos Mounstros!
O Peru foi berço de excelentes grupos nos anos sessenta como Los Saicos, Los York's e Los Shains. Naturais de Lima, Los Shains era composto por Enrique Aguirre (vocais, guitar, piano, órgão, cítara e baixo), Jorge Pomar (vocais, violão, guitar e percussão), Juan Carlos Barreda (baixo elétrico e acústico), Gerardo Rojas (vocal e percussão) e Carlos Manuel Barreda (bateria e percussão). Foram bem conhecidos durante sua época. Esse é o primeiro de seus três discos oficiais. El Ritmo de Los Shains foi gravado em 1965 e reeditado nos anos 2000 pelo selo espanhol Eletro-Harmonix, o mesmo responsável pela reedição em vinil que reunia os compactos do Los Saicos em 1999.

No disco a banda ainda é bastante influenciada tanto pela surf music de grupos instrumentais como Ventures como a surf com inclinação mais garageira do Trashman. Entre os quinze temas do disco a banda passeia por versões de La Lupe, a rainha do soul latino, The Zombies, The Trashman, Dick Dale e o mais impressionante é a versão para The Crusher do The Novas, batizada aqui de El Monstruo (confira no post Radiadora Fuzz - Artefatos do Punk Sessentista a versão original), não só pela execução, mas tambéma a gente se pergunta como eles tiveram acesso ao compacto de uma banda obscura de Mineapolis em 1965!!! Além desses os temas próprios como Sahin's A Go Go e Vamos, entre outros que destilam crueza punk, verve garageria a flor da pele, surf encrespada e sensibilidade trash.
El Ritmo de Los Shains é uma amostra do que se fazia por essa parte da América Latina no meio dos anos 60 e um lembrete para que antes de pagarmos pau para as bandas gringas, vamos dar uma olhadinha pela que se fazia na vinzinhança.


Ouça Online
Los Shains - El Mounstro



track list

01.Bule bule
02.Los Shains a go-go
03.Fever
04.Agente secreto
05.Lo mucho que te quiero
06.El bano del pajaro
07.Lupe vuelve a casa
08.El tema de Los Shains
09.El sabor de la miel
10.Algo divertido y loco
11.Ciudad de Rompientes
12.El mounstro
13.Miserlou
14.Tirando dedo
15.No eres para mi

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quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Dean Carter - Call of The Wild ( 2004, Big Beat)


O Chamado do Selvagem - O elo perdido entre o rockabilly e o garage rock
Dê uma sacada na capa ai de cima, parece um rockabilly rocker dos anos 50, não? Mas as aparências enganam, Dean Carter é uma espécie de anomalia sonora gerada nos anos 60. O elo perdido entre o rockabilly dos anos 50 e o garage punk dos anos 60!!! Tente imaginar o cruzamento de um Elvis raivoso com a fúria garageira de um The Sonics ou ainda um Gene Vincent sendo acompanhado pelo The Seeds num restaurante de beira de estrada ou Eddie Cochran e Music Machine jogando sinuca (bilhar) numa taberna com luz verde fraca e talvez você possa imaginar o som de Dean Carter.

Vindo de Champaign, Illinois, Dean Carter começou a gravar demos em 1959 (inclusas nesse cd) que viriam a marcar seu som peculiar, parte rockabilly, parte garage punk dos mais devastadores. Aqui não há espaços para firulas psicodélicas, é rock bruto, fuzz barulhento e esquisito, riffs rockabilly com atmosfera sessentista, é isso ou quase isso.

O obscuro Dean Carter teve toda sua obra resgatada em 2004 pela Ace Records através de seu selo Big Beat, que possui em seu catálogo reedições do The Sonics, Zombies e até Big Star. Músicas de Dean Carter antes só podiam ser conferidas na coletânea Pebbles Vol. 6: Chicago Part 1, do qual fazem parte Jailhouse Rock e Rebel Woman. Em Call of The Wild temos tudo o que Dean produziu entre 1959-1969.

Jailhouse Rock é a canção síntese de Dean Carter, uma releitura desse clássico com um começo devastador, vocal rocker, fuzz ao fundo e uma menina insana de 12 anos (!!!) tocando um clarinete pertubador! É punk do começo ao fim.




Ouça online
Dean Carter - Jailhouse Rock



Tracklist

1. Jailhouse Rock
2. Mary Sue
3. I Got A Girl
4. Rebel Woman
5. Call Of The Wild
6. Sizzlin Hot
7. Loves A Workin
8. Dont Try To Change Me
9. Fever
10. Im Leavin
11. Dr Feelgood
12. You Tear Me Up
13. Run Rabbit Run
14. Midnight Sun
15. Sugaree
16. Black Boots
17. Love Eyes
18. Dobro Pickin Man
19. The Lucky Man
20. The Lucky One
21. Shadow Of Evil
22. Boppin The Bug
23. Hannah Hannah
24. Cry Blue
25. Good Side Of My Mind
26. Forty Days
27. School Work
28. Would You Believe

PARTE 1
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PARTE 2
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quarta-feira, 10 de setembro de 2008

La Manada - Anarkill (2001, Rotthenness Records)

Punks de Puta Madre
Os punks do mundo todo comemoram a re-descoberta e a masterização digital dos singles do "La Manada", incluindo uma faixa gravada ao vivo no TDBM - "Three Days of Bad Music", festival hardcore ocorrido em Dallas, Texas, em julho de 1983.
O La Manada, infelizmente pouco conhecido no Brasil, surgiu em Tulsa, Oklahoma (USA) em 1979, tendo na formação os imigrantes, ilegais, brasileiros, os irmãos Wanderley "Anaconda" e João Palo o "JP" Araújo, mais um amigo mexicano: Diego "Chip" Ramirez.
O trio transforma-se em quarteto em 1981, com a entrada de um vizinho, o adolescente americano, Duck Stab.
A repercussão das apresentações em bares da região de West Malone, em Tulsa, ultrapassou o estado de Oklahoma, chegando ao Texas e ao Arizona.
Os gestos contundentes de Chip Ramirez, o som nervoso da guitarra de JP, aliados as pedradas de Duck no baixo e ao peso de Anaconda na bateria, despertaram a atenção de todo meio-oeste.
Em 23 de agosto de 1984, no auge da carreira, Chip Ramirez morre em um acidente de carro nos arredores de Tulsa.
Várias bandas prestaram tributo ao La Manada, em um grande evento em Dallas.
Uma rara biografia, com fotos tiradas pelos fãs de Chip Ramirez, foi lançada em 1987, na Biblioteca Central de Tulsa.

Pevê Meteiros, março de 2001


Obrigado ao Bruno (Filhos da Crise zine) por me apresentar o La Manada

Ouça online
La Manada - Baby Don't Lie To Me




1. Punks De Puta Madre 1:54
2. I'll Be Back 3:13
3. Anarkill 2:53
4. Baby Do't Lie To Me 2:43
5. Fuck Y.O.U.S.A. 2:31
6. Brazil Declares War

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segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Analfabitles - ep (1969, RCA Victor)


SHAAAKEE! With Analfabitles
Os Analfabitles são uma das minhas bandas preferidas da garagem brasileira dos anos 60 ao lado de Os Baobás, The Galaxies, The Beatniks e The Brazilian Bitles.

Na época existiram vários grupos batizados com essa estranha alcunha de Analfabitles, mas os que conseguiram gravar algo foram poucos como um de Minas Gerais e este aqui da zona sul carioca, o mais conhecido da época.




Os Analfabitles são tidos como uma das lendas do rock carioca sixtie e apesar do nome fazer alusão aos Beatles seu som tem um direcionamento mais Rhythm and Blues, influenciados pela British Invasion mais linha-dura de The Them e dos Rolling Stones, o que explica a sonoridade que em nada lembra a Jovem Guarda do período.



Esse compacto foi lançado em 1969 pela RCA/Victor e trás duas canções de cada lado. O lado A abre com a devastação sonora de Shake, dançante e furiosa ao mesmo tempo. Em seguida vem a calma The Sun Keeps Shining, que se não me engano é de autoria do grupo. O lado B tem a clássica Magic Carpet Ride do Steppenwolf, numa vigorosa execução. O compacto encerra com It´s Been Long.

A discografia do Analfabitles é composta por esse compacto de 1969 e um precedente de 1968. Infelizmente existem poucas informações sobre a banda, o que dificulta algo básico como nome dos integrantes e coisas do tipo. O grupo não tem nenhum de seus dois compactos relançados em cd, as faixas aqui para download foram extraídas dos próprios compactos. Se alguém tiver mais informações sobre o grupo me avise.


Track List:

Lado A

01. Shake
(Resnik - Levine)

02. The Sun Keeps Shining
(Luis Carlos - Fernando)

Lado B

03. Magic Carpet Ride
(John Kay)

04. It's Been To Long
(R. Polte)



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domingo, 7 de setembro de 2008

V.A - D.I.Y. Come Out And Play - American Power Pop (1975-78) (Rhino /Wea,1993)


"Power pop is what we play"
Pete Townshend

Power Pop
Roy Shuker

É considerado frequentemente como uma invenção pós-punk, um estratagema de marketing das grandes gravadoras. Mas, na verdade, o termo power pop possui uma história bastante longa, sendo aplicado a diversos artistas e grupos desde a década de 1960.

A origem musical para quase todo o power pop são os Beatles, que fixaram o estilo. Atribui-se o desenvolvimento do gênero nos anos de 1960 a grupos como The Who, The Kinks e Move, que apresentaram melodias agressivas e guitarras distorcidas e barulhentas (o “power”). Entre as principais bandas norte-americanas de power pop do mesmo período, destacam-se The Byrds (que se inspirou nos Beatles), Tommy James and The Shondells e Paul Revere and The Raiders (essas duas últimas bandas são também associadas ao bubblegun).

Alguns exemplos posteriores do Power pop britânico são Badfinger, Nick Lowe, Slade e Sweet (essas duas últimas bandas são muito associadas ao glam/glitter). Entre as norte-americanas, destacam-se Raspberries e Big Star, no início dos anos de 70, e Cheap Trick e The Knack, na década seguinte. Todas essas bandas foram muito influenciadas pela produção anterior aos anos de 1960, produzindo “um pop espirituoso, repleto de refrões vigorosos” (Erlewine et alii:1995). Durante a década de 1980, diversas bandas britânicas e norte-americanas de new wave e alternativas incorporaram elementos do power pop (por exemplo, o Replacements, The Stone Roses). As influências também estão presentes no som de Dunedin (principalmente, The Chills) e no brit pop contemporâneo.




D.I.Y. Come Out And Play - American Power Pop (1975-78) (Rhino /Wea,1993)

1. Shake Some Action - Flamin' Groovies
2. Baby It's Cold Outside - Pezband
3. Hanging On The Telephone - The Nerves
4. Wayside - Artful Dodger
5. Hit The Floor - Earthquake
6. Can't Wait - Piper
7. When You Find Out - The Nerves
8. The Summer Sun - Chris Stamey
9. Blow Yourself Up - Tommy Hoehn
10. My Mind - The Scruffs
11. Why Can't It Be - The Names
12. Southern Girls - Cheap Trick
13. All Kinds Of Girls - The Real Kids
14. Come Out And Play - The Paley Brothers
15. Where Have You Been All My Life - Fotomaker
16. Stop! Wait A Minute - Pezband
17. Christi Girl - The Flash Cubes
18. Tired Of Waking Up Tired - The Diodes
19. I Am The Cosmos - Chris Bell

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quarta-feira, 3 de setembro de 2008

The Monks - Black Monk Time (Polydor, 1966)


Gravado no final de 1965, Black Monk Time é um sério concorrente ao título de “primeiro álbum punk”, e por mais vazia e fútil que essa distinção pareça (...) o grupo certamente soa mais normal hoje do que em sua época.


Embora os Monks nunca tenham tocado fora da Alemanha (...) o grupo de cinco ex-combatentes americanos, que se apresentavam vestidos como monges, de hábito e cabeça raspada, ganhou uma boa e merecida reputação em certos círculos, baseada quase inteiramente neste álbum excepcional (...).


No disco, o órgão e um banjo elétrico feito à mão se uniram aos tradicionais instrumentos do rock, tocados com precisão e raiva. Black Monk Time à vezes é hilariante, rouco, radical esfuziante. A faixa de abertura, “Monk Time”, é uma homenagem aos mutilados de guerra; “Hate you” não estaria deslocada no filme cult dos anos 60 O Diabo é Meu Sócio. Outras faixas, como “Boys are Boys and Girls are Gils” e “Druken Maria”, trazem referências de um folk teutônico bastardo – mas será uma lembrança emotiva, condenatória ou simplesmente algo que foi desbotando nesses pobres soldados desiludidos, tão longe de casa? A inscrição na capa, afinal, diz que os “Monks não acreditam em nada” (sic).
DN
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