quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Mix Tape Teen Trash 2010 (com atraso, mas saiu)



Esse foi um material que compilei do que de melhor saiu em 2010 e que por vários contratempos não consegui postar no blog. Agora, com dois anos de atraso, chega aqui a MixTape Teen Trash 2010. Tem do "lo fi punk" do Wavves e No Age ao hardcore do OFF!, Faixa Preta e Double Negative, passando pelo power pop do Crusaders of Love e White Wires, o punk da Missfight e Masshysteri e o "neo shoegaze pop" de Las Robertas.

Track list

01. No Age - Fever dream
02. Crusaders of Lovo - Looking for us
03. Wavves - Take on the world
04. Las Robertas - History is done
05. White Wires - Let's go to the beach
06. OFF! - Darkness
07. Double Negative - Erase yourself
08. Faixa Preta - O problema é seu
09. Eddy Current Supression Ring - Gentlemen
10. Missfight - Carry on
11. De Hoje Haele - Sige hej
12. Masshysteri - Dom kan inte hora musiken

Mix Tape Teen Trash 2010


Mix Tape Teen Trash 2010

Lixo Jovem

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Em busca de si mesmo na América profunda




Vagabundos iluminados é mais um "livro de estrada" uma "road novel" de Kerouac, assim como On the road e Viajante solitário. O livro possui um enredo relativamente simples com poucos personagens. Alguns dizem que ele é um On the road zen budista, mais espirituoso, mais iluminado. Ele é em si mais religioso, com tentativas de conciliação entre Oriente e Ocidente, numa aproximação entre budismo e cristianismo. 

A novela foi lançada um ano depois do sucesso de On the road e mostra as andanças dos jovens universitários Ray Smith e Japh Rider vestidos com roupas baratas vendidas pelo Exército da Salvação, alimentados por boas refeições de vinte centavos em restaurantes de beira de estrada numa busca espiritual por trilhas em montanhas, rodovias e ferrovias estadunidenses, com um monte de andarilhos e demais vagabundos pelo caminho. Tudo isso embalado por conversas sobre zen budismo, o vazio, alpinismo, a verdade e a poesia. O livro possui várias descrições de paisagens e da natureza, o que as vezes o torna cansativo, a não ser que você tenha um interesse especial por naturalismo ou geologia. Apresenta também uma quantidade variada de cardápios para andarilhos, de feijão com carne de porco à frutas desidratadas. 

Além de todas as dicas de logística para mochileiros, poeminhas improvisados durante caminhadas e todo o papo furado zen budista sobre o sentida da vida, Vagabundos Iluminados é uma jornada espiritual e física à América profunda, a América popular, povoada por todos os tipos da classe trabalhadora do mar à terra, de caminhoneiros à estivadores. É uma trilha com passagens iluminadas e outras escuras de um jovem em busca de si mesmo.

Lixo Jovem,
fevereiro de 2012

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Void - tesouros perdidos do hardcore



A Dischord Records parece que anda vasculhando o arquivo da gravadora. Em 25 de outubro de 2011 veio a luz muitas sobras de gravação do Void registradas no início dos anos 1980. O disco, com o título de Sessions 1981-1983, saiu em formato vinil de 12" contendo 34 faixas, das quais 20 são tesouros perdidos da banda nunca antes lançados. O restante do material inclui 10 faixas gravadas e mixadas em 1981 no lendário Inner Ear Studios de Washington, material cortado da coletânea Flex Your Head (1982) e as canções que entraram no Ep Condensed Flesh (1992). De lambuja você ainda leva 2 out-takes do split vinil Faith/Void (1982) e mais duas faixas ao vivo de 1983. Todo a recompilação do trabalho do Void foi mixado pelo grande Ian MacKaye. Em setembro de 2011 também saiu material inédito do Faith, chamado Subject to Change plus First Demo. Essa compilação do Void é uma boa oportunidade para quem aprecia o hardcore original dos anos 80 na linha das gravadoras SST e Dischord. Tomara que a equipe da Dischord continue vasculhando os porões da gravadora. Quem sabe aparece alguma sobra do Out of Step do Minor Threat.

Lixo Jovem

Arthur Brown - Garage black metal em 1968



‎1968! Antes mesmo do Secos e Molhados, Kiss, Alice Cooper, Mercyful Fate e o Black Metal pintarem a cara!!!


I am the god of hell fire, and I bring you
Fire, I'll take you to burn
Fire, I'll take you to learn
I'll see you burn

Recomendação do Fernando JFL

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

O disco e a conjuntura: MC5 - Kick out the jams




"And right now... right now... right now it's time to... KICK OUT THE JAMS, MOTHERFUCKER!"

O MC5 gravou o lendário Kick out the jams entre 30 e 31 de outubro, do também lendário ano, de 1968. Enquanto os rapazes de Detroit gravavam o disco o presidente Lyndon Johnson anunciava o cessar fogo terrestre, aéreo e naval ao Vietnam do Norte. Mas nem a guerra acabaria e nem o disco seriam lançados naquele ano. O disco só sairia pela Elektra Records no início de 1969 e a Guerra do Vietnã duraria até 1975.

Kick out the jams é basicamente um disco ao vivo, mas talvez um dos mais importantes discos ao vivo do rock. Depois de 43 anos ainda dá pra entender porque se escolheu gravar o disco dessa maneira. A energia do quinteto de Detroit ainda reverbera depois de quatro décadas de remodelações no cenário do rock, na indústria fonográfica e no mundo da política.

Nosso objetivo aqui é basicamente entender o cenário que donde emergiu o grito "Kick out the jams motherfuckers". Nesse sentido nos limitaremos a elencar alguns fatos históricos relacionados com o ano de gravação do disco, 1968.

2 de outubro – Massacre de Tlatelolco: protesto estudantil acaba em banho de sangue na La Plaza de las Tres Culturas in Tlatelolco, Cidade do Mexico, Mexico, 10 dias antes da abertura dos jogos Olímpicos de Verão de 1968.
Rua Maria Antônia, no Centro de São Paulo onde se localiza as faculdades Mackenzie e de Ciências e Filosofia da USP viram palco de um conflito entre estudantes de esquerda antiditadura e estudantes de direita e militares, dezenas ficam feridos. Entre os grupos paramilitares de direita participou o Comando de Caça aos Comunistas, da qual fazia parte o hoje senhor Boris Casoy.

11 de outubro - Lançamento da Missão Apollo 7

12-27 de outubro - Ocorrem os XIX jogos olímpicos na Cidade do México

14 de outubro - A Marinha e o Exército estadunidense enviam 24 mil soldados ao Vietnam.
UNE realiza seu XXX Congresso na clandestinidade em plena Ditadura civil-militar no Brasil. O Congresso acaba sendo descoberto pela polícia e mil e duzentos estudantes são presos.

15 de outubro - Lede Zeppelin faz sua primeira apresentação ao vivo, realizada na Universidade de Surrey

16 de outubro - Na Cidade do México, os atletas negros americanos Tommie Smith e John Carlos levantam os braços em uma saudação black power, depois de vencer, respectivamente, o ouro ea medalha de bronze nos 200 metros olímpico.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Notas da blogosfera #2 - Kurt Vile, Levi's, Miami Dolphins


Kurt Vile - Smoke ring for my halo (2011)

Kurt Vile lançou em 2011 um excelente álbum pela Matador Records com o título de Smoke ring for my halo. As influências vão de Bruce Springsteen, Bob Dylan e rock de FM dos anos 70. Esse é o quarto álbum do cara e o segundo pela Matador.



O clip de Baby's arms

A música que abre o disco, Baby's arms,  mereceu um belo clip dirigido por Todd Cole, que é também fotografo de moda. O clip é ambientado no leste de Los Angeles e gira em torno de um jovem casal. Todo o clip foi gravado na câmera do Windows Mobile.


Comercial da Levi's, motins em Londres e um poema de Bukowski

No capitalismo tudo é passível de se tornar mercadoria. A Levi's, que não é boba, pegou carona nos tumultos populares em Londres para atualizar a venda de seus jeans. Usa a combatividade da juventude trabalhadora e precarizada inglesa para vender não só um produto, mas uma ideia. É mais fácil comprar um produto depois que você já comprou a ideia que ele representa. Para deixar o produto ainda mais sedutor a empresa o embalou em um poema de Charles Bukowski criando um comercial, que convenhamos, ficou bonito de se ver. Mas não se engane, esse jeans é apenas um placebo. Para saber o que realmente aconteceu em Londres, clique aqui.



Miami Dolphins - s/t (2011)

Chegou aqui nos comentários do blog o link para o bandcamp dessa banda chamada Miami Dolphins, que na verdade são de Minneapolis. A banda é composta por quatro pessoas que gravaram oito músicas para um cassette no porão e no quarto de dormir. O som é garage lo-fi com elementos de punk e até hardcore.

sábado, 13 de agosto de 2011

O original e a versão: Police and Thieves

Retomamos aqui a nossa coluna O orignal e a versão, mais uma vez fazendo uma arqueologia das referências musicais do grande The Clash. A versão original de Police and Thieves é do jamaicano Junior Murvin e data de 1976. A canção aborda o tema das guerras de gangues e da  brutalidade policial e fez mais sucesso na Inglaterra do que na própria Jamaica. Um ano depois o Clash gravaria sua versão em seu primeiro disco.




terça-feira, 28 de junho de 2011

Lixo Jovem cancela suicídio e volta com 5 bandas que valem a pena ouvir

Não tão ruim quanto banda que faz Reunion pra faturar grana, Lixo Jovem volta depois de um suicídio cancelado. Senti saudades do blog e de comentar sobre música. Vai ai uma pequena lista de bandas recentes que valem a pena conferir. E uma promessa de atualização no mínimo quinzenal. No próximo post, o retorno de dois ícones da música alternativa dos anos 80. Quem arrisca dizer quem é?



Flats - escutem!



Yuck - A volta dos som alternativo dos anos 90.



Iceage - A Dinamarca já ofereceu Cola Freaks e Gorilla Angreb, agora a nova cena vem capitaneada por Iceage.





The Pains of Being pure at Heart - Parece que depois do "novo rock" as bandas alternativas estão voltando as referências dos anos 80/90. Esse vídeo é do primeiro álbum de 2009, o segundo saiu agora em 2011 e se chama Belong.





The Vaccines - Post punk + new rock. O que melhor o hype atual está oferecendo. 

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Pettibon - o traço mais marcante da música independente

A capa de Goo do Sonic Youth talvez seja o trabalho mais conhecido de Raymond Pettibon. Este é o nome artístico de Raymond Ginn, irmão de Greg Ginn, o experimental guitarrista do Black Flag. Apesar de Goo ser dos anos 90 e o primeiro disco do SY com uma major, ele é mais popular do que todos aqueles flyers e capas que Pettibon fez para a banda de seu irmão no fim dos anos 70 e começo dos 80. Na verdade sua arte pertence a essa época. Pettibon é o traço mais marcante do underground norte-americano. Seus desenhos monocromáticos são a expressão visual do som artesanal daquele período de ouro da música independente. Eles me lembram o pornográfico Carlos Zéfiro, o autor dos famosos "catecismos". Dizem que quando a coisa é boa faz escola. Com Pettibon não poderia ser diferente. A emblemática capa de Goo já rendeu vários tributos. Se o nanquim produzisse som, o de Pettibon soaria como todas aquelas maravilhas do underground.

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sábado, 18 de dezembro de 2010

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Notas da blogosfera - Coquetel Molotov


Nessa semana foi postado no blog Velha Escola - Nova Escola uma compilação de material ao vivo dos lendários cariocas do skate punk Coquetel Molotov. Originalmente o material é uma tape lançada pelo selo Sk8 punk e compreende apresentações da banda entre 1981 e 1987, realizando assim uma bela arqueologia do punk brasileiro daquela década. Visitem o blog e baixem a tape.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Jessy from Mexico









Hoje no myspace me deparei com essa moça mexicana chamada Jessy Bulbo. Sua banda é da Cidade do México e seu som é um punk rock com doses de garagem e pop. Confiram o vídeo com uma estranha dança de punks mexicanos e o myspace de Jessy, assim como suas picantes fotos. Hasta la vista!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Quando Etta James encontra o MC5

A sloppy MC-5 backing up a street-version Etta James

Lady Dottie and the Diamonds são de San Diego, Califórnia. A primeira coisa que chama a atenção é a idade de sua vocalista. Lady Dottie tem 64 anos! E não deixa a peteca cair, numa mistura de blues, R&B e aquele soul que parece ter saído de uma garagem dos anos 60. É tanta energia que deixa o Belrays no chão. Dorothy Mae Whitsett começou cantando ainda pequena na cozinha de sua casa e no coral da igreja, como é costume nas comunidades negras estadunidenses. Love Will Travel, original de Richard Berry, o criador de Louie Louie, ficou ultra nevosa na voz de nossa sexagenária. O grupo ainda possui um ep, chamado "Livin' It Up", em edição limitada e lançaram um Lp pelo selo Hi Speed Soul. Lady Dottie and the Diamonds é música com competência e energia.


Download

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Recomendações

Uma pequena lista do que prendeu minha atenção nas últimas semanas.

Tim Armstrong - A poets' life (2007)
Don Drummond and Rico Rodriguez - Reggae jazz attack (2000)
The Clash - Sandinista (1980)
Joe Strummer and The Mescaleros - Streetcore (2003)
Wavves - King of the beach (2010)
The Clash - Give em' enough rope (1978)
Gray Matter - Food for Thought (1984)
Banda Cabaçal dos Irmão Aniceto

O original e a versão: I fought the law

O Clash escolhia seus covers a dedo e parecia ter preferência para os temas mais rebeldes como Police on my back (The Equals, 1965) e o que apresentamos agora I fought the law de Sonny Curtis and The Crikets (1959). Contudo a versão do Clash de 1979 é baseada não na original de 1959, mas na executada pelo Bobby Fuller Four em 1965 e a que realmente popularizou a canção. Ainda temos a versão do Dead Kennedys de 1987 no álbum Give me convenience or give me death. Confiram.







O original e a versão: Police on my back

Muitos talvez pensem que a versão de Police on my back tocada pelo Clash em Sandinista seja a original, mas não é. A composição e gravação original é de Eddy Grant e do grupo pop londrino dos anos 60 The Equals. Grant depois ficaria conhecido como cantor de reggae. Confiram aqui as duas versões.



quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O som do Tennessee

Ao longo desses três anos de blog já apresentamos algumas bandas do Tennessee como Jay Reatard e Cheap Time. Agora apresento mais duas, ambas do selo Infinity Cat. São elas Jeff The Brotherhood com uma sonoridade bem variada num mix de college rock dos 80 e 90, Stooges e garage diluído. Em seguida as meninas do Heavy Cream com uma clara influência de Runnaways e daquele punk com um pé no hardrock setentista. Confiram as capas dos últimos lançamentos das bandas.











terça-feira, 14 de setembro de 2010

Wavves - o rei da praia continua o legado de Jay Reatard


King of the Beach é o novo disco do Wavves. Em seu terceiro trabalho de estúdio, lançado em agosto desse ano, percebemos mudanças no som da banda em relação a Wavves (2008) e Wavvves (2009). A sonoridade ainda segue o lo-fi punk, mas com a barulheira mais controlada. É como se o disco soasse "mais bem feito" do que os anteriores, talvez por ser o primeiro disco em que Nathan Williams não tenha produzido nem gravado em casa. A produção de King of the beach ficou a cargo de Dennis Herring, que já trabalhou com The Hives e Elvis Costello. A produção e o fato de Williams não ter gravado sozinho todos os instrumentos em seu quarto, são dois elementos que afastam o Wavves da áurea amadora e one-man-band dos discos anteriores. Perde-se um pouco da magia caseira que vinha se dissipando desde o primeiro disco, contudo a equação barulho + refrões + agressividade, ainda continua presente na fórmula shoegaze mais punk que ganhou adeptos nessa década pós-novo rock. Nesse álbum, Williams conta com o ex-baixista e o ex-baterista de Jay Reatard Stephen Pope e Billy Hayes, que também compuseram as canções Convertible Balloon, Baby Say Goodbye e Linus SpaceheadA partir disso podemos tirar algumas conclusões para os próximos anos.  Acredito que Nathan Williams, apesar do pouco tempo de carreira, é um dos poucos que tem chances concretas e sensibilidade musical suficiente para dar continuidade a estética legada por Jay Reatard. Veremos o que os próximos lançamentos nos dizem.



















New video - Wavves, Post Acid


"Making off" de King of the beach no estúdio Sweet Tea Recording em Oxford, Mississippi

sábado, 11 de setembro de 2010

Honra e glória a Joe Strummer



Versão de Joe Strummer and The Mescaleros para Redemption Song" de Bob Marley.

"Mas minha mão foi feita forte
Pela mão do Todo-Poderoso

Nós avançamos nessa geração

Triunfantemente

Você não vai ajudar a cantar

Essas canções de liberdade?

Porque tudo que eu tenho sempre

canções de redenção

canções de redenção"